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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Lovecraft Country | Referências literárias da nova série da HBO

Divulgação/HBO

Lovecraft Country, série criada por Misha Green com base no livro Território Lovecraft de Matt Ruff, é o principal lançamento da HBO para o mês de agosto. Produzida por Jordan Peele e J.J. Abrams, a série mistura elementos do terror cósmico de H.P. Lovecraft com a dura realidade de um Estados Unidos segregacionista dos anos 1950 para construir uma trama assustadora.

Confira abaixo as algumas referências literárias da série:

Indo da Flórida para Chicago, o personagem principal, o veterano da Segunda Guerra Atticus Black está lendo Uma Princesa de Marte, escrito por Edgar Rice Burroughs em 1912. Depois de ser transportado misteriosamente para o solo marciano, John Carter, um veterano ex-confederado da Guerra Civil, descobre que suas habilidades físicas foram ampliadas significativamente devido a menor pressão atmosférica e gravidade. Além disso, se vê envolvido no meio dos conflitos entre as raças marcianas. A Editora Regulus está trazendo esse livro em um financiamento coletivo e tem um projeto ambicioso: publicar todas as edições da série Barsoom. Além de criar esse universo, Burroughs criou e idealizou as aventuras do Tarzan, a série Caspak e inúmeros outros mundos fantásticos. Para saber mais, clique aqui.

Autor que nomeia o seriado, H.P. Lovecraft foi um homem criativo, mesmo sendo inegavelmente xenófobo e racista. Em uma cena, Atticus lembra a tio George que seu pai, Montrose, o fez decorar o poema On the Creation of Niggers que equipara os negros a semi-bestas que “preenchem o vazio” entre as bestas e os homens. Pai do horror cósmico como conhecemos, tem sua edição definitiva de seus Contos Reunidos reeditada em uma parceria da Editora Ex-Machina e Sebo Clepsidra. A nova edição da antologia apresenta todas as 61 histórias escritas por Lovecraft publicadas originalmente entre 1917 e 1935 e um corpus paratextual ciclópico, com mais de uma centena de páginas de material complementar, e do ensaio pioneiro Mitologia lovecraftiana: A totalidade pelo horror, de Caio Bezarias, em versão revista, ampliada e ilustrada. Para saber mais, clique aqui.

Como Atticus observa depois de George recitar “The children of the night ... what music they make” (Ouça-os... são os guardiões da noite. Que monumental protofonia!) é uma das frases mais famosas do romance de vampiros de Bram Stoker, Drácula, de 1897. Os vampiros inspiram os personagens a usar luzes para afastar os Shoggoths que os atacam na floresta, até que a luz solar os devolva à (relativa) segurança. A obra narrada de maneira epistolar, por meio de fragmentos de cartas, diários e notícias de jornal, a história de humanos lutando para sobreviver às investidas do vampiro Drácula, tentando impedir que a vil criatura se alimente de sangue humano na Londres da época vitoriana, no final do século XIX. Para saber mais, clique aqui.

Logo após Letitia, Atticus e tio George escaparem de Simmonville, Marvin Baptiste (irmão de Letitia) cita o autor Ray Bradbury do durante o jantar em sua casa. O autor, que completaria 100 anos em 2020, compôs um clássico da ficção científica e da literatura distópica, Fahrenheit 451. Escrito originalmente como um conto: "O bombeiro", contido no volume Prazer em Queimar: histórias de Fahrenheit 451, foi incentivado pelo seu editor a transformar a ideia inicial em um romance, que se tornou um dos livros mais influentes de sua geração – e também um dos mais censurados e banidos de todos os tempos. Para saber mais, clique aqui.

Em um delírio, tio George recapitula o final de A Casa No Limiar, romance de terror gótico de 1908 do autor William Hope Hodgson, que nos diz ser um de seus favoritos. Lançado pela Diário Macabro, o livro trás a narrativa citada: ao final do século XIX, em busca de dias tranquilos de pescaria, dois jovens viajam para um remoto vilarejo na Irlanda onde encontram restos de um manuscrito nas ruínas de um casarão. Em suas páginas emboloradas, encontram os registros das experiências de um velho recluso que há muito tempo habitou o local. Sua escrita revela uma série de eventos extraordinários e sobrenaturais, desde ataques de criaturas inomináveis a viagens oníricas e interdimensionais. Para saber mais, clique aqui.

Sendo mencionado nominalmente por tio George, Algernon Blackwood escreveu fantasia sobrenatural e terror na Grã-Bretanha do final do século XIX. Entre seus contos mais famosos está Os Salgueiros (história de horror preferida de Lovecraft) que retrata as aventuras de dois viajantes que descem de barco o Danúbio, rio que corta parte do leste europeu, e passam a viver um verdadeiro inferno de sons e sensações perturbadoras, cercados por salgueiros, em uma região pantanosa. Muitos de seus contos envolvem histórias de homens tendo encontros terríveis com uma espécie de natureza senciente. Para saber mais, clique aqui.

Também sendo mencionado nominalmente por tio George, Clark Ashton Smith foi poeta, escultor, pintor e autor americano de contos de fantasia, horror e ficção científica. Contemporâneo e amigo de Lovecraft, ele escreveu também sobre os famosos Mitos de Cthulhu, colaborando ativamente para o bestiário lovecraftiano com a criação de Tsathoggua no conto The Tale of Satampra Zeiros. Embora Smith se considerasse principalmente um poeta, tendo recorrido à prosa pela escassa soma financeira que recompensava, sua prosa pode ser melhor apreciada como uma poesia "desenvolvida". O autor está sendo trazido pela Editora Clock Tower em Além da Imaginação e do Tempo, um financiamento coletivo no Catarse. Para saber mais, clique aqui.

Somos informados de que O Conde de Monte, famoso romance do século 19 de Alexandre Dumas (também famoso pelos Três Mosqueteiros ) é o romance favorito de Montrose, pai de Atticus. O romance aborda a história de um marinheiro preso injustamente por um crime que não cometeu e foi lançado em folhetim ao longo de dois anos. O marinheiro planeja por anos executar uma fuga ousada de prisão, que inspirou claramente a própria escavação do túnel de Montrose fora do prisão onde o culto Braithwhite o confina. No dia 27 de agosto desse ano, para homenagear o autor, o Google fez um Doodle fazendo referência ao romance por conta da comemoração do aniversário da publicação do primeiro capítulo do livro no jornal parisiense "Les Journal des Débats", em 27 de agosto de 1884. Para saber mais, clique aqui.

No episódio "Uma História de Violência", o trio de heróis Atticus, Letitia e Montrose parte numa busca pelo cofre do fundador da Ordem da Antiga Alvorada, Titus Braithwaite. Essa busca os leva a um museu em Boston, e debaixo deste museu vão procurar as páginas de um livro. Eles vão andando pelas catacumbas que começam a se inundar, encontrando algumas criaturas sobrenaturais. Durante essa empreitada, Atticus até afirma: “Parece coisa do ‘Viagem ao Centro da Terra’”, do autor Júlio Verne. Rios de lava, mares subterrâneos, os primórdios da vida no planeta, fauna e flora pré-históricos, múmias de homens primitivos... Fruto da imaginação e do conhecimento de um dos pais da ficção científica, o livro é uma das obras mais originais e ousadas de seu tempo. Para saber mais, clique aqui.

O título do episódio, "Strange Case", foi tirado da novela de terror Strange Case of Dr. Jekyll e Mr. Hyde, conhecida e traduzida normalmente como O médico e o monstro de Robert Louis Stevenson. A história é a narrativa sobre um homem da ciência que usa um soro para se transformar em uma persona do mal e satisfazer seus desejos e depravações. Publicado pela primeira vez em 1886, esta instigante novela é um clássico do autor escocês Robert Louis Stevenson que inspirou desde Vladimir Nabokov e Jorge Luis Borges até Stan Lee. Para saber mais, clique aqui.

No mesmo episódio, durante a cena em que William abre Ruby para acelerar sua transformação, há uma reportagem na televisão sobre gafanhotos e seu processo de metamorfose. Ele lembra uma novela de Franz Kafka chamada Metamorfose, sobre um homem que acorda e se vê transformado em uma barata gigante. Essa pequena novela, lançada em 1915, revolucionou a literatura e as artes. De forma agressiva, acessível e inovadora, tornou-se um dos mais importantes e difundidos textos da história. Para saber mais, clique aqui.

Uncle Tom's Cabin, em português em A Cabana do Pai Tomas de Harriet Beecher Stowe, foi um romance antiescravista publicado em 1852. Extremamente popular em sua época, seu lançamento é considerado um dos vários momentos decisivos que impulsionaram o sentimento contra a escravidão e, por extensão, indiretamente iniciou a Guerra Civil. O romance também foi criticado por popularizar estereótipos tradicionais sobre os negros - o nome "Tio Tom", por exemplo, foi apropriado como pejorativo para os homens negros que são subservientes à autoridade branca. No livro, o tio Tom é espancado até a morte por seu mestre Simon Legree, após se recusar a revelar para onde seus companheiros escravos escaparam. Ele é retratado como uma figura de Cristo e perdoa seus assassinos em seus últimos suspiros. Este registro literário contribuiu intensamente para a abolição da escravatura. Basta observar que, dois anos depois de seu lançamento, surgiu o Partido Republicano, que abraçou a causa abolicionista. A autora chegou até mesmo a merecer do presidente norte-americano, Abraham Lincoln, esta consideração: "Foi a senhora que, com seu livro, causou essa grande guerra" (a guerra entre os estados). Dree foge das figuras do livro, que a perseguem por todos os lados. Para saber mais, clique aqui.

Obra de mesmo nome escritor por Matt Ruff, Território Lovecraft não é exatamente um romance. Com oito histórias curtas que se conectam, o livro pode ser entendido como uma espécie de antologia que possuem um delimitador comum que conduz a narrativa. Lançado pela Editora Intrínseca, o livro é um retrato caleidoscópico do racismo norte-americano e mostra acontecimentos envolvendo uma mesma família ou pessoas próximas a esse núcleo familiar que aos poucos vão descobrindo uma espécie de confraria secreta sobrenatural ao seu redor. Em um jogo de metalinguagem, o livro Lovecraft Country aparece na série escritor pelo filho de Atticus, George, no futuro. Tic diz que é a história da família Freeman, mas com alterações; Dee, por exemplo, é um menino chamado Horace, enquanto George e Hippolyta estão vivos e presentes na terra. Estas são mudanças reais que foram feitas durante a adaptação do romance original de Matt Ruff para a série da HBO. Para saber mais, clique aqui.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

"Distopia Hardcore" - Cesar Bravo



Winston acordou e ligou no noticiário da TV. Seu novo líder continuava nomeando capitães. Sorridente, o advogado serviu um pouco de ração a Ariano, seu gato. Em seguida, um desvio ligeiro do beijo matinal da esposa que estava seca como um taco de giz há 150 anos.

Winston arfou o ar livre e oxigenado da rua. Era bom ser ele, finalmente era bom poder ser ele mesmo.

Quanto ao veadinho da esquina, ele andava assustado. O pai dele, outro veado (obviamente covarde demais para se assumir uma bicha), também andava ausente. A mãe da gazela, uma pobretona metida a comunista; até aquela vaca ressentida estava quieta.

Silêncio era bom, muito melhor que ouvir Pablo, Rihanna, Beyonce ou qualquer outra besteira pansexuada.

O país estava mudando, entrando nos eixos. Os de baixo embaixo, os de cima em cima, exatamente como Deus Nosso Senhor havia feito. Amém.


Winston arfou mais ar puro e oxigenado e atravessou a rua. Havia um gato morto bem na metade do caminho. Winston sorriu, mas não fez piada alguma, não em voz alta, afinal, falar da cor do bicho ainda era crime (havia projetos “igualitários”? Claro que sim, mas nada conclusivo até o momento). Continuou andando, assoviando uma música gospel medíocre e contendo os dentes que ameaçavam sorrir até saírem da boca.

O mundo cheirava como novo. A manhã brilhava, as minorias ocupavam a menor parte do espaço. Era um bom mundo. Era uma boa novidade.

Antes de chegar ao outro lado, dois garotos exalando Deca Durabolin pelos poros o notaram. Um deles riu, o outro retribuiu com um riso mais largo. Chegaram mais perto, e só então Winston notou o único borrão daquela manhã gloriosa. Prometeram policiamento e combate ao crime, mas o que havia eram milícias. Pequenas, médias e enormes. Prometeram o fim do tráfico, mas o que ocorreu foi uma redistribuição dos tóxicos por dissidentes das forças armadas. Contrabando. O bê-á-bá das ditaduras.

Os rapazes tinham armas de fogo, claro que sim. Tudo legalizado. Eram parte de uma pequena milícia. Eleitores revoltosos do capitão. Onde estavam os empregos prometidos? O novo mundo? A nova pátria? O jeito era pegar o que pudessem, na marra, nas ruas, de quem marcasse touca. Lei do mais forte.

Eles nem precisaram sujar as mãos.

Morre um inocente ou outro, fazer o quê? Nem dinheiro o filho da puta tinha na valise.

O sol continuava radiante quando a escuridão perpétua tomou conta do mundo de Winston.

Um bom mundo? Claro que sim...

Nascido em 1977, em Monte Alto, São Paulo, foi apenas recentemente que Cesar Bravo deu voz à sua relação visceral com a literatura. Durante sua vida, já teve diversos empregos — ocupando cargos na indústria da música, na construção civil e no varejo. É farmacêutico de formação. Bravo publicou suas primeiras obras de forma independente, e em pouco tempo ganhou reconhecimento dos leitores e da imprensa especializada. É autor e coautor de contos, romances, enredos, roteiros e blogs. Transitando por diferentes estilos, possui uma escrita afiada, que ilumina os becos mais escuros da psique humana. Suas linhas, recheadas de suspense, exploram o bem e o mal em suas formas mais intensas, se tornando verdadeiros atalhos para os piores pesadelos humanos. Saiba mais em facebook.com/cesarbravoautor.

sábado, 10 de março de 2018

Amor no mundo dos mortos - A Noiva Fantasma | Yangsze Choo

Certa noite, meu pai perguntou se eu gostaria de me tornar uma noiva fantasma. Perguntar talvez não seja bem a palavra. Estávamos em seu escritório, eu folheando um jornal e ele no sofá de vime. A noite estava quente e quieta, com mariposas voando em círculos pelo ar úmido, atraídas pela lamparina acesa. - Yangsze Choo

Somo inseridos no universo de Yangze Choo e o dilema de sua personagem logo nas primeiras linhas. Li Lan é uma jovem no final do século XIX (1893) filha de uma família decadente e que recebeu educação e cultura, mas que vive sem grandes perspectivas até receber uma oferta irrecusável: se casar com o herdeiro da rica e poderosa família Lim. Só que seu noivo está... morto.

Boas histórias de fantasma são raras nos dias de hoje. O excesso de clichês e violência, os autores acabam levando muitos autores para um lado mais hard e violento e esquecem que histórias de fantasma possuem um clima um pouco diferente das demais histórias de terror. E isso não acontece com Yangsze Choo. Ela cria uma mitologia própria baseada em crenças chinesas e malaias, que dão um tom único para a trama e mostrando como a vida no mundo espiritual se assemelha ao mundo terrestre - tanto que ela trabalha muito bem a personagem principal, não impondo uma visão não impondo uma cosmovisão e código de conduta do século XXI para uma personagem do século XIX (mesmo que dever e honra sejam atemporais).

Por mais fantásticas que pareçam, as noivas fantasmas ainda resistem até hoje em parte da cultura asiática. A prática, que chegou a ser banida por Mao Tsé-Tung durante a Revolução Cultural, foi muito frequente na China e na Malaia. Malaia era o nome histórico da Malásia, antes da independência. A Malaia Britânica era um grupo de territórios, incluindo Cingapura, que se manteve sob variados níveis de controle britânico entre 1771 e 1948. Malaia era extremamente lucrativa para o Império Britânico, sendo o maior produtor mundial de borracha e estanho. Os Estabelecimentos dos Estreitos de Penang, Malaca e Cingapura eram os principais portos comerciais.

No final do século XIX. O casamento era usado para tranquilizar um espírito inquieto, e garantir um lar e estabilidade para as mulheres que diziam "sim" a maridos já falecidos. A tradição popular de casar alguém com um fantasma ou promover casamentos entre fantasmas costuma se destinar a tranquilizar espíritos ou aplacar assombrações. Há várias referências a isso na literatura chinesa, mas suas raízes parecem estar no culto aos antepassados. Algumas vezes, casamentos são feitos entre duas pessoas recém-falecidas, com os familiares de ambos os lados reconhecendo o matrimônio como um laço entre eles. Entretanto, há casos em que o cônjuge do morto é uma pessoa viva. Esse arranjo tende a servir para que uma pessoa realize a vontade de um amado moribundo, ou para que seja concedido status de esposa a uma amante ou concubina que tenha gerado um herdeiro. Às vezes, uma garota pobre é levada a uma casa como viúva, para realizar os ritos de ancestralidade a um homem que tenha morrido sem esposa ou descendentes, como ocorreu com Li Lan. Em casos assim, a cerimônia de casamento tem lugar com um galo assumindo o posto destinado ao noivo falecido.

A Noiva Fantasma é um dos livros da DarkSide que fazem parte da DarkLove: nome de uma linha feita para corações românticos com características dark, que mostra a força feminina na literatura com histórias que mesclam a sensibilidade e a atitude da editora.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Victor Milán (1954-2018)


O escritor de Victor Milán, de 63 anos, morreu ontem em Albuquerque, Novo México, depois de anos de luta contra um câncer.

Escritor de ficção ciêntifica e fantasia, sua primeira história foi Soldatenmangel (1981) e suas primeiras novelas estavam na série War of Powers em colaboração com Robert E. Vardeman. Sua estréia em solo, The Cybernetic Samurai (1985) ganhou um Prêmio Prometheus, e foi seguido pela sequela nomeada pelo Prometheus The Cybernetic Shogun (1990). Ele colaborou na fantasia histórica Runespear (1987) com Melinda M. Snodgrass.

Nos seus últimos anos, seu trabalho solo foi na série Dinosaur: The Dinosaur Lords (2015), The Dinosaur Knights (2016) e The Dinosaur Princess (2017), uma das ideias mais inovadoras dos últimos tempos: dinossauros na Idade Média. A série, que segundo George R. R. Martin "É como um encontro de Jurassic Park com Game of Thrones",  no Brasil está sendo publicadas pela DarkSide Books.

Victor Woodward Milán nasceu em 3 de agosto de 1954 em Tulsa, Oklahoma. Ele trabalhou como cowboy, técnico de suporte de computador, ator e disc jockey. Graduou-se da Albuquerque Academy em 1972 e frequentou a Universidade de Yale e a Universidade do Novo México. Era uma figura amada pelos fãs e serviu como marshal de longa data para o Masquerade em Archon em St. Louis e no Costume Contest at Bubonicon in Albuquerque.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Notícias - Novas edições de H.P. Lovecraft e Robert E. Howard no Brasil


Ignorados por décadas, H.P. Lovecraft e Robert E. Howard tem atraído olhares de todos recentemente. O homem moderno parece que ganhou medos nunca antes imaginados e tem que tirar coragem de algum lugar - e nisso, os dois autores se complementam para esse tão necessitado público.

O primeiro tem sido o destaque. No 80° aniversário de sua morte, Lovecraft trás edições de luxo de duas editoras diferentes: Martin Claret e DarkSide Books. A primeira já tinha trabalhado com o autor em outras oportunidades - uma pequena coletânea chamada em 2011 Histórias de Horror: O Mito de Cthulhu, uma participação em 2014 em Contos de Terror - Tomo I  com "The Colour out of Space" e em 2016 Grandes Contos: H.P. Lovecraft - um livro que tem mais de 1000 páginas de conteúdo. Mais recentemente, nesse ano dois tombos de contos do autor vão ser publicados em pouco tempo.

Vale lembrar também que a Martin Claret também tem um livro de R.E.H. no catálogo: Rosto de Caveira, os Filhos da Noite e Outros Contos, um volume que trás narrativas como "Rosto de caveira", "Os filhos da noite", "A maldição do mar", "A hiena", "A serpente do sonho", "Na floresta de Villefore" e outras.


Já a DarkSide trás dois livros - um com duas edições diferentes e outro com o selo infantil. Com o slogan Lovecraft para todos, a editora preparou duas opções em capa dura para a Coleção Medo Clássico: Miskatonic Edition e Cosmic Edition. O texto das duas edições é o mesmo, mas cada uma delas reflete a personalidade de seus peculiares leitores: enquanto um é voltado para leitores mais sérios e acadêmicos, o outro é voltado para descolados e psicodélicos. Já o selo infantil Caveirinha é inaugurado O Fantástico Alfabeto Lovecraft - ajudando os pequenos a darem seus primeiros passos no mundo mágico da fantasia e da imaginação e do autor mais influente do último século.



Já a Editora Pipoca & Nanquim anunciou mais um lançamento para o ano de 2017: desta vez, um livro. O primeiro de uma série de três volumes, a saga apresentará na íntegra todas as aventuras de Conan, o Bárbaro seguindo a ordem em que foram publicadas originalmente na emblemática revista Weird Tales. O livro de 308 páginas terá acabamento de luxo, ilustrações de artistas como Mark Schultz e Gary Gianni, diversos extras, sobrecapa de acetato transparente e, pela primeira vez no Brasil, as capas originais de Frank Frazetta.

Um fato a se considerar a comprar na pré-venda é que todos que adquirem o livro antes do dia 18 de Dezembro (data do lançamento) na Amazon ganharão o e-book O Guia Definitivo da Espada & Feitiçaria, de autoria do próprio Pipoca & Nanquim, que será enviado aos compradores no dia de lançamento. Há também o podcast da própria editora que eles falam do personagem, que, nascido na literatura na década de 1930, o cimério foi o principal marco do surgimento de um gênero que hoje se destaca como um dos mais fortes em qualquer mídia: Espada & Feitiçaria.