terça-feira, 9 de outubro de 2018

"Leia de tudo, escreva sempre que tiver tempo e nunca desista" - entrevista com Fernando Luiz, da Editora Skull


Com o intuito de realizar o sonho de autores nacionais, a Editora Skull, tem como missão o apoio a eles, publicando-os de forma rápida e barata, sem impedimentos. A antologia Horror Show é a primeira antologia tradicional (sem custo ao autor) organizada por ela, com o desejo de resgatar o horror clássico existente em filmes dos lançados em 1980 até 1990. Nestes dez anos de cinema do horror, mais de 100 filmes formaram uma geração que aprendeu a amar o terror, suspense e até a comédia dentro do horror clássico dos filmes categoria B.

Editor da Skull, Fernando Luiz resolveu dar uma palavrinha com o Golem sobre o atual projeto e as pretensões futuras. 

Como você começou a desenvolver esse interesse em literatura?
Desde pequeno, sempre gostei de histórias em quadrinhos, até hoje ainda me interesso, com doze anos comecei a ler Rei Arthur e a tavola redonda, depois O Conde de Monte Cristo, e Edgar Allan Poe. Não parei  mais.

Qual é o papel da Internet para o cenário literário atual?
A Internet tem o poder de alavancar e destruir uma obra literária, um autor e ou uma editora. Na internet as pessoas se acham deuses, no contante literatura, todos se dizem best seller. O Marketing digital é fraco, muitos autores não sabem fazer suas divulgações e ficam condicionados às redes sociais, não mudam o publico e se tornam spam's diários. As vezes a internet é um mal, se não souber usá-la ao seu favor.

A Skull Editora pretende ampliar seu casting de autores?
Muitas negociações estão em finalização. Recebemos muitos interessados em publicar livros inéditos, ou segundas edições de obras já lançadas em outras casas, que por vários motivos não fazem mais parte do catálogo. Como editor não deixo o livro sumir do mercado e aceito na Skull. Nosso calendário está completo até Maio de 2019, Estamos recebendo originais até 30/10 desde ano, muitos ainda podem ingressar na Skull.

Qual foi o objetivo do projeto Horror Show? Terá uma parte 2?
Vejo várias antologias, projetos incríveis, algumas ideias inusitadas, outras, estranhas. Mas o que me deixa preocupado são os valores altos, uma publicação de 150 exemplares para uma antologia de 25 autores não passa de 6 mil reais, mas vejo editoras lucrando sob a produção, entregando livros com qualidade inferior e ou até anunciando edições em capa dura, mas quando chegamos no evento ( fato real da bienal de 2018) o livro não está em capa dura, mas sim dentro de case com verniz. É achar que o autor é inocente a ponto de ficar calado, e muitos ficam por achar que a editora é um templo sagrado sacro e intocável. Horror Show é extremamente sem custo para que autores não sejam usados ou extorquidos. Uma publicação de 25 contos + convidados sem custo algum, a ideia da campanha é ver o autor se envolver com o mercado editorial, com divulgações, pois a cada meta atingida o autor tem garantido mais exemplares. Se atingirmos a meta, eles já receberão 10 unidades do projeto impresso. A Skull se programou para a impressão de até mil exemplares em caso de atingirmos todas as metas e é claro um evento incrível com concurso de cosplay, mas isso só se atingirmos a meta.


Sobre uma segunda parte, tudo depende do bom resultado da campanha. Temos temas para mais duas antologias tradicionais, uma envolvendo romances policiais e outra fantasia, mas Horror Show tem que ser financiada e com isso saberemos que nosso projeto foi bem aceito e poderemos abrir outros. Sem custo, com campanha para o evento.

Como você vê atualmente o mercado literário, sobretudo para os novos escritores?
Vejo, ainda, escritores que sonham com o tão sonhado "aceito" das editoras grandes e deixam de se inserir no mundo editorial pois creem que as editoras pequenas e medianas não lhes darão visibilidade. Vejo autores aceitando a primeira proposta tradicional que recebem e se dando mal nas mãos de editories que não cumprem com o prometido. Vejo editoras falhando com autores. Infelizmente é um mundo onde a palavra "Sonho" na maioria dos slogan's é só mais uma chamariz para lucrar.  Não ligam para a obra do autor, só querem seu dinheiro, recebo pedidos de publicação de autores que saíram ou irão sair de suas casas editoriais pelos mais diversos problemas, em sua maioria, a falta de transparência e arrogância de seus editores.

Como autor, de modo geral, o que te inspira a escrever?
Música, passo maior parte do tempo escutando música e isso se reflete nos meus livros.

Quais autores te influenciaram e se você tem alguma dica para autores iniciantes.
Arthur Conan Doyle, Edgar Allan Poe, Machado de Assis e Alexandre Dumas, estes dois para quem gosta de brincar com as memorias de seus personagens, indico a leitura. Trabalhar tempo e memória em literatura atual, é algo complicado, muitos autores se perdem com suas próprias palavras. Uma dica que dou para quem pretende escrever ou deseja enviar seu original para qualquer editora, inclusive a Skull. Pesquisa é importante, inspiração todos tem, mas um livro sem bases sólidas, é só mais uma história, editores buscam além. Leia de tudo, escreva sempre que tiver tempo e nunca desista. Um dia a editora grande irá de achar, mas fica muito mais fácil, se você já estiver dentro do mundo literário, e isso, acontece com as pequenas.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

As Crônicas de Nárnia - Netflix está desenvolvendo filmes e séries baseados nos livros!

Arte de Pauline Baynes

Foi anunciado hoje que o canal de streaming NETFLIX desenvolverá séries e filmes baseados n'As Crônicas de Nárnia, de C.S. Lewis.

Segundo o release de imprensa, o contrato firmado entre a Netflix e a The C. S. Lewis Company engloba acordo plurianual para desenvolver as clássicas histórias de Nárnia, cujos livros já venderam mais de 100 milhões de cópias ao redor do mundo e foram traduzidos para mais de 47 línguas.

Os direitos de todos os 7 livros narnianos fazem parte do contrato com a Netflix e terão a produção da Entertainment One, empresa que lançou filmes como Sobrenatural e O Homem Duplicado. Douglas Gresham e Vincent Sieber, da Netflix, vão ser produtores executivos.

“A Netflix irá desenvolver histórias clássicas de todo o universo de Narnia em séries e filmes para seus usuários em todo o mundo”, complementou o comunicado. A saga literária dividida em sete partes conhecida como As Crônicas de Nárnia conta a história de algumas crianças que exploram um mundo fantástico chamado Nárnia e as criaturas que nele habitam.

Os livros foram lançados entre 1950 e 1956 e já ganharam adaptações ao longo das décadas. A história da obra nas telonas é conturbada. Os direitos da franquia pertenciam à Walden Media, um estúdio independente que produziu diversos filmes de fantasia, como Ponte para Terabítia. A mais recente série de filmes começou em 2005 com O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupaapesar das críticas, o longa ganhou uma continuação em 2008, O Príncipe Caspian, produzido em parceria com a Walt Disney. Posteriormente, a Disney perdeu o vínculo com o estúdio, e A Viagem do Peregrino da Alvorada foi co-produzido pela 20th Century Fox. Porém, após o lançamento do terceiro filme, a própria Walden Media perdeu os direitos.

Apesar do anúncio, não se sabe exatamente o que a Netflix irá adaptar primeiro, tampouco quem irá dirigir, escrever os roteiros ou qualquer outro detalhe do tipo. Portanto, ainda não há previsão de estreia para nenhum dos filmes ou da série que a plataforma pretende lançar.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Capitã Marvel: O poder Feminino da Casa das Ideias


Desde o inicio da década de 40 nós víamos os primeiros super-heróis, Homens que podiam levantar carros, puxar planetas, Homens a prova de balas, e é claro não só homens, mas mulheres também. A Marvel por sua vez, estava crescendo nos anos 60, e muito já que logo no inicio desta década os       X-Men (1963), o Homem-Aranha (1962), Homem de ferro (1963), Thor (1962), Hulk (1962), O Quarteto Fantástico (1961) e a estreia dos Vingadores (1963). Enfim, foi a explosão da casa das ideias, então era hora de criar uma Super Heroína com historias solo também, então em 1968 na HQ Marvel Super Heros, Carol Danvers fazia sua primeira aparição

  Mas espera, porque a Carol não começou como uma protagonista, ela era uma ajudante do cientista Capitão Mar-Vell, um alienígena da raça Kree, mas antes de falar oque ela fazia, vamos falar de onde ela veio. Carol Danvers nasceu em Boston, sendo a unica filha mulher com dois irmãos homens, ela viveu boa parte da sua vida em um lugar machista e preconceituoso em relação as mulheres. seu pai tinha a visão conservadora de querer que sua unica filha se casasse com um homem trabalhador que a sustentasse enquanto ela cuidasse da casa, e por raiva dessa visão, fez totalmente o contrario, se formou no colégio e se alistou na força aérea americana, e se tornou oque ela queria, uma mulher que ditasse oque ela podia e não podia fazer, uma mulher que tinha um respeito merecido, se tornou uma mulher independente
    Certo, e não para por aqui, essa mulher tinha as melhores performances em combate, um desempenho exemplar para pilotar, e seus talentos levaram a jovem a trabalhar na CIA sendo uma das principais agentes trabalhando ao lado até do Wolverine, os dois são muito amigos até os dias de hoje, uma relação de irmão muito forte justamente porque o próprio Wolverine fazia piadas dizendo que se tivesse a escolha jamais desafiaria a Carol a nada,e ela por adorava essa atitude de saber que existia um homem que via a imagem que ela se esforçou tanto pra mostrar...e não, eles não viraram um casal
  Após sair da CIA, ela foi trabalhar na NASA sendo chefe de segurança, sendo A PRIMEIRA mulher a ocupar esse cargo, e a mais jovem (Pouca coisa) e lá conheceu Mar-vell, tendo um romance com ele, sabendo que ele era um alienígena vindo de longe com a missão de destruir a terra(historia de amor normal) porem devido a historias do personagem ele já tinha desistido dessa missão pouco antes de conhece-la. Mar-vell era conhecido como Capitão Marvel tinha seu passado, e com ele seus vilões. simplificando, O vilão raptou a mocinha e fez Mar-vell ir busca-la, na confusão acontece uma explosão terrível com uma maquina que transformava desejos e sonhos em realidade, para proteger a sua amada, Capitão Marvel fica entre Carol e a explosão, mas sem que ele soubesse, no processo, o DNA alienígena dele se misturou com o DNA humano dela, transformando a garota em um hibrido de Humano e Kree
*Porque nos quadrinhos é isso que explosões fazem, elas não te matam, lesionam ou atordoam, elas te dão super poderes
    *Os Kree eram uma raça alienígena de guerreiros poderosos, eles viviam em embates com outras raças de alienígenas, e por algum motivo todas as raças queriam tomar ou destruir a Terra


 Após o incidente, Carol larga a NASA e decidi trabalhar escrevendo para uma revista, porem os traços do DNA alienígena começavam a agir, Carol tinha apagões repentinos, ela desmaiava do nada, mas quando isso acontecia o lado Kree surgia e assumia o controle, uma nova personalidade tomava controle, e essa personalidade era chamada de Miss Marvel
 - Mas Miss ? Não deveria ser Capitã Marvel?
Calma calma calma, isso será explicado lá na frente

O detalhe importante é que Miss Marvel não conhecia a Carol Danvers e vice-versa porem depois de certo tempo a Carol foi controlando seus pensamentos e voltou a ter uma só personalidade, bastava agora aprender a controlar seus poderes que eram Super força para levantar toneladas, voar, manipular e absorver energia, alem de super agilidade, vigor, velocidade etc, não muito diferente do que o Capitão América fazia só que ele não voava e nem jogava raios de energia pelas mãos

 Na década de 70 muitos movimentos surgiram, fazendo a Marvel criar heróis voltado a esses movimentos, como a cultura asiática vindo em peso para os EUA com filmes de luta do Bruce lee por exemplo, que levou a criação do Punho de Ferro, os movimentos do povo negro, como o movimento dos panteras negras que levou a criação de Luke cage, O falcão e principalmente o Pantera negra, e o movimento Feminista também estava crescendo, e a Marvel precisava de uma Heroína para levar esse orgulho e poder, e alguém que pudesse cuidar da segurança das ruas, e a Miss Marvel fazia esse papel, tendo uma vida dupla, a Heroína patrulhava a cidade e Carol Danvers trabalhava lutava por melhores salários no escritório, um reflexo do mundo da época (e atual) onde ela exigia um salario justo na revista onde trabalhava, e o patrão que ela ficava irritando o tempo todo pra isso acontecer era J. Jonah Jameson, esse que também chefe de um jovem fotografo de Nova York, ou seja, ele não era um patrão horrível só para o Peter Parker


 

Então ela iniciou sua carreira nos Vingadores, e tudo estava bem, porem, na edição 200, ela aparece com seu novo traje, que antes era uma copia feminina do traje do capital Marvel, e agora era mais exposto, em preto e com o raio clássico que viria a se tornar o simbolo principal da Miss Marvel.
   Nesta edição, Carol é controlada por um vilão, abusada, estuprada e aparece gravida deste mesmo maldito, não parando por aí, ele a leva para uma dimensão paralela e lá Carol fica presa por um ano, e os Vingadores nem fizeram nada para tirar ela de lá, ou impedir que o vilão fizesse algo a ela, essa HQ trouxe uma mensagem pesada, então a Marvel deixou a Miss Marvel na geladeira por um tempo até que todos se acalmassem, tanto que hoje essa historia é quase descartada, nem sequer mencionada, já que não se sabe oque houve com o filho da Carol Danvers
        O tempo passa e a Miss Marvel retorna, não nos vingadores, mas fazendo parte dos X-Men, lá ela ganhou uma rival, a Mistica, as duas tiveram seus embates, e na época a vilã estava fazendo sua "filha" a Vampira, de guarda costas. A Mistica tinha matado o namorado da Carol, e ela por sua vez foi atras pra tirar satisfação, nesse momento acontece uma ação que tem consequências nas historias atuais

 A Vampira luta diretamente contra Carol, e absorve os poderes dela, como nunca fez com ninguém, deixando Carol sem poderes e sem memoria. por isso a Vampira é tao poderosa nos quadrinhos, e até pode voar, porque traços do poder da Miss Marvel continuam até hoje com ela
  - ELA PERDEU OS PODERES?
   - Sim, mas tudo se explica

Professor Xavier santo que só ele, restaurou as memorias da Carol, mas seus poderes não, deixando ela em uma péssima fase, mas ela sabia que ela era muito mais do que aqueles poderes faziam dela, então continuou trabalhando pros X-Men como piloto. A equipe por sua vez sempre visitou outros planetas, fazendo missão de reconhecimento e por aí vai, em um desses planetas ela é capturada por alienígenas e feita de cobaia para experimentos, o Wolverine resgata ela, mas era tarde demais, Carol tinha absorvido uma quantidade enorme de energia, e seus poderes voltaram no máximo, sabendo disso ela vestiu outro manto e se tornou uma nova Heroína, a Binaria 


A Binaria não fazia qualquer coisa, de tanta energia absorvida ela era capaz de gerar o poder de uma estrela, mas ela se sentia esquisita com aquilo, seus poderes podiam causar calamidades, então ela decidiu não voltar a terra, decidiu ficar no espaço sendo uma patrulheira e ajudando os planetas que via em seu caminho, seria legal dizer que isso durou...mas não durou, e ela decidiu voltar para a terra, indo direto para a mansão Xavier, e dando de cara com a Vampira, o Professor perdoou ela por ter traído os X-Men e ela fazia parte da equipe de novo, a Carol ainda com raiva, saiu de lá e voltou para o espaço, lá ela voltou aos seus dias de gloria, mas ela recebeu a noticia de que o Sol estava se aproximando muito da Terra, a ponto de colisão, ela interviu, se aproximando tanto do Sol fazendo ela ser atraída, essa atração fez seus poderes diminuírem, ela ainda tinha a capacidade de gerar o poder de uma estrela, mas não por muito tempo, fazendo ela voltar ao nível de poder que ela tinha como Miss Marvel, com um poder extra que usava de vez em quando. Voltando para a terra depois disso, ela voltou para os vingadores, com seu antigo traje, e com um novo nome, WarBird
 
 E as coisas melhoraram, certo ?
    ERRADO 

Os efeitos do poder da Binaria começaram a mexer com sua mente (outra vez) fazendo ela ter apagões e perdas de memoria, e as coisas pioraram fazendo ela ter vicio no álcool, chegando a beber até em missões dos vingadores, por pouco ela foi expulsa da equipe, mas o Tony Stark a ajudou nesse problema que também sempre lutou contra o alcoolismo, ela se recuperou e de lá foi um ciclo de mudanças, foi trabalhar na S.H.I.E.L.D, saiu, foi trabalhar solo nas ruas, desistiu, se apaixonou, se iludiu, decidiu viver uma vida de paz, entrou na guerra civil do lado do Homem de ferro, foi pra lá voltou pra cá, Thanos invade a Terra, Capitão Marvel bate de frente, eles vencem, mas o Capitão morre de câncer deixando a Carol mais triste, mais tarde alienígenas pegam  o corpo dele e lhe dão vida de novo como poder da Fênix, mas ele negou, dizendo que não era digno de tal poder, e então morreu de vez
    - E você achando que sua vida amorosa é difícil
     
Pouco depois de tudo isso, Carol Danvers volta para os Vingadores com um visual novo, um traje em vermelho e azul desenvolvido pelas industrias Stark, um visual mais militar de cabelo curto e o posto de Capitã 
 - Porque de Capitã ?
  - Que bom que perguntou
   Quando ela voltou a equipe, o Capitão America sugeriu que ela usasse o nome de Capitã Marvel em homenagem ao Capitão Marvel, alem de que a equipe precisava de um novo simbolo de liderança alem do Sentinela da Liberdade, e assim chegamos nos dias de hoje, Carol Danvers recebeu destaque sendo a protagonista de Guerra civil 2 nos quadrinhos, ela não atua diretamente nos Vingadores, mas vigia todos de cima



A Capitã Marvel faz parte da primeira linha de defesa da Terra, comandante da estação espacial da Nova tropa Alpha, e está assim até agora, firme e forte, sendo um simbolo de poder feminino e talvez o mais forte da Marvel, e deu pra notar que nesses 50 anos de personagem, ela sofreu mais que muito Herói, perdeu seus amores, foi abandonada, abusada, perdeu os poderes, teve traumas, tudo a sua volta a forçou a ter problemas com sua própria cabeça, mas ela nunca desistiu, sendo sempre um exemplo de como a mulher não é sexo frágil, sendo uma Super mulher muito antes de ter seus poderes, tendo ótimos desempenhos na vida militar, e sendo profissional com oque faz, talvez ela não seja (Ainda)um grande ícone feminino como a Mulher maravilha e tantas outras Heroínas, mas ela é responsável por mostrar como as mulheres podem e são super heroínas, com e sem poderes    


E é claro, porque não falar um pouco do filme? e como precisamos ter tanta atenção com ele, porque desde o filme da Mulher maravilha, o publico feminino se sentiu mais bem representado nas telonas, antes as confusões feitas por pessoas era reparadas com um Super-Heróis, e agora as confusões feitas pelos Heróis estão sendo resolvidos por Super-Heroínas,e com Carol Danvers não foi diferente, ao final de Vingadores 3 Guerra Infinita estamos em uma situação catastrófica que forçou a Nick Fury recorrer a unica esperança, pra notar o grau de importância dela, foi deixado bem claro que ela é a unica capaz de resolver toda a bagunça causada pelo estalar de dedos, e já foi dito pelo presidente da Marvel (nos cinemas) que ela é o ser mais poderoso que já passou por todos esses 10 anos da Marvel nos cinemas

E com isso, que venham mais filmes de Heroínas, para que as meninas tenham a oportunidade de ver uma mulher sendo o foco das atenções, a resolução dos problemas, o simbolo de força e a luz na escuridão, para que elas queiram não bonecas que representem não só´um corpo com proporções impossíveis de se ter, mas queiram produtos de uma mulher forte, de uma Heroína que protege a terra, vendo tudo do espaço, que já foi uma Major da Aeronáutica, uma militar talentosa, uma mulher que lutou pelos seus direitos no mercado de trabalho, e que provou a todos que a Mulher tem poder suficiente para fazer oque ela quiser 





sábado, 15 de setembro de 2018

Os 10 melhores livros de Agatha Christie segundo seus fãs


15 de setembro de 1890: nesse dia nasceu, no Reino Unido, a escritora hoje considerada Rainha do Crime. Estamos falando de Agatha Christie, uma das principais autoras de romances policiais de todos os tempos. Ao longo da vida, Agatha Christie escreveu mais de 60 romances de mistério e mais de uma dezena de coletâneas de contos, além de alguns poucos outros livros não policiais (entre eles, sua autobiografia, publicada postumamente em 1977).


Em 2015, o site oficial da Rainha do Crime se propôs a descobrir quais são os melhores livros da escritora. Para isso, realizou uma pesquisa mundial com os fãs da autora, que poderiam escolher seus livros favoritos dentre todos os trabalhos produzidos por ela. Após receber mais de 15 mil votos de leitores de mais de 100 países, os 10 livros mais votados foram os seguintes:

#10 – Cai o pano – O último caso de Poirot (1975)
O décimo lugar da lista ficou para Cai o pano, um dos últimos livros publicados por Agatha Christie e também o último caso de Hercule Poirot, seu detetive mais famoso. No livro, Poirot, já com idade avançada, retorna em busca de um assassino à mansão Styles, o mesmo local do primeiro caso que resolvido por ele. Esse caso está descrito em O misterioso caso de Styles (1920), o primeiro romance de Agatha Christie.

#9 – Os cinco porquinhos (1942)
O crime de Os cinco porquinhos, a morte do famoso pintor Amyas Crale,aconteceu 16 anos antes da investigação feita por Poirot e narrada no livro. No centro da trama estão o triângulo amoroso vivido pelo pintor e as tensões geradas por ele. Essa obra dá destaque especial ao aspecto psicológico dos personagens se comparada às outras da autora, sendo a segundo parte do livro composta de capítulos contados em primeira pessoa por diferentes narradores.

#8 – Morte na praia (1941)
Em Morte na praia, Hercule Poirot é obrigado a interromper suas férias de verão quando um assassinato acontece. Para descobrir quem é o assassino, o leitor é guiado junto a Poirot por uma análise dos álibis e motivos que cada um dos personagens da trama teria para matar.

#7 – Testemunha ocular do crime (1957)
Viajando na primeira classe de um trem que parte de Londres, Elspeth McGillicuddy observa tranquilamente a paisagem até o momento em que testemunha um crime: ela vislumbra um estrangulamento pela janela do trem que cruza com o seu seguindo na direção contrária. Após o ocorrido, nenhum cadáver é encontrado e ninguém acredita na história a não ser Miss Marple, a simpática e célebre senhora que se propõe a investigar o caso.

#6 – Convite para um homicídio (1950)
A história começa quando um anúncio no jornal convida os habitantes de um pequeno vilarejo inglês para presenciarem um homicídio na casa de Letty Blacklock. Pensando tratar-se apenas de um brincadeira, os vizinhos comparecem ao local sem imaginar que o anúncio acabaria se concretizando. Esse é mais um caso investigado por Miss Marple que, para ajudar a polícia a resolver o crime, precisará desconfiar de todos os presentes.

#5 – Os crimes ABC (1936)
Nessa trama, um assassino misterioso que se identifica apenas como “ABC” desafia Poirot ao enviar cartas que informam o detetive sobre os próximos assassinatos que ele irá cometer. Aparentemente aleatórios, os crimes seguem apenas uma regra: são executados seguindo a ordem alfabética dos nomes das vítimas e das cidades onde acontecem.

#4 – Morte no Nilo (1937)
Em Morte no Nilo, Poirot precisa desvendar, durante uma viagem de férias, o assassinato da jovem herdeira Linnet Ridgeway, que viajava em lua de mel a bordo de um cruzeiro pelo rio Nilo. Conforme a trama se desenrola, os interesses de terceiros na fortuna e na infelicidade de Linnet ficam mais evidentes, e o quebra-cabeças, cada vez mais complexo.

#3 – O assassinato de Roger Ackroyd (1926)
Com 8% dos votos totais registrados na pesquisa, O assassinato de Roger Ackroyd entrou no pódio de melhores romances da Rainha do Crime, conquistando a terceira posição. Quando o personagem que dá título ao livro é encontrado morto em sua própria casa, o já aposentado detetive Hercule Poirot entra em cena para buscar uma possível ligação entre esse e outros dois crimes. Narrado em primeira pessoa pelo Dr. Sheppard, o médico da cidade, o livro é um dos mais engenhosos já escritos por Agatha Christie.

#2 – Assassinato no Expresso do Oriente (1934)
Com 16% dos votos, Assassinato no Expresso do Oriente ficou com o segundo lugar entre os livros de Agatha Christie mais amados pelos leitores. A história é ambientada em um luxuoso trem que é forçado a parar no meio do trajeto por conta de uma forte nevasca. No meio da madrugada, um homem é assassinado e o detetive Poirot precisa descobrir qual dos passageiros é responsável pelo ato. O livro ganhará uma adaptação para os cinemas que estreia ainda em 2017.

#1 – E não sobrou nenhum (1939)

Com 21% dos votos, E não sobrou nenhum foi eleito pelos fãs de Agatha Christie o melhor de seus livros. E não é para menos: se trata do romance policial mais vendido de todos os tempos, com mais de 100 milhões de cópias comercializadas no mundo inteiro. Na trama, dez suspeitos encontram-se isolados em uma ilha onde assassinatos são cometidos em sequência e seguindo os versos de uma canção infantil. A história não apresenta nenhum detetive para solucionar o caso. O livro, um enorme sucesso, já ganhou adaptações para a TV, o cinema e o teatro.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Hans Robert: livro, ativismo judicial e a criminologia midiática


Enquanto o noticiário nos apavora com atentados políticos, crimes sangrentos e refugiados famélicas, o professor e criminalista Hans Robert Dalbello Braga - colunista ocasional do blog - persiste nos estudos das teorias do Direito, lançando nesse sábado, as 15h na Livraria da Vila no Shopping JK Iguatemi, seu Manual de Direito Penal - Parte Geral.

O ativismo judicial é um problema, segundo ele, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) tem a legitimidade para atuar nesses assuntos constitucionais problemáticos, realizando interpretação segundo a CF/88 e que é para estarmos atentos a "ascensão do populismo autoritário".

O Manual compõe a Coleção de Manuais da Riddel, pensada para a graduação do curso de Direito e na preparação para o Exame da OAB e diversos concursos públicos. Trazendo uma estrutura didática, com destaques em outra cor para os pontos mais relevantes da temática abordada, incluindo ainda diversos esquemas , quadros/resumo e questões para melhor apreensão do conteúdo estudado.

Como se interessou pelo Direito e como se tornou professor? 
Pergunta difícil, pois exige uma relativa digressão... Na  infância e, sobretudo, na adolescência, tive interesse concentrado nas áreas relacionadas as ciências exatas, notadamente no estudo da astronomia. Era o sonho, o projeto de vida! Seguir a carreira de cientista observando o cosmos. Entretanto, infelizmente, no nosso país existe pouco incentivo e investimento no campo científico. Assim, seguindo os sapientes conselhos do meu querido pai, decide escolher uma carreira mais pragmática, então optei pelo Direito. A paixão pelo Direito surgiu logo no início da faculdade e pude perceber que o Direito era mais apaixonante e complexo que o próprio estudo do Universo. Ademais, o ambiente acadêmico é naturalmente prazeroso e repleto de descobertas. Foi então que me deparei com Direito Penal, e chegou aquele momento em que se descobre, afinal, a verdadeira vocação profissional. Emergiu a vontade impetuosa de seguir os desafios da advocacia criminal. No entanto, a docência tornou-se o grande objetivo, haja vista que sempre gostei de falar em público e, sobretudo, discutir as temáticas polêmicas e apaixonantes do Direito Penal.

Assim, após concluir a graduação e lograr êxito no Exame de Ordem, iniciei um curso de Pós-Graduação em Direito Penal e, também, em Direito Processual Penal, nesse momento tive o privilégio de conhecer o ínclito Prof.º Claudio Suzuki, que é um grande amigo, que me auxiliou e incentivou na carreira docente. O professor Suzuki, com sua enorme sabedoria, percebeu minha vontade imensa de seguir na carreira docente, de modo que me guiou nessa perspectiva... assim sendo, ingressei no Mestrado em Direito da Universidade Nove de Julho. Posteriormente, participei do Programa de Formação do Futuro Professor e, assim, ingressei no corpo docente da Universidade Nove de Julho, com muita honra e orgulho! 

Lecionar na instituição em que obtive a formação acadêmica é um privilégio e, sobretudo, um prazer, trata-se de uma enorme realização profissional! Atualmente sou Prof.º de Direito Penal, Direito Processual Penal, Prática Jurídica e Professor Orientador do NPJ - Departamento de Direito Penal.

O que podemos esperar de seu Manual de Direito Penal – Parte Geral? 
Uma das maiores realizações profissionais foi receber o convite da equipe de Coordenadores da Coleção de Manuais de Direito da Editora Rideel para elaborar um Manual de Direito Penal - Parte Geral, minha área de pesquisa e estudo. O Manual de Direito Penal foi elaborado com o escopo de facilitar o estudo introdutório do Direito Penal, bem como a pesquisa dos alunos em outras obras. A obra busca introduzir no aluno de graduação a compreensão do Direito Penal, com seus institutos dogmáticos, na perspectiva da denominada sociedade de risco e da inevitável e desnecessária expansão da utilização da pena, como medida de controle da criminalidade.

Trouxe, no Manual de Direito Penal, duas novas propostas doutrinárias. A primeira é referente à democratização do ensino do Direito Penal, de modo que defendemos o Direito de saber Direito, ou seja, o direito de ser informado a respeito das normas penais. A proposta é justamente complementar o denominado dever de se informar de HANS WELZEL, haja vista que na sociedade de risco a valoração da ilicitude pelo leigo pode não ser possível sem que o Estado forneça informações sobre a ilicitude, desde o ensino fundamental. Ademais, em uma perspectiva científica trouxemos uma nova proposta de cálculo prescricional, levando em consideração a relatividade do tempo dos sujeitos processuais.

No geral, o Manual de Direito Penal 1.º Edição tem o objetivo de ser didático e funcionar como ponto de partida para outras obras jurídicas mais aprofundadas sobre determinados temas relevantes.

O Direito está passando por um momento conturbado no país? 
Na visão do Professor SILVA SANCHEZ há uma tendência dominante em todas as legislações, e na brasileira também, no sentido da criação de novos tipos penais, assim como a majoração dos já existentes. Na sociedade de risco surgem novos bens jurídicos e uma tendência ao recrudescimento da política criminal. Infelizmente o Direito Penal está passando por um momento difícil no Brasil, o que só tem piorado em razão da situação política e do discurso midiático e neopunitivista da denominada criminologia midiática, fomentada, em geral, pelos denominados gestores atípicos e típicos da moral social.

Qual é o papel da Internet nessa área especifica de conhecimento e no seu trabalho?  
A internet tem papel relevante na sociedade contemporânea, pois acelerou exponencialmente a propagação de toda forma de informação. Como professor vejo nas redes sociais um importante instrumento de propagação do conhecimento, haja vista a possibilidade de interagir com os alunos em um ambiente informal o que pode auxiliar na aprendizagem de forma natural.

O STF está legislando sobre assuntos que não deveria? Aborto, união de pessoas do mesmo sexo e a famosa prisão em segunda instância não deveriam ser foco do parlamento e não da suprema corte? 
Não compreendo desta forma. O ativismo judicial é realmente prejudicial. No entanto, o STF tem legitimidade constitucional para atuar nesses assuntos problemáticos realizando interpretação progressiva da norma constitucional. Nesse sentido, veja, por exemplo, o disposto no art. 102 §1.º da Constituição Federal. Referente ao aborto (vide ADPF 442, da Relatoria da Ministro Rosa Weber) entendo que as normas dos arts. 124 e 126, ambos do CP, merecem interpretação conforme a Constituição para resguardar os direitos sexuais e reprodutivos da mulher. Entretanto, no tocante a famigerada execução provisória da pena, entendo que o STF não agiu de forma acertada, pois realizou interpretação equivocada dos dispositivos constitucionais e legais autorizando manifesta violação do princípio da não-culpabilidade (Cf. HC 126.292/16, c/c ADC 43 e 44 do STF). 

O ativismo judicial pode ser problemático, entretanto, em democracias fortes o Judiciário deve ter autonomia para resguardar os direitos humanos mais do que fundamentais.

O que está lendo atualmente? 
No momento estou me dedicando a futura 2.º Edição do Manual de Direito Penal, de modo que estou realizando pesquisas na obra do Professor CLAUS ROXIN, inclusive, um dos referenciais teóricos do meu singelo Manual de Direito Penal. 

Qual é o seu método de estudo e como desenvolveu seu sistema de aula/memorização? 
Existem vários métodos de estudo, como o denominado método "Feynman" criado pelo físico Richard Feynman que desenvolveu uma técnica para compreender qualquer tema, mesmo os mais complexos - ela envolve simular explicá-lo. Portanto, o processo de: ENTENDER - FIXAR - MEMORIZAR é crucial. Entretanto, advirto que não se trata de mera memorização, mas técnica de fixação do conteúdo para não o perder jamais. É importante realizar a leitura em voz alta e, sobretudo, simular uma "aula", explicar um conteúdo é fundamental para entendê-lo.