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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Notícias: Lovecraft, Tolkien, Gustavo Ávila e a III Feira Intergaláctica

NOVA TIRAGEM


Desde que a editora Ex-Machina anunciou que faria a seleção de contos do autor Lovecraft Contos reunidos do mestre do horror cósmico, muitos foram comprados e foi feito uma nova tiragem estará à venda em apenas duas livrarias de São Paulo; na Loplop: Livraria de Arte e na Flanarte Livros e no site da Editora Ex Machina (disponível apenas em meados de junho).

Para os descrentes, o CEO da editora é Bruno Costa, conhecido como o idealizador e editor da Coleção Lovecraft da Hedra, um cartão de visitas respeitável. A Coleção da Hedra aborda vários contos e obras não fixionais como o volume A cor que caiu do espaço, que também é composto por Notas sobre uma não entidade, o mais longo relato autobiográfico escrito por Lovecraft, A confissão de um cético, breve ensaio em que o autor traça a evolução dos próprios interesses religiosos, científicos e filosóficos ao longo da vida, e Notas sobre ficção interplanetária.

Brinde da Editora: Pôster surpresa A2 com efeito fosforescente
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100 ANOS DEPOIS DE ESCRITO, NOVO LIVRO DE TOLKIEN CHEGA AOS FÃS


Escrita por Tolkien logo após seu retorno da Primeira Guerra Mundial, The Tale of Beren and Lúthien é uma declaração de amor do escritor à sua esposa, Edith. Depois da morte do casal, os nomes de Beren e Lúthien foram grafados nas lápides dos Tolkiens.

Editado por Christopher Tolkien, filho do autor, a história traz o romance entre Beren, um humano, e a elfa Lúthien. A história dos dois é mencionada por Aragorn em A Sociedade do Anel, que revisita a relação do casal por sonhar com sua amada Arwen.

Tolkien escreveu várias versões dessa história durante sua vida, e o livro da Harper-Collins reúne várias delas, incluindo algumas que nunca foram publicadas anteriormente. A ideia do volume é mostrar como a trama de amor evoluiu durante a carreira de Tolkien.

O Conto de Beren e Luthien por Jian Guo
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LANÇAMENTO: O SORRISO DA HIENA


Um dos publieditoriais mais bem sucedidos dos últimos tempos, O Sorriso da Hiena  de Gustavo Ávila anunciou o lançamento pela Verus e no dia 17 desse mês ele lança a nova versão do livro em São Paulo. Entre a edição original e a nova, a arte da capa foi mantida, mas foi feita algumas alterações. Repensaram a diagramação do título - junto com o diretor de arte responsável pela capa original, Rivadávia Coura. A cor da criança na cadeira e sua sombra que se projeta no chão antes vermelha, como se fosse um "vazado" na imagem da hiena se tornou preta. Isso foi feito para destacar o título, o tornando muito mais legível, principalmente a certa distância.

Sobre os direitos da obra vendidos para a Rede Globo, o autor comenta em uma entrevista que não sabe qual é a ideia dos idealizadores da obra cinematográfica por ser um tipo de projeto demorado, com muitas etapas - "E na verdade, agora nem penso muito nisso. Já não está em minhas mãos, então meu foco agora é escrever as outras histórias e deixar essa questão rolando".



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III FEIRA INTERGALÁCTICA

Sim, é isso mesmo! A Editora Aleph ira realizar no dia 10 desse mês a sua Terceira Feira Intergaláctica, com todos os livros com desconto entre ​30% a 70% ao longo do tempo eles vão lançar a programação em suas redes sociais

Até agora confirmados temos os bate-papos: Julgando o livro pela capa às 14h com Pedro Inoue, designer responsável pelas capas e projetos gráficos dos livros Laranja Mecânica 50, 2001, Forrest Gump, Neuromancer 30, entre outros, falando sobre a importância de se pensar a arte para uma capa de livro, como equilibrar algo visualmente atrativo e que converse com o fã e ao mesmo tempo funcione comercialmente e As fronteiras da ficção científica do leste europeu às 15h30 com André Cáceres, escritor e colaborador do O Estado de S. Paulo e Cláudia Fusco, pesquisadora e mestre em estudos de ficção científica pela Universidade de Liverpool, falarão sobre as características da produção de ficção científica no leste europeu, sua importância e como podem se diferenciar da literatura norte-americana – sem esquecer de abordar os clássicos que acabamos de lançar, Nós e Solaris. Mediação Fernando Barone, editor da Conrad Editora.

