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domingo, 24 de outubro de 2021

ENTRE RAIOS E FAUNOS


Embora se atribua a escritora Gertrude Barrows Bennett a criação do subgênero Dark Fantasy nas revistas pulp dos anos 1920, estudiosos chamam a atenção para o conto A Máscara da Morte Rubra (1842) de Edgard Allan Poe como o primeiro a mesclar a fantasia com horror. A Dark Fantasy normalmente se caracteriza por histórias medievais (mas, nem sempre) que tenham como pano de fundo o horror e uma sensação de decadência e luta pela sobrevivência em meio a perigos de todos os tipos. Certamente um fato incontestável é a dificuldade de delimitar as fronteiras que separam a fantasia do horror e as que as une. Os demônios de Peter V. Brett, as batalhas violentas de Gary Whitta, o fascinante mundo pós-apocalíptico de Mark Lawrence e os incríveis cavaleiros de dinossauros de Victor Milán nos dão um mapa das temáticas pertencentes a esse gênero. Outro escritor que se aventurou nessa temática foi Arthur Llewellyn Jones.

Galês nascido em 1863, Caerleon, Reino Unido, Arthur Machen é mais lembrado pelos estudiosos pela novela O Grande Deus Pã (1894), produto boêmio das décadas de 1870 e 1880 de Londres, com seus melhores trabalhos sendo produzidos no final da Era Vitoriana que tem conexões no mínimo interessantes com autores contemporâneos. Stephen King no livro Revival (2014) diz que essa obra o assombrou a vida toda. Guillermo del Toro e seu O Labirinto do Fauno (2006) tem muitas "coincidências" narrativas: ambas são todas sobre garotas que estão em contato com estranhos outros mundos e veem esses mundos como fascinantes e arrebatadores, mas o público normalmente capta as imagens ocultas perturbadoras do presente. Machen e sua obra resistiram nas periferias do conhecimento literário, sendo o tipo de escritor cujo nome a maioria das pessoas não sabem ao certo como pronunciar (para os curiosos, é "makken").

Suas narrativas raramente foram publicadas no Brasil, vítimas do desinteresse de editoras. Estamos tratando, basicamente, de um autor que ficou em algum lugar no limiar, na transição de estilos entre M.R. James e H.P. Lovecraft. Os leitores modernos apreciam particularmente a maneira como ele apresenta o queria ser denominado de psicogeografia — os efeitos do ambiente geográfico sobre as emoções e os comportamentos sociais da sociedade civil e dos indivíduos de forma organizada ou não — de Londres e suas dobras ocultas, adiantando muitas das temáticas trabalhadas por Neil Gaiman e outros. Seu detetive sobrenatural, Dyson, atravessa a cidade como um cavaleiro medieval consagrado enfrentando assombrações por onde vai.

Sua obra é uma coisa incrível, embora o terror que seus primeiros escritos possam não ter sentido depois de um século após a composição, já que nossa sociedade está acostumada com a violência social decorrente do atual choque de civilizações e o mau gosto. Como em O médico e o monstro (1886) do autor escocês e seu contemporâneo Robert Louis Stevenson, o Pã de Machen não ameaça a sociedade vitoriana moralista, mas sim emana de seu coração sombrio e perverso. Mesmo quando confrontados com perigos sobrenaturais, os protagonistas de Machen não sentem a necessidade de feitiços protetores ou explicações racionais: eles apenas querem testemunhar as belezas sombrias da vida (por mais horríveis que sejam). Uma das figuras mais importantes da Idade de Ouro da ficção weird, e seus romances e contos influenciaram fortemente o tripé da Weird Tales: H.P. Lovecraft, Robert E. Howard e Clark Ashton Smith. Todos os três permanecem imensamente populares entre os leitores. Muito de seu trabalho foi difícil de obter, permanecendo enterrado em revistas e jornais obscuros de um século atrás ou publicado em caras edições limitadas.

Ninguém merece ser recuperado e lido mais do que Arthur Machen. Ele nunca recebeu uma publicação completa adequada de seus contos no século passado, e muitos de seus melhores trabalhos estão há muito tempo esgotados. No Brasil, uma forte onda de publicações foram reunidas nas primeiras décadas deste século, mas sem apresentar alguma diversidade temática. A Editora Clock Tower trouxe um grande compilado de contos com O Mestre do Oculto (2017), a Editora Iluminuras publicou O terror (2000), a Pyro Books trouxe O Povo Branco e O Selo Negro (2020), a Penalux e Corvus publicaram respectivamente, O Grande deus Pã (um em 2016 e outro 2020). Então faça: vá e compre mais esse volume e propague as palavras desse maravilhoso autor.



terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Especial Círculo das Ideias: Um Jovem Brilhante - Arthur Machen


— Após abandonar, em definitivo, a Universidade de Oxford, o jovem Joseph Last perguntava-se o que faria no ano seguinte e nos vindouros. Órfão desde a infância, seus pais morreram vítimas de febre tifoide com poucos dias de diferença quando ele tinha 10 anos de idade, e ele pouco se lembrava de Dunham, onde seu pai foi o último de uma linhagem de procuradores que ali exerceram a atividade dês de 1707. Por muito tempo, os Last levaram uma vida tranquila. De tempos em tempos, eles se casavam com pessoas da alta burguesia da vizinhança e, praticamente, dirigiam muitos dos negócios do condado no no tocante ao comércio, à administração de imóveis, à cobrança de aluguéis, trabalhando como administradores em várias mansões. Assim, viviam em um mundo de calma e confortável prosperidade cujo ponto mais alto foi alcançado durante e após as guerras napoleônicas. Então, começaram a declinar, não de modo acelerado, mas aos poucos, de modo que levaram alguns anos até perceberem o processo lento e irreversível. Sem dúvida, os economistas sabem pro que o campo e as cidades do interior tornaram-se, gradualmente, menos importantes após a Batalha de Waterlooo e as causas da decadência e da mudança que afetaram tão lamentavelmente Cobbett, que via, ou acreditava ver, a vida e a força da terra sendo sugadas para alimentar a monstruosa excrecência de Londres. - Arthur Machen
Um jovem brilhante é uma novela escrita e publicada na antologia de 1936 The Children of the Pool and Other Stories. Nela acompanhamos a história de Joseph Last, um jovem órfão que se formou na Universidade de Oxford e que decide abrir um internato. Em certo momento ele recebe uma proposta: instruir o filho de uma família rica, cuja inteligência e astúcia são apenas comparáveis à sua grande aptidão por crueldade.

Nesse sentido, Um jovem brilhante em toda a coletânea da Clock Tower é um ponto na curva: não integra o ciclo de horror sobrenatural de Arthur Machen. Esse elemento é dispensado: o irracional, o cósmico e até mesmo o supersticioso, são esquecidos justamente para incutir medo no leitor no que há de mais pavoroso: a maldade humana.

Pode-se entender que, esse conto pode servir de partida para outras narrativas totalmente diferentes Menina Má, de William March, que constrói sua trama por meio da exploração do horror de uma mãe ao descobrir o lado psicopata de sua filha, dando a percepção de uma faceta maligna de personalidade.

O AUTOR
Arthur Machen nasceu em 1863 e teve uma característica que marcou sua vida e obra: sobrenatural. Seu estilo de narrativa apresenta muitos elementos místicos distribuídos por seus contos e novelas. Fez parte da Ordem Hermética da Aurora Dourada, um seleto grupo de ritual de magia que contou entre os seus membros também William Butler Yeats, Aleister Crowley e Algernon Blackwood. Na década de 1890, a sua escrita adquire uma nova reviravolta: contemporânea torna-se tanto em estilo e tema. Com estabilidade econômica garantida graças a uma herança, cria-se o espaço criativo para sua mais famosa obra: The Great God Pan: narrativa que mistura sexo, paganismo e horror. Outro marco em sua vida é o sucesso de The Archers, que deu origem a lenda dos Anjos de Mons: o primeiro encontro importante entre as marinhas britânica e alemã na 1° Guerra, onde os ingleses foram socorridos por seres celestiais. Morreu em 1947, aos 84 anos.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Especial Círculo das Ideias: O Sinete Negro - Arthur Machen


— O senhor é racionalista renitente - disse ela. - Não me ouviu dizer que tive experiências ainda mais terríveis? Eu também era cética, mas, depois do que passei, não posso ter dúvidas sobre coisa alguma. - Arthur Machen
O sinete negro é uma novela escrita em 1895 originalmente publicada como The Novel of the Black Seal. Nela vemos um cientista e sua auxiliar que buscam provar teorias da existência de coisas além da compreensão humana e seus resultados são catástroficos.

Na história é muito trabalhado referências ao escritor romano Solinus do Século II depois de Cristo, que se refere a uma pedra chamada Sexaginta em seus escritos e a estandartes das legiões romanas, movendo as lendas da Líbia para a Inglaterra.

O autor na coletânea tem um jeito de narrar as histórias da mesma forma, mas ainda continua a ter certa competência em seu desenvolvimento como em O Povo Branco, muitas vezes agrupadas por temática com A Pirâmide Reluzente e A Mão Vermelha, que se mostrou tão influente para H.P. Lovecraft e Robert E. Howard, entre outros. A concepção de Machen o Povo Branco seguiu a moda hermética da época - tentando explicar as fábulas e os contos populares como verdades distorcidas. Lovecraft o menciona em seu ensaio Horror Sobrenatural na Literatura.

O AUTOR
Arthur Machen nasceu em 1863 e teve uma característica que marcou sua vida e obra: sobrenatural. Seu estilo de narrativa apresenta muitos elementos místicos distribuídos por seus contos e novelas. Fez parte da Ordem Hermética da Aurora Dourada, um seleto grupo de ritual de magia que contou entre os seus membros também William Butler Yeats, Aleister Crowley e Algernon Blackwood. Na década de 1890, a sua escrita adquire uma nova reviravolta: contemporânea torna-se tanto em estilo e tema. Com estabilidade econômica garantida graças a uma herança, cria-se o espaço criativo para sua mais famosa obra: The Great God Pan: narrativa que mistura sexo, paganismo e horror. Outro marco em sua vida é o sucesso de The Archers, que deu origem a lenda dos Anjos de Mons: o primeiro encontro importante entre as marinhas britânica e alemã na 1° Guerra, onde os ingleses foram socorridos por seres celestiais. Morreu em 1947, aos 84 anos.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Especial Círculo das Ideias: O Pó Branco - Arthur Machen


Meu nome é Leicester. Meu pai, major-general Wyn Leicester, um destacado oficial da artilharia, morreu há cinco anos vítima de uma complicação renal que adquiriu no clima inóspito da Índia. Um ano mais tarde, meu único irmão Francis, voltou para casa após uma carreira excepcionalmente brilhante na universidade estabeleceu-se, com a resolução de um eremita, para tornar-se perito no que tem sido chamado, apropriadamente, de a grande lenda da lei. - Arthur Machen
O pó branco é uma novela escrita em 1895 originalmente publicada como The Novel of the White Powder e trás em sua narrativa envolvente, porém repetitiva.

A narradora está preocupada com o irmão, que, com a intenção de se tornar um advogado,  se dedica exacerbadamente aos seus estudos até o ponto de obsessão. Sua saúde parece estar diminuindo de estresse e cansaço. Finalmente, ela o convence ver um médico. Ele retorna com receita médica, e logo ele é mais extrovertido e relaxado - até demais.

É impressionante como Machen previu os tempos modernos ou os estudantes que frequentam o vestibular, que hoje chegam a tomar remédios para passarem e manterem o foco.

A história peca como em todas as outras do autor até então: depende de uma chance aleatória e eventos altamente improváveis. O químico certo, o corpo encontrado, o broche caído, a carta que leva ao pacote... enfim, até agora seu modus operandi de escrita não muda ou alterna - um fato marcante e que decepciona.

A história ganha notoriedade com Lovecraft quando ele o cita em seu ensaio O Horror Sobrenatural em Literatura 

O AUTOR
Arthur Machen nasceu em 1863 e teve uma característica que marcou sua vida e obra: sobrenatural. Seu estilo de narrativa apresenta muitos elementos místicos distribuídos por seus contos e novelas. Fez parte da Ordem Hermética da Aurora Dourada, um seleto grupo de ritual de magia que contou entre os seus membros também William Butler Yeats, Aleister Crowley e Algernon Blackwood. Na década de 1890, a sua escrita adquire uma nova reviravolta: contemporânea torna-se tanto em estilo e tema. Com estabilidade econômica garantida graças a uma herança, cria-se o espaço criativo para sua mais famosa obra: The Great God Pan: narrativa que mistura sexo, paganismo e horror. Outro marco em sua vida é o sucesso de The Archers, que deu origem a lenda dos Anjos de Mons: o primeiro encontro importante entre as marinhas britânica e alemã na 1° Guerra, onde os ingleses foram socorridos por seres celestiais. Morreu em 1947, aos 84 anos.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O MESTRE DO OCULTO - Arthur Machen


Novo livro da Editora Clock Tower, disponível em edição limitada. Esse livro pode ser adquirido aqui nessa Webstore. Trata-se de um livro com obras de horror sobrenatural muito bem selecionadas do famoso autor galês do século XIX, o mestre Arthur Machen. Machen influenciou muito a carreira de autores como Stephen King, Peter Straub e H.P. Lovecraft. Embora esse livro de Machen seja de horror, cabe lembrar que a editora tem material já traduzido para pelo menos 2 livros do autor no gênero fantasia.


*Detalhe que foi frisado mas que requer mais atenção: O grande deus Pã de Machen serviu de base para a novela O horror de Dunwich de H.P. Lovecraft. Enquanto a novela de Machen é uma obra mística e enigmática, a de Lovecraft é um tanto maniqueísta - a luta de seres humanos contra um mal vindo contra o espaço sideral e a prole maldita: Mary tem uma filha com Pã, e Lavinia tem um filho com Yog-Sothoth.

Especial Círculo das Ideias: O Povo Branco - Arthur Machen


— Feitiçaria e santidade – disse Ambrose – são as únicas realidades. Cada uma leva a um êxtase, a uma fuga da vida comum. - Arthur Machen
Se for alguém lendo a história qual é o impacto dessa história dentro na trama desse outro personagem, mesmo que não seja o impacto em ação, o que simboliza a história de um personagem dentro da motivação do outro? Em O Povo Branco podemos ler essa resposta.

Publicado originalmente em 1904, a narrativa é dividida em três partes, Prólogo, O Livro Verde e Epílogo, vemos um debate entre Cotgrave e Ambrose sobre a origem do mal e do pecado, na qual o último para provar a sua argumentação para o primeiro, empresta um diário de uma jovem que foi filha de um amigo seu.

No diário, a jovem protagonista conta suas experiências e contatos com o Povo Branco de forma ingenua, acreditando que eles são bondosas entidades dos contos de fadas que sua babá contava quando criança. Ela não imagina o resultado catastrófico ao entrar em contato com forças além de sua compreensão.

O conto é demasiadamente longo. Poderia ter  menos da metade do tamanho cortando detalhes e informações que não são necessárias à trama ou à experiência - o que apresenta um esforço singular do autor para criar o ambiente. Claro, isso olhando pela perspectiva de hoje: no século do XIX (o conto foi escrito nos final daquele século) as descrições eram longas - um mal romântico daquele século.

O AUTOR
Arthur Machen nasceu em 1863 e teve uma característica que marcou sua vida e obra: sobrenatural. Seu estilo de narrativa apresenta muitos elementos místicos distribuídos por seus contos e novelas. Fez parte da Ordem Hermética da Aurora Dourada, um seleto grupo de ritual de magia que contou entre os seus membros também William Butler Yeats, Aleister Crowley e Algernon Blackwood. Na década de 1890, a sua escrita adquire uma nova reviravolta: contemporânea torna-se tanto em estilo e tema. Com estabilidade econômica garantida graças a uma herança, cria-se o espaço criativo para sua mais famosa obra: The Great God Pan: narrativa que mistura sexo, paganismo e horror. Outro marco em sua vida é o sucesso de The Archers, que deu origem a lenda dos Anjos de Mons: o primeiro encontro importante entre as marinhas britânica e alemã na 1° Guerra, onde os ingleses foram socorridos por seres celestiais. Morreu em 1947, aos 84 anos.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Especial Círculo das Ideias: Ao abrir a porta - Arthur Machen


Devo admitir, antes de mais nada, que, durante meus cerca de 10 anos em Fleet Street, encontrei alguns casos a que não faltavam estranhezas. Houve aquele de Campo Tosto, por exemplo, e que nunca chegou aos jornais. Campo Tosto era um belga radicado havia muitos anos na Inglaterra que tinha deixado todas as suas propriedades para o empregado que cuidava dele. - Arthur Machen

Escrita em 1931, Ao abrir a porta é uma narrativa propriamente de sugestão - a capacidade de demonstrar interconexão do mundano com o maravilhoso. É uma narrativa relativamente curta, e a primeira que não apresenta Dyson - escritor investigativo de coisas ocultas.

O narrador é um jornalista que investiga o desaparecimento e aparição do cientista e reverendo Secretan Jones, o "clérigo de Canonbury", como as manchetes o chamavam. A algo que ele quer esconder sobre esse fato - talvez, a entrada do paraíso.

Não é uma história propriamente um conto de terror - um leitor cuidadoso nota que o autor persiste que existe algo além deste mundo, um sentimento de que, mesmo que brevemente, o véu que separa o natural do sobrenatural foi levantado, que uma porta realmente foi aberta.

O AUTOR
Arthur Machen nasceu em 1863 e teve uma característica que marcou sua vida e obra: sobrenatural. Seu estilo de narrativa apresenta muitos elementos místicos distribuídos por seus contos e novelas. Fez parte da Ordem Hermética da Aurora Dourada, um seleto grupo de ritual de magia que contou entre os seus membros também William Butler Yeats, Aleister Crowley e Algernon Blackwood. Na década de 1890, a sua escrita adquire uma nova reviravolta: contemporânea torna-se tanto em estilo e tema. Com estabilidade econômica garantida graças a uma herança, cria-se o espaço criativo para sua mais famosa obra: The Great God Pan: narrativa que mistura sexo, paganismo e horror. Outro marco em sua vida é o sucesso de The Archers, que deu origem a lenda dos Anjos de Mons: o primeiro encontro importante entre as marinhas britânica e alemã na 1° Guerra, onde os ingleses foram socorridos por seres celestiais. Morreu em 1947, aos 84 anos.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Especial Círculo das Ideias: A pirâmide reluzente - Arthur Machen


— Você disse assombrado? - Arthur Machen

São com essas palavras que Machen começa outro de seus contos no livro O Mestre do Oculto da Editora Clock Tower - traduzido originalmente como A pirâmide de fogo, tendo seu nome mudado posteriormente.

Publicado em 1985, o contro trás novamente Dyson (que tem a mesma relevância detetivesca na obra de Machen como Sherlock na obra de Conan Doyle, mas voltado para o oculto).

Nele temos o terceiro parceiro de Dyson sendo apresentado. No primeiro, A luz interior, temos Charles, no segundo - A mão vermelha - temos Phillips e no terceiro somos apresentados a Vaughan, que solicita a presença do amigo para resolver um enigma que o está atormentando.

O desaparecimento de uma de garota, pedras de silício que formam formas estranhas e desenhos de olhos orientais em um muro trás o povo pequeno à tona - uma raça humanóide aborígene que originalmente habitava as Ilhas Britânicas.

O AUTOR
Arthur Machen nasceu em 1863 e teve uma característica que marcou sua vida e obra: sobrenatural. Seu estilo de narrativa apresenta muitos elementos místicos distribuídos por seus contos e novelas. Fez parte da Ordem Hermética da Aurora Dourada, um seleto grupo de ritual de magia que contou entre os seus membros também William Butler Yeats, Aleister Crowley e Algernon Blackwood. Na década de 1890, a sua escrita adquire uma nova reviravolta: contemporânea torna-se tanto em estilo e tema. Com estabilidade econômica garantida graças a uma herança, cria-se o espaço criativo para sua mais famosa obra: The Great God Pan: narrativa que mistura sexo, paganismo e horror. Outro marco em sua vida é o sucesso de The Archers, que deu origem a lenda dos Anjos de Mons: o primeiro encontro importante entre as marinhas britânica e alemã na 1° Guerra, onde os ingleses foram socorridos por seres celestiais. Morreu em 1947, aos 84 anos.

domingo, 15 de outubro de 2017

Especial Círculo das Ideias: A mão vermelha - Arthur Machen


— Sem sombra de dúvidas - disse Phillipps. - Minha teoria é a verdadeira: esses pedaços de sílex são anzóis pré-históricos. - Arthur Machen
Título mencionado por Lovecraft a uma carta a Howard, A mão vermelha foi publicada primeiramente em 1985. Machen trás de volta Dyson e seu amigo Phillipps, criando um enredo policial quando ambos se tornam testemunhas de um assassinato e se sentem impelidos a resolver o problema indecifrável para a policia.

Um suspense urbano em Londres, cujas descrições das ruas mal iluminadas e da cidade me fazem lembrar as histórias de Jack, o Estripador. Diálogos instigantes e cheios de conteúdo, como é de costume do autor.

Embora uma premissa muito interessante, essa história pode parecer um pouco decepcionante, considerando o talento do autor. Apesar de muito bem elaborado, é mostrada de maneira um tanto quanto simplório a resolução do mistério.

O AUTOR
Arthur Machen nasceu em 1863 e teve uma característica que marcou sua vida e obra: sobrenatural. Seu estilo de narrativa apresenta muitos elementos místicos distribuídos por seus contos e novelas. Fez parte da Ordem Hermética da Aurora Dourada, um seleto grupo de ritual de magia que contou entre os seus membros também William Butler Yeats, Aleister Crowley e Algernon Blackwood. Na década de 1890, a sua escrita adquire uma nova reviravolta: contemporânea torna-se tanto em estilo e tema. Com estabilidade econômica garantida graças a uma herança, cria-se o espaço criativo para sua mais famosa obra: The Great God Pan: narrativa que mistura sexo, paganismo e horror. Outro marco em sua vida é o sucesso de The Archers, que deu origem a lenda dos Anjos de Mons: o primeiro encontro importante entre as marinhas britânica e alemã na 1° Guerra, onde os ingleses foram socorridos por seres celestiais. Morreu em 1947, aos 84 anos.

sábado, 14 de outubro de 2017

Especial Círculo das Ideias: A luz interior - Arthur Machen

Um noite de outono, quando as deformidades de Londres estavam encobertas por um manto de névoa azulada e era esplêndida a visão das ruas longas e quase vazias, Charles Salisbury caminhava lentamente pela Rupert Street, aproximando-se de seu restaurante favorito. Seus olhos estavam pregados no calçamento, como se o examinasse com atenção e, assim, na entrada do restaurante, quase esbarrou em um pedestre que vinha em direção contrária. - Arthur Machen
É em um encontro casual entre amigos na rua que começa A luz interior. Conto publicado em 1894, Arthur Machen nos apresenta a dois personagens: Charles Salisbury e o escritor e pesquisador de casos sinistros, Dyson - personagem recorrente nas histórias de Machen, como um investigador do oculto.

Durante a conversa, Dyson narra sua mais recente pesquisa: o estranho caso de um médico e a morte de sua mulher chama a atenção do escritor. Enquanto isso, após a conversa, Charles visualiza uma cena pouco romântica que gera desdobramentos não imaginados para ele e o amigo.

Envolvendo experiências para além da vida e a ciência, A luz interior é um dos contos mais perturbadores do autor. Com algumas descrições verdadeiramente atmosféricas de Londres, a narrativa parece ter sido tirada dos folhetins: a concatenação, o desenvolvimento e outras coisas que podem lembrar um diário, uma matéria jornalistica, onde um louco resolve se intrometer na essência humana.

O AUTOR


Arthur Machen nasceu em 1863 e teve uma característica que marcou sua vida e obra: sobrenatural. Seu estilo de narrativa apresenta muitos elementos místicos distribuídos por seus contos e novelas. Fez parte da Ordem Hermética da Aurora Dourada, um seleto grupo de ritual de magia que contou entre os seus membros também William Butler Yeats, Aleister Crowley e Algernon Blackwood. Na década de 1890, a sua escrita adquire uma nova reviravolta: contemporânea torna-se tanto em estilo e tema. Com estabilidade econômica garantida graças a uma herança, cria-se o espaço criativo para sua mais famosa obra: The Great God Pan: narrativa que mistura sexo, paganismo e horror. Outro marco em sua vida é o sucesso de The Archers, que deu origem a lenda dos Anjos de Mons: o primeiro encontro importante entre as marinhas britânica e alemã na 1° Guerra, onde os ingleses foram socorridos por seres celestiais. Morreu em 1947, aos 84 anos.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

NOTÍCIAS - O MUNDO SOMBRIO e O REI DE AMARELO VOLTARAM - FIM DA CAMPANHA ARTHUR MACHEN


Os livros O Mundo Sombrio, Histórias dos Mitos de Cthulhu de Robert E. Howard', criador de Conan, o Bárbaro, e O Rei de Amarelo, clássico de 1895 de Robert W. Chambers, voltaram a ficar disponíveis a venda no Site Lovecraft.


O motivo dos livros ficarem indisponíveis foi devido aos compromissos com o livro Arthur Machen - O Mestre do Oculto (que segue normalmente as vendas na webstore até essa sexta, quando expira o prazo prorrogado).


O Mundo Fantástico de H.P. Lovecraft está com as três edições esgotadas e não existe previsão para nova reimpressão.

Mais informações sobre a editora e os livros:

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Notícias: Clock Tower - Arthur Machen - Prazo prorrogado

Foi prorrogado até dia 13 de janeiro a campanha do livro "O Mestre do Oculto" produzido pela Clock Tower sobre Arthur Machen. A campanha que acabaria hoje, teve o prazo estendido devido a muitos pedidos. O processo editorial da Editora Clock Tower segue normalmente com previsão de impressão e envio o 1º trimestre.

A edição limitada reuni 9 contos do autor galês, incluindo sua obra mais conhecida, O Grande Deus Pã (que também é livro da Penalux e foi resenhado pelo Rodrigo Kmiecik) e uma série de extras.

A Editora Clock Tower, responsável pelo lançamento de O Rei de Amarelo de Chambers, O Mundo Sombrio de Robert E. Howard (indisponíveis temporariamente para aquisição) e O Mundo Fantástico de H.P. Lovecraft (esgotado no momento), está terminando o financiamento de Arthur Machen – O Mestre do Oculto, primeira obra mais completa em português reunindo obras do autor. E a editora tem planos no futuro de seguir com livros de Machen, uma vez que eles tem material já traduzido para mais 2 livros.


Assim como em seus lançamentos anteriores, a Clock Tower define este novo projeto como um "livro participativo": quanto mais pessoas adquirirem a obra, mais extras poderão ser adicionados. O livro só poderá ser comprado na pré-venda, e depois disso não será mais vendido.

Arthur Machen foi um escritor e jornalista galês, conhecido por suas obras sobrenaturais e de fantasia. Seu conto mais conhecido, a novela O Grande Deus Pã, estará no livro da Clock Tower junto com outras obras inéditas em nosso idioma.

A biobibliografia do autor no livro 'Arthur Machen - O Mestre do Oculto' da Editora Clock Tower irá contar com aproximadamente 18 páginas, fruto da pesquisa do prof. Edgar Smaniotto e de algumas fotos de localidades (entre elas Carleon) da vida de Machen.

Mais informações sobre a editora e o livro:

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Notícias: Clock Tower - Arthur Machen - Último dia


Amanhã é o último dia para da campanha do livro "O Mestre do Oculto" produzido pela Clock Tower sobre Arthur Machen. A edição limitada reuni 9 contos do autor galês, incluindo sua obra mais conhecida, O Grande Deus Pã (que também é livro da Penalux e foi resenhado pelo Rodrigo Kmiecik) e uma série de extras.

A Editora Clock Tower, responsável pelo lançamento de O Rei de Amarelo de Chambers, O Mundo Sombrio de Robert E. Howard (indisponíveis temporariamente para aquisição) e O Mundo Fantástico de H.P. Lovecraft (esgotado no momento), está terminando o financiamento de Arthur Machen – O Mestre do Oculto, primeira obra mais completa em português reunindo obras do autor. E a editora tem planos no futuro de seguir com livros de Machen, uma vez que eles tem material já traduzido para mais 2 livros.

Assim como em seus lançamentos anteriores, a Clock Tower define este novo projeto como um "livro participativo": quanto mais pessoas adquirirem a obra, mais extras poderão ser adicionados. O livro só poderá ser comprado na pré-venda, e depois disso não será mais vendido.

Arthur Machen foi um escritor e jornalista galês, conhecido por suas obras sobrenaturais e de fantasia. Seu conto mais conhecido, a novela O Grande Deus Pã, estará no livro da Clock Tower junto com outras obras inéditas em nosso idioma.

A biobibliografia do autor no livro 'Arthur Machen - O Mestre do Oculto' da Editora Clock Tower irá contar com aproximadamente 18 páginas, fruto da pesquisa do prof. Edgar Smaniotto e de algumas fotos de localidades (entre elas Carleon) da vida de Machen.

Mais informações sobre a editora e o livro:


Vídeo:

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Especial Círculo das Ideias: O Grande Deus Pã, de Arthur Machen


Arthur Machen
Arthur Machen foi um escritor e jornalista galês, famoso pelos seus contos e novelas de terror e fantasia. Nasceu em 03 de março de 1863, no pequeno povoado de Caerleon, no Condado de Monmouth, País de Gales.
Por volta de 1890, Machen começou a publicar em revistas de literatura, fortemente influenciado pelos trabalhos de autores como Edgar Allan Poe e Robert Louis Stevenson – Machen era um grande fã de Stevenson, principalmente devido à obra “Dr. Jekyll and Mr. Hyde” (O Médico e o Monstro), de 1841.
"Digo que sou um homem, mas quem é o outro que se oculta em mim?".

Capa da primeira edição de
O Grande Deus Pã, publicada em 1894
Em 1894, publicou o grandioso “The Great God Pan” (O Grande Deus Pã), que é tido até hoje como uma das suas obras-primas. “Um sucesso insano!” foi o que declarou Oscar Wilde, quando o livro foi publicado.
A história causou forte impacto literário no Reino Unido daquela época; jornais criticaram-na arduamente, e tal crítica permaneceu sobre Machen em todas as próximas décadas de sua carreira, sendo um escritor marginalizado e um tanto esquecido, resgatado no Brasil por conta da citação de Machen como influência para H.P. Lovecraft, em seu livro “O Horror Sobrenatural em Literatura”, que levou a Editora Iluminuras  a lançar o livro “O Terror”, de Arthur Machen, contendo as histórias “O Terror” e “Ornamentos em Jade”. Agora, em 2016, a Editora Penalux nos presenteou com uma ótima edição de “O Grande Deus Pã”.


O Grande Deus Pã
Falemos sobre “O Grande Deus Pã”, então:

O livro traz uma história densa, construída por fragmentos de acontecimentos, como ocorre em “O Chamado de Cthulhu”, de H.P. Lovecraft. O mistério e o horror são construídos gradualmente e com perfeição por Machen. Sutilmente, a cada assassinato misterioso, a cada suicídio registrado, a cada observação feita pelos personagens; um por um, os tijolos de um horror são postos e fazem elevar as muralhas do medo ao redor do leitor.

A trama é basicamente a seguinte:

No início da história, o neurologista Dr. Raymond faz um experimento com uma garota: o doutor busca contato com Pã por intermédio de Mary, a garota. Após a diabólica experiência psíquica, a garota perde a razão e entra em estado vegetativo, porém, o Dr. Raymond parece obter êxito:
“- Sim – disse o doutor, ainda com total frieza – É uma grande pena; está irremediavelmente idiotizada. Contudo, não havia outro meio; e, afinal, ela viu o Grande Deus Pã”.
Anos depois, tem início um terror crescente na cidade. Misteriosos acontecimentos ocorrem, relacionados a uma mulher desconhecida chamada Helen Vaughan. Uma série de mortes toma conta dos rumores entre os moradores. Suicídios com horror tangível estampado nos rostos dos mortos, como se houvessem sido mortos por susto ou medo. Então, o Sr. Clarke, personagem que acompanhou e testemunhou o hediondo experimento do Dr. Raymond, vai atrás de respostas para o mistério, mergulhando nas brumas acerca das mortes e quais as relações do horror com a estranha Helen Vaughan.

O Grande Deus Pã, edição da
Editora Penalux, de 2016
Essa história é, sem dúvidas, uma das melhores e mais importantes obras da Literatura de Horror do final do século XIX, ao lado de "O Rei de Amarelo" (1895), de Robert Chambers. Inclusive, a estrutura e a maneira de como a trama são construídas, e também como os eventos são apresentados, é bem semelhante em ambas as geniais histórias.
Machen apresenta conhecimento e um incrível fascínio pessoal pela mitologia celta e romana que povoava as terras onde cresceu e se tornou escritor (País de Gales e Inglaterra; terras que foram, há séculos, colônias romanas na vasta Europa bárbara). Tal conhecimento nessas mitologias nos proporcionam escritos de horror e mistério sobre deuses e mitos fantásticos, tratados com genialidade insuperável pelo autor.

Não há adjetivos suficientes para descrever a genialidade de Arthur Machen. Sua obra é tão significante que ecoou por todas as sombrias ruas da Literatura de Horror, influenciando os mais notáveis escritores como Clark Ashton Smith, H. P. Lovecraft, Robert E. Howard, Karl Edward Wagner, Clive Barker, Stephen King, entre outros.
O próprio Lovecraft declarava que "O Grande Deus Pã" era uma das maiores obras na história da Literatura". Eu acredito que sua história "O Horror de Dunwich" foi fortemente influenciada pelos escritos de Machen, em especial esta história que aqui comento, pois ambas lidam com um mistério crescente acerca de um filho amaldiçoado, o fruto proibido de uma consumação diabólica. Robert E. Howard também foi influenciado por histórias como "O Vale dos Seres Brancos" (The White People). Howard utilizou criaturas e mitos criados por Machen em vários de seus contos de horror, como "O Povo Pequeno" e "Vermes da Terra".

Em suma, Arthur Machen foi um gênio fora de seu tempo, um apaixonado por literatura e mitologia, pelo terror, psicologia humana, pelo oculto e cósmico. É por isso que sua obra é tão versátil e cheia de mistério, pois Machen consegue transmitir sua paixão por tais temas em suas histórias, suas tramas, personagens e desfechos terríveis. Com certeza é um autor que merece ser publicado em nosso país; eis aqui meus parabéns à Editora Penalux, pela publicação deste clássico. E que venham mais autores e mais livros de mesma importância à tona. Sinto que após a publicação deste livro em terras brasileiras, seus leitores estarão sempre mais atentos aos sons da floresta, à luz fria da lua, iluminando as folhagens frescas da noite, banhadas pelo som da flauta de Pã.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Notícias: Clock Tower... Arthur Machen... Últimos dias

Os últimos dias para da campanha do livro "O Mestre do Oculto" produzido pela Clock Tower sobre Arthur Machen estão se aproximando. A edição limitada reuni 9 contos do autor galês, incluindo sua obra mais conhecida, "O Grande Deus Pã" (que também é livro da Penalux e que será resenhado pelo Rodrigo Kmiecik) e uma série de extras.

A Editora Clock Tower, responsável pelo lançamento de O Rei de Amarelo de Chambers, O Mundo Sombrio de Robert E. Howard (indisponíveis temporariamente para aquisição) e O Mundo Fantástico de H.P. Lovecraft (esgotado no momento), está terminando o financiamento de Arthur Machen – O Mestre do Oculto, primeira obra mais completa em português reunindo obras do autor. E a editora tem planos no futuro de seguir com livros de Machen, uma vez que eles tem material já traduzido para mais 2 livros.

Assim como em seus lançamentos anteriores, a Clock Tower define este novo projeto como um "livro participativo": quanto mais pessoas adquirirem a obra, mais extras poderão ser adicionados. O livro só poderá ser comprado na pré-venda, e depois disso não será mais vendido.

Arthur Machen foi um escritor e jornalista galês, conhecido por suas obras sobrenaturais e de fantasia. Seu conto mais conhecido, a novela O Grande Deus Pã, estará no livro da Clock Tower junto com outras obras inéditas em nosso idioma.

Mais informações sobre a editora e o livro:


Vídeo:


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

NOVO PROJETO DA CLOCK TOWER - ARTHUR MACHEN, O MESTRE DO OCULTO



Nas vésperas do Halloween, o dono da Editora Clock Tower fez o anúncio do mais novo projeto da editora: um livro sobre Arthur Machen.


Machen foi um dos maiores escritores do sobrenatural. Nascido em março de 1863, foi um decadentista de alta conta - chegando até ser famoso em sua época. Casou-se duas vezes, e foi respeitado e levado a grandes status pelos acadêmicos da época.

A editora tem material para três livros do autor (isso revelado em sua página oficial e em uma entrevista para esse blog).

Um fato curioso era que ele, junto com W. B. Yeats e Aleister Crowley, era membro da "Ordem Hermética da Aurora Dourada", a malfada sociedade de magia do século XX. Todo esse misticismo foi muito sentido em sua obra que a partir de The Great God Pan conquistou muitos admiradores. No Brasil, foi traduzido pela Editora Penalux como O grande deus Pã. Morreu um pouco antes da esposa, em dezembro de 1947.

Sobre as diretrizes do projeto, assista o vídeo abaixo.


terça-feira, 27 de setembro de 2016

OS AMIGOS SÃO SEMPRE BEM VINDOS...

Depois de ouvir nossa proposta de trabalho, a Editora Penalux fechou uma parceria com esse blog. Todos os livros resenhados tem relação com o ensaio O horror sobrenatural em literatura de H. P. Lovecraft.


Em março deste ano, a Penalux lançou sua primeira tradução no gênero terror, com a história O Grande Deus Pã, ficção do galês Arthur Machen, livro que, aliás, vem sendo um sucesso entre os títulos da editora e nunca teve tradução antes no país país (até agora).

Atualmente eles estão trabalhando na divulgação do livro Assovie Que Virei de contos do inglês Montague Rhodes James (M.R. James) – autor cuja obra, por aqui, no Brasil, nunca recebeu um livro integral (tem-se conhecimento de que apenas um ou outro conto seu foram traduzidos para integrar antologias coletivas sobre histórias de fantasmas).

O que eles tem em comum? Ambos estão no ensaio do autor de Providence. O livro de Machen ganha ainda mais destaque por ainda assustar o autor Stephen King - que confessou isso no seu livro Revival.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Sucesso sem igual tem nome: Stephen King


"Disciplina e trabalho constante são as pedras de amolar sobre as quais a faca cega do talento é trabalhada até ficar afiada o suficiente." - Stephen King 

Hoje um dos maiores escritores de terror do último século completa 69 anos de vida. O criador de Carrie coleciona fãs, best-sellers e algumas polêmicas (como por exemplo com James Patterson, que resolveu matar o autor no seu novo livro).

Variado em seus textos, praticamente escreveu sobre tudo: terror, ficção científica, fantasia e ensaios. Sendo um escritor muito visual, vários livros seus ganharam as telonas do cinema. Recentemente foi divulgado que a Netflix irá produzir ''Jogo Perigoso'' dirigido por  Mike Flanagan (Hush - A Morte Ouve). A premissa é uma mulher, algemada numa cama durante um jogo sexual, que se vê imobilizada e sozinha, numa cabana no meio da floresta, após a morte de seu marido de ataque cardíaco. King públicou a história em 1992 e Flanagan tem o roteiro pronto desde 2014, mas passou uma década imaginando como abordar o livro. No dia 17 de janeiro estreia nos cinemas outro filme: A Torre Negra que teve anunciado hoje uma continuação: "Mago e Vidro".

Nunca penso em filmes quando escrevo, mas sou, sim, um escritor muito visual, e isso atrai os cineastas. Você tem de lembrar que faço parte da primeira geração que tomou contato com histórias em filme, antes de aprender a ler. Os filmes têm sua própria linguagem, e é uma linguagem que falo muito bem, pois eu a aprendi, por assim dizer, no colo da minha mãe, que me levava ao cinema toda semana. - Stephen King em entrevista a Veja





Recentemente se foi descoberto a parte que faltava do livro ''O Iluminado''. Devido aos excessivos gastos com a impressão de livros, a editora Doubleday resolveu cortar o prólogo e o epílogo do livro para diminuir a contagem de páginas. Nem mesmo King tinha essa parte (o "Epílogo") pelo processo editorial que passou o manuscrito. Foi encontrado por um colecionador que não acreditou também não acreditou no que achou. Pode ser comprado em edição especial em inglês (é só clicar na imagem no lado direito).

O livro que conta acontecimentos ocorridos no hotel Hotel Overlook e seus moradores teve sequência publicada recentemente com o nome de ''Doutor Sono''. É capaz de traduzirem ele para o português para ano que vem em comemoração aos 70 anos de King. Uma edição nova e completa edição de um de seus maiores sucessos aqui no Brasil. Perguntei sobre a Suma das Letras (que edita os livros do King) se isso seria feito e essa foi a resposta:


Atualmente o trabalho de divulgação é da Triologia Bill Hodges (Mr. Mercedes também vai ser adaptada pela Audience Network). Já inspiração dos grandes mestres está na cara. Em Revival ele confessa que o seu apreço por Machen e o conto "O grande deus Pã" - que o assombrou a vida toda -  publicado no Brasil pela Editora Penalux. Ele também dedica a Mary Shelley, Lovecraft e a outros grandes nomes (Clark Ashton Smith, Stoker e Robert Block). Sobre Robert E. Howard ele comenta:
A escrita de Robert E. Howard parece tão altamente carregada de energia que quase desprende faíscas
Se você é fã de terror, fantasia e outros gêneros e não leu Stephen King não sabe o que está perdendo.