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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Especial Círculo das Ideias: Eu, Robô de Isaac Asimov #9 "O Conflito Evitável"

O COORDENADOR TINHA, EM SEU escritório paricular, uma curiosidade medieval: uma lareira. Com certeza, o homem medieval não reconheceria com tal, uma vez que ela não tinha significado funcional. A chama tranquila e cintilante ficava em uma reentrância isolada por trás de uma camada de quartzo. - Isaac Asimov
O mais teórico do livro, o último conto, O Conflito Evitável nos trás de volta Susan Calvin em um diálogo franco com o novo Coordenador Mundial, Stephen Byerley - que no anterior, Evidência, foi acusado de ser um robô. 

Publicado em 1950, no conto a um retrospectiva do mundo asimoviano apresentado até ali. Nele, a Terra está dividida em quatro grandes regiões, cada uma delas controladas por uma das super-máquinas.

O conceito de propriedade privada acabou. Há comida em abundância em todo o planeta, todos estão em paz - pelo menos até agora. O problema é quando as super-máquinas começam a apresentar pequenos problemas, ameaçando a união das regiões. O Coordenador Mundial Byerley desconfia de sabotagem. Cabe a Susan Calvin investigar tais problemas.

AJUDE A EQUIPE ASIMOV
Com a missão de expandir conhecimentos, impulsionar a criatividade e possibilitar crescimento acadêmico, profissional e pessoal a seus membros, a Equipe Asimov e os alunos do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), campus Colatina, participaram e foram campeões na XV Competição Latino-Americana de Robótica (LARC) que ocorreu nos dias 8 a 12 de outubro de 2016, em Recife, Pernambuco. Além dos certificados e troféus, a equipe ganhou uma vaga para representar o Brasil no campeonato mundial que acontecerá no Japão, porém não tem dinheiro o suficiente para bancar a viagem. Nós, do Golem, apoiamos a iniciativa. Para doar e realizar esse sonho dos competidores, clique aqui e contribua.

SOBRE O AUTOR
Nascido em Petrovich, na Rússia, em 1920, Isaac Asimov editou e escreveu mais de quinhentos livros entre eles O fim da eternidade, Os próprios deuses e Fundação – universo criado em uma triologia que foi expandida para mais quatro livros e que rendeu uma premiação com um Hugo, a mais cobiçada homenagem prestada pela Convenção Mundial de Ficção Científica, como a melhor série já escrita. Seu conto O cair da noite, escrito em 1941, foi considerado pela Associação dos Escritores de Ficção Científica da América como a melhor história de todos os tempos. Escritor diversificado, escreveu para todos os ramos imaginados: mistérios, artigos científicos, romances, enciclopédias, livros didáticos e acadêmicos. Outra coisa que foi constante na vida de do autor – assim como na de muitos cientistas – é o questionamento da existência de Deus (mesmo ele não acreditando na possibilidade de uma presença de força superior). Morreu na cidade de Nova York em 1992, em decorrência do HIV, contraído após uma transfusão de sangue.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Especial Círculo das Ideias: Eu, Robô de Isaac Asimov #8 "Evidência"

Sophia, um androide com inteligência artificial projetado para replicar expressões faciais humanas com precisão
- Ele assumiu um cargo público pela primeira vez em 2032. Você era apenas um menino naquela época, então não poderia se lembrar de como isso foi estranho. Sua campanha para prefeito com certeza foi a mais excêntrica da história... - Isaac Asimov
Entrando em um jogo político do novo mundo - que agora, unido, se divide em regiões - há no meio dos EUA uma corrida eleitoral e a U.S. Robots acaba entrando sem querer na mira de um dos concorrentes. Francis Quinn entra em contato com o diretor Alfred Lenning, afirmando que o seu adversário, o candidato Stephen Byerley, é um robô.

Byerly nega isso, mas deixa Quinn basear sua campanha em testar se ele é ou não um robô. Assim, a psicóloga roboticista Susan Calvin é chamada para resolver o conflito. As evidências apontadas para acusar Byerley de ser um robô é que o mesmo nunca foi visto comendo, mas isso, para Calvin, esse fato - ainda - não significa nada.

Publicado em 1946 na Astounding, talvez seja o conto que mais dialoga com a cultura cientifica atual e as histórias de Philip K. Dick.


ANDROIDE SOPHIA
Charlie Rose, um importante jornalista dos EUA e apresentador do programa 60 Minutes que entrevistou nomes como Bill Gates, Barack Obama e Steve Jobs resolveu se reinventar entrevistando um robô - na verdade um androide.

Sophia é um androide com A.I. (inteligência artificial) desenvolvido para replicar expressões faciais humanas com um software semelhante à Siri ou à Cortana permitindo que ela ouça frases e responda como uma pessoa real.

Durante a entrevista ela tentou dar cantadas no apresentador e ainda disse que tinha alma. Em um tom que atravessa um nonsense irreal, vemos que o trabalho que a Hanson Robotics (empresa que criou Sophia e que tem como objetivo de criar robôs androides) cada vez mais se distancia da ficção e se aproxima da realidade - e ai está o problema.

O texto a seguir foi tirado do site Olhar Digital:

Chamou a atenção de muitos leitores do Olhar Digital a notícia de que um robô com inteligência artificial disse que "tem alma" durante uma entrevista a uma TV norte-americana. O nome da androide é Sophia, e sua arquitetura é um pouco mais complexa do que parece, e que você conhece nos parágrafos a seguir.

Ao contrário do que muitos pensam, nem todas as falas da androide são apenas pré-programadas. As frases ditas por Sophia estão, sim, gravadas em sua memória digital pelos engenheiros que a construíram. De fato, ela não é 100% espontânea. Mas nem tudo nela é operado por cordas como um fantoche.

Assim como assistentes virtuais (Siri, Cortana, Google Now, etc.), o software que coordena o robô é capaz de ouvir, compreender e interpretar aquilo que seu interlocutor diz. Um algoritmo faz com que a "mente" de Sophia decida quais palavras usar em cada ocasião, permitindo que ela tenha uma conversa quase totalmente natural com uma pessoa de verdade.

Em outras palavras, Sophia não é apenas uma boneca que solta frases quando você aperta um botão. Ela ouve o que é dito e decide, sozinha, graças a sua inteligência artificial, o que deve responder. Apenas as possiveis respostas já foram escolhidas pelos programadores, mas a máquina tem autonomia para decidir qual resposta é a adequada para cada situação.

Quando ela diz, portanto, que "tem alma", "penso, logo existo" e "vou destruir a humanidade" (confira no vídeo abaixo), não é o seu cérebro que a faz pensar e dizer tudo isso, mas um sistema que escolhe as palavras adequadas de acordo com o que ouve. Nem sempre a resposta fará sentido, já que o algoritmo não é perfeito como a consciência humana, mas pelo menos consegue passar a sensação de ter sido espontâneo.


O que faz Sophia parecer "viva", porém, não é apenas a capacidade de responder perguntas humanas. Isso, aliás, diversos programas já fazem, como perfis de Twitter administrados por software e o famigerado Robô Ed, conhecido dos fóruns de humor da internet. O diferencial de Sophia é sua aparência.

A androide usa uma pele artificial chamada Frubber, que é à base de silício, com 62 arquiteturas faciais e no pescoço. As câmeras nos olhos permitem que ela seja capaz de reconhecer rostos e manter contato visual. Tudo isso faz com que sua aparência engane o nosso cérebro e nos faça pensar, de maneira subconsciente, que estamos lidando com outro ser humano.

O grande problema, no entanto, é o "uncanny valley", expressão que representa a sensação de estranhamento que as pessoas têm ao ver rostos que sabem ser artificiais, mas que parecem estranhamente naturais - seja no mundo real ou modelados em softwares, como em animações ou filmes 3D.

A explicação é que, enquanto a tecnologia era menos desenvolvida, as representações de rostos artificiais estavam muito longe das faces humanas verdadeiras. Quanto mais a tecnologia avança, mais a face artificial se aproxima da realidade, causando maior sensação de desconforto. Esse assunto costuma ser um prato cheio para obras de ficção científica.

O filme "Blade Runner" (1982), baseado no livro "Androides sonham com ovelhas elétricas?", de Philip K. Dick, é um bom exemplo. Na trama futurista, robôs fisicamente indistinguíveis de pessoas reais buscam se misturar à raça humana, mesmo sem um fator primordial: a capacidade de sentir emoções.

Mais recentemente, na série "Westworld", exibida pela HBO e baseada no filme de mesmo nome lançado em 1973, a problemática ganha novos contornos. Num parque de diversões que simula o velho oeste norte-americano, os convidados praticam as maiores barbaridades com robôs que, novamente, são tão reais quanto qualquer pessoa de verdade, acendendo a chama da temida revolução das máquinas.


O que todas essas obras questionam é a natureza das nossas relações com máquinas. Até a década de 1980, elas eram apenas ferramentas para se atingir uma determinada finalidade. Hoje, conversamos com robôs e aplicativos como se fossem nossos amigos, confiamos nossas informações a eles e não temos ideia se, algum dia, eles vão se rebelar contra nós.

Sophia é mais um passo natural no desenvolvimento cada vez mais veloz de máquinas indistinguíveis de seres humanos. Só não sabemos ainda se, além de serem fisicamente idênticos a nós, algum dia esses robôs serão capazes de pensar sozinhos e tomar as próprias decisões, como os anfitriões de "Westworld" ou os replicantes de "Blade Runner".

Na opinião de algumas grandes mentes, como Elon Musk e Stephen Hawking, esse é um caminho perigoso a ser trilhado. Mas só saberemos a que ponto a humanidade é capaz de avançar nesse tipo de tecnologia se continuarmos seguindo por esse caminho. O que você acha? Deixe sua opinião nos comentários.

Será que o fim da humanidade se aproxima?

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Com a missão de expandir conhecimentos, impulsionar a criatividade e possibilitar crescimento acadêmico, profissional e pessoal a seus membros, a Equipe Asimov e os alunos do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), campus Colatina, participaram e foram campeões na XV Competição Latino-Americana de Robótica (LARC) que ocorreu nos dias 8 a 12 de outubro de 2016, em Recife, Pernambuco. Além dos certificados e troféus, a equipe ganhou uma vaga para representar o Brasil no campeonato mundial que acontecerá no Japão, porém não tem dinheiro o suficiente para bancar a viagem. Nós, do Golem, apoiamos a iniciativa. Para doar e realizar esse sonho dos competidores, clique aqui e contribua.



SOBRE O AUTOR
Nascido em Petrovich, na Rússia, em 1920, Isaac Asimov editou e escreveu mais de quinhentos livros entre eles O fim da eternidade, Os próprios deuses e Fundação – universo criado em uma triologia que foi expandida para mais quatro livros e que rendeu uma premiação com um Hugo, a mais cobiçada homenagem prestada pela Convenção Mundial de Ficção Científica, como a melhor série já escrita. Seu conto O cair da noite, escrito em 1941, foi considerado pela Associação dos Escritores de Ficção Científica da América como a melhor história de todos os tempos. Escritor diversificado, escreveu para todos os ramos imaginados: mistérios, artigos científicos, romances, enciclopédias, livros didáticos e acadêmicos. Outra coisa que foi constante na vida de do autor – assim como na de muitos cientistas – é o questionamento da existência de Deus (mesmo ele não acreditando na possibilidade de uma presença de força superior). Morreu na cidade de Nova York em 1992, em decorrência do HIV, contraído após uma transfusão de sangue.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

NOSSOS PARCEIROS POSITRÔNICOS...


Especial Círculo das Ideias: Eu, Robô de Isaac Asimov #7 "Evasão!"

Tirado do site MiGFLUG
– De certa forma. Mas esses incidentes que descrevi não se aplicam muito ao o mundo moderno. Quero dizer, houve apenas um robô que lia mentes, e as Estações Espaciais estão ultrapassadas e em desuso, e a mineração realizada por robôs é vista com maior naturalidade. E quanto às viagens interestelares? Faz só uns vinte anos que o motor hiperatômico foi inventado e todos sabem muito bem que foi uma invenção robótica. Qual é a verdade sobre elas? - Isaac Asimov