Todos os lançamentos estaram também com desconto: Duna, Nós, Solaris, Um Estranho Numa Terra Estranha, Os Despossuídos e Leviatã Desperta.




domingo, 7 de maio de 2017

"Quero conseguir escrever histórias que falam de nós, das pessoas" - Entrevista com Gustavo Ávila


Gustavo Ávila não poderia estar mais feliz. Com o livro sendo publicado pela Verus Editora, com os direitos da obra vendidos para a Globo Filmes, ele comenta: Não há nada de mal em tentarmos entender o mundo, o problema é a obsessãoEle fala para o Golem sobre literatura, educação e trabalhos em desenvolvimento.

Como você desenvolveu a terrível cena de tortura na abertura do livro?
A ideia do estudo proposto por David (o assassino) é feito em cima de uma família com os pais e um filho ou filha, então, essa cena teria que envolver essas três pessoas. O desenvolvimento dela foi feito em cima de algo que é revelado mais pra frente, por isso não posso falar muito aqui já que isso revelaria um spoiler sobre a história (risos). Mas a forma de contar essa cena, eu tentei escrever de uma maneira que fosse possível sentir as coisas que acontecem lá, como se tudo aquilo estivesse acontecendo ali, bem na frente do leitor. O objetivo é fazer o próprio leitor sentir a dor daqueles personagens, física e psicológica. Colocar quem está lendo no lugar da criança que está assistindo seus pais sendo mortos, justamente para que, mais pra frente, o leitor também consiga se colocar no lugar de quem está fazendo determinadas escolhas. Porque é muito fácil julgar algo que não aconteceu com a gente. Mas quando você sente a dor do outro, sua percepção sobre aqueles fatos mudam. Você muda. E quando isso acontece você vê que não é tão simples classificar alguém como uma pessoa boa ou uma pessoa má. Há muita coisa envolvida nisso.

É possível justificar um ato de crueldade quando, por trás dele, há a intenção de fazer o bem?
Essa é a grande pergunta do livro. Essa questão guia toda a história. Sinceramente, eu não tenho uma resposta pra ela. Por isso eu deixo para que cada leitor, depois de conhecer tudo o que acontece, responda para si mesmo. E está sendo muito bacana conversar com os leitores sobre essa questão, porque, realmente, tenho visto que muitos acham que sim, muitos outros acham que não, alguns ficam em cima do muro, no talvez, no cada caso é um caso. Acredito que essa pergunta seja o que há de melhor do livro. A pergunta que fica martelando depois do ponto final.


A esquerda a capa antiga. A sombra negra, a fonte e o comentário de Raphael Montes fazem parte da nova capa, a esquerda

O Sorriso da Hiena traz questões morais que parecem cada vez mais atormentar o homem, como se vale a pena o avanço científico às custas do sofrimento alheio. Você acha que o ser humano vai ser empurrado pela ciência para um abismo moral?
Não acho que é a ciência que empurra o ser humano para o abismo, quem faz isso é o próprio ser humano. A ciência é apenas uma ferramenta. Uma forma de realizar conquistas, de tentar domar questões que não estão e talvez nem deveriam mesmo estar sob o nosso controle. O ser humano é movido por obsessões. Uma delas é a de tentar entender tudo, desvendar tudo. O ser humano não pode ver um mistério. E algumas coisas não foram feitas para serem desvendadas. Alguns mistérios deveriam permanecer assim. Mas queremos respostas para tudo. Não há nada de mal em tentarmos entender o mundo, o problema é a obsessão. Toda ganância é ruim. Inclusive a ganância por respostas.

Seu estilo de escrita apela muito para o visual - sem se alongar muito comparado com outros autores - eu até comentei em uma resenha que queria ver O Sorriso da Hiena nas telonas. Recentemente você vendeu os direitos da obra para a Globo. Há alguma previsão para o início das gravações?
Então, na verdade eu não sei muito sobre isso. Agora o projeto está com eles. O que sei é que eles tem dois anos para decidir se vão fazer alguma coisa ou não. Caso não resolvam nada, os direitos do livro voltam pra mim. Também não sei qual é a ideia deles, até porque, acho que nem eles sabem exatamente o que fazer ainda. Esse tipo de projeto é demorado, são muitas etapas. E na verdade, agora nem penso muito nisso. Já não está em minhas mãos, então meu foco agora é escrever as outras histórias e deixar essa questão rolando.

O seu conto Pá de Cal está na Amazon, disponível para download, ele tem um Q de Jogos Vorazes mas trata-se muito da busca da felicidade, da busca do conhecimento de si mesmo. Você vai continuar escrevendo nessa pegada distópica?
Eu não penso muito em gêneros. Nunca pensei em ser um autor de romance policial. O que aconteceu foi que a história d’O sorriso da hiena pediu uma trama policial. A história de Pá de Cal pediu essa pegada mais futurística e distópica. Então eu me deixo levar pelo o que a história pede. O segundo livro também será um policial. Já o terceiro fugirá um pouco, será uma pegada mais de “jornada de um homem em busca de algo”, uma jornada literalmente. Ele se passará na África e no Brasil. Então não me prendo na questão de gênero. O que a história pedir é a que vou escrever.


Tirado do site Conjunto da Obra
Em meio a tantas reformas educacionais nesse momento do país, como a educação e os seus professores te levaram ao ponto que você está hoje?
Gosto sempre de dizer que foi um professor que me colocou no caminho da escrita. Eu estudei publicidade e propaganda e tinha um professor (um salve pra você, professor Zé Luiz!) que também era dono de uma agência. Quando eu estudava eu pensava em ir para o lado da direção de arte. Para quem não sabe como funciona o trabalho de criação dentro de uma agência, resumidamente existem duas funções: direção de arte, que mexe mais com a parte gráfica, e redação, que trabalha mais os textos. Isso, falando bem superficialmente. Quando fiz a entrevista na agência desse professor ele disse que me contrataria, mas não como diretor de arte, como eu queria, e sim como redator, porque ele achava que tinha mais a minha cara. E ele realmente estava certo. Por isso que eu sempre digo que foi um professor que viu em mim aquilo que eu ainda não tinha visto. Pena que eles, os professores, são tão desvalorizados no nosso país. Eles são diretamente responsáveis pelos caminhos que seguimos e muitas vezes conseguem ver em nós aquilo que nem mesmo a gente enxerga ainda. Precisamos valorizar mais esses profissionais, essas pessoas. São elas que nos formam e ajudam a moldar nossos pensamentos com sua experiência e conhecimento.


Robert Louis Stevenson e Mia Couto
Quais autores te influenciaram e se você tem alguma dica para autores iniciantes.
Eu não tenho o costume de ler muitas obras do mesmo autor. Eu vou lendo de forma mais aleatória que seguindo algum autor específico. Mas, atualmente, um que tenho lido bastante é Mia Couto. Gosto muito das histórias dele, da forma sensível como ele escreve. Como ele é de Moçambique, ele costuma trabalhar muito da cultura africana em seus livros, o que eu gosto demais. Mas a forma como ele escreve é totalmente diferente da minha. Acredito que ele me influência em tentar tocar o leitor de uma forma mais humana. E um autor, de uma obra específica, que tem total influência no que eu pretendo (e espero alcançar) nas minhas histórias, é Robert Louis Stevenson, que escreveu O médico e o monstro. Essa é uma obra que vai permanecer atual pra sempre, porque ela vai no ponto do que é o ser humano, e isso nunca vai mudar, essa nossa divisão sem balanço do bem e do mal. Essa obra nunca vai morrer e ela fala com todos e sobre todos. E eu quero isso pra mim. Quero conseguir escrever histórias que falam de nós, das pessoas, do que temos dentro da gente, do que nos toca, do que nos transforma.

Para saber mais sobre o autor e o livro:
Um regresso moral - O sorriso da hiena (Gustavo Ávila) [CONTÉM SPOILER!]
Notícias do mundo policial: Gustavo Ávila, Raphael Montes e Victor Bonini
Notícias: Mundos Paralelos, William Hope e capa nova de O sorriso da hiena
O sorriso da hiena está em pré-venda na Amazon, Saraiva e Livraria Cultura

terça-feira, 25 de abril de 2017

Notícias: Mundos Paralelos, William Hope e capa nova de O sorriso da hiena


FICÇÃO CIENTÍFICA CRESCENDO

Na noite dessa segunda (24) na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, aconteceu o lançamento do livro Mundos Paralelos, primeiro livro de ficção da Revista Mundo Estranho.

Em Mundos Paralelos, dez escritores-fenômenos do Wattpad Brasil foram chamados para criarem contos de sci-fi sobre futuros distópicos e realidades alternativas, ao maior estilo Jogos Vorazes, Blade Runner e Além da Imaginação.

Participaram do evento os autores Felipe Sali, Lilian Carmine, Aimee Oliveira, Clara Savelli e Thati Machado.

A ficção científica está em expansão, mesmo que lenta. No evento realizado pela Toca do Coelho na mesma livraria no dia 18 de março a DarkSide anunciou no futuro a criação de um selo só para a publicação de livros desse gênero textual, a Mundo Estranho vem trazendo essa coletânia, a Aleph vai fazer uma edição de luxo de Fundação do autor Isaac Asimov, enquanto Dartana do escritor e roteirista André Vianco, um dos maiores nomes da literatura de fantasia nacional, trás um mundo entre retalhos e que tenta assimilar conhecimento militar fora de sua esfera de conhecimento.



AS SOMBRAS DE HOPE...

Nessa sexta feira (21) a Editora Clock Tower anunciou a publicação do livro A terra da noite, do autor William Hope. Um grande épico escrito por William Hope Hodgson e publicado em 1912, o livro é raro mesmo em países de língua inglesa.

Descrito por H. P. Lovecraft como uma das mais potentes peças de macabra imaginação jamais escritas, o romance oferece amplos espaços para a imaginação preencher com horrores. Uma grande epopeia de fantasia comparado por muitos com as criações de Tolkien.

O financiamento do livro pela Editora Clock Tower tem previsão para início em outubro. O livro já está todo traduzido e virá com extras, incluindo ilustrações e mapas. O livro de trabalho atual, O Mestre do Oculto de Arthur Machen já está em fase de pré-impressão.




O SORRISO DA HIENA: NOVA CAPA

O autor Gustavo Ávila postou hoje na sua em seu site o novo projeto gráfico da edição da Verus sobre o livro "O sorriso...". Muita se perguntavam se a edição lançada por ela teria alguma mudança ou se manteria a original criada para a versão independente.

"Confesso que até alguns meses atrás eu também não sabia. Conversamos bastante sobre a possibilidade de manter a capa original e ela rodou por diversos departamentos da editora e também do Grupo Editorial Record. Foi parar nas mãos dos profissionais de design, marketing, vendas. O objetivo era colher opiniões sobre sua funcionalidade em cada uma dessas áreas." - conta o autor.

A arte da capa foi mantida, mas foi feita algumas alterações. Repensaram a diagramação do título - junto com o diretor de arte responsável pela capa original, Rivadávia Coura. A cor da criança na cadeira e sua sombra que se projeta no chão antes vermelha, como se fosse um “vazado” na imagem da hiena se tornou preta. Isso foi feito para destacar o título, o tornando muito mais legível, principalmente a certa distância.

"A nova cor representa a sombra que cai sobre essa criança e que se projeta dela para o mundo" - comenta o autor.

O nome do autor, que antes estava pequeno na parte superior, agora está maior. Na capa, há agora uma citação do escritor Raphael Montes (autor de Dias Perfeitos, Jantar Secreto, Suicidas) enquanto na orelha do livro o escritor Marcelino Freire (Nossos Ossos, Contos Negreiros, entre outros) chama o livro de "pulsante e original". Na contracapa tem um elemento novo: a figura de uma flor.

O lançamento está previsto para junho, "mas ainda não há uma data 100% definida".



quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Notícias do mundo policial: Gustavo Ávila, Raphael Montes e Victor Bonini


Sobre a literatura policial brasileira, ela nunca esteve tão em alta. O exemplo disso são três autores em questão que estão fazendo a cabeça de fãs.

O primeiro é o autor Gustavo Ávila do publieditorial O sorriso da hiena. Nesse ano ele conseguiu grandes vitórias como a compra do seu livro para a Verus Editora consegue um presente de Natal muito adiantado: a TV Globo comprou seus direitos de adaptação. Será que nós vamos nos mergulhar nos dramas morais William do mesmo modo do que o livro? Quando falei do livro nesse espaço, lembrei que ele era muito visual, e estava esperando  ansiosamente por isso.


Nas redes sociais o autor comemora com os fãs e amigos

O segundo é Victor Bonini e seu Colega de Quarto. Livro bem recebido pela crítica, está concorrendo ao Oscar LivroNíacos 2016 - prêmio canal do youtube LivroNiacos que reúne resenhas, noticias, curiosidades e enquetes sobre os seus livros e autores favoritos. Além de estar entre um dos best-sellers brasileiros da Apple ao lado de nomes como Clarisse Lispector e Luis Fernando Verissimo.



Outro que está contentíssimo é Raphael Montes. O roteirista de Supermax está lançando seu livro Jantar Secreto, que conta a história de um grupo de jovens universitários desempregados que começa a organizar jantares canibalísticos para se sustentarem. Ele estará em SP, na Livraria da Vila.





Fã de algum dos três? Curta a página Golem e acompanhe as notícias.


terça-feira, 12 de julho de 2016

Um regresso moral - O sorriso da hiena (Gustavo Ávila) [CONTÉM SPOILER!]

A lágrima contornou a maçã do rosto serpenteando a bochecha que tremia com a respiração ofegante da criança, deixando atrás da gota um rastro úmido que desenhava seu caminho na pele jovem. Perdeu velocidade ao lado de uma fita adesiva cinza que tapava a boca, e como a ampola de uma seringa, encheu-se instantaneamente de uma tonalidade rosa, até pingar vermelha e explodir no chão feito uma lágrima santa. - Gustavo Ávila

O leitor queira me desculpar (e o autor do livro também) pela lentidão de postar a opinião de um dos melhores livros que li nesse último ano. Impactante e de uma criatividade sem igual, ''O sorriso da hiena'' não é um dos livros que você, leitor de livros policiais deve deixar na estante, mas sim na cabeceira.

Para explicar como David virou um psicopata, Gustavo Ávila não é sútil. Não é só David testemunhar o assassinato dos pais, ele precisa lembrar dos requintes de crueldade e do rosto do assassino, de suas roupas, de sua ironia. Afinal de contas, ''Ninguém gosta de linguarudos''.

Inteligente, sagaz, ele nos propõe a seguinte dúvida: ''É possível justificar um ato de crueldade quando, por trás dele, há a intenção de fazer o bem?''. Algo bem presente nos dias atuais, o limite da moral (algo que tratei nos posts do Lovecraft e da Mary Shelley) se tornou relativo. 

Créditos na imagem
Para um bem maior, sacrifícios tem que ser cometidos. Não é uma das falas do livro, mas ao meu ver, caberia muito bem na boca de William, um psicólogo infantil que criou uma tese sobre o desenvolvimento do caráter humano passava por traumas infantis. Ele aceita o jogo de David, que repete o que assassinato de seus pais com diferentes casais e com diferentes crianças para diversificar o estudo do psicólogo, buscando no final das contas, o que aconteceu com ele.


Os crimes começam a ser investigados por Arthur, um sagaz detetive que tem a Síndrome de Asperger, um distúrbio que afeta a capacidade do indivíduo de socializar-se e comunicar-se de maneira efetiva. Ele persegue David, porém é sempre despistado, não conseguindo pistas o suficiente para incriminar o serial killer.


''Um envelope que irei guardar com muito carinho: o contrato assinado com a Verus Editora, do Grupo Editorial Record.'' diz Gustavo em uma rede social.

Enquanto isso, fazendo um pacto com o próprio diabo, William vê sua vida pessoas ser destruída: causa a morte do melhor amigo, separa-se de sua noiva, fica envelhecido pelo remorso.

Com um final impressionante, o que era um publieditorial de 304 páginas passa para um contrato assinado com a Verus Editora, do Grupo Editorial Record, esse é um daqueles livros que já estão prontos para virar filme.

E eu estou ansiosamente esperando: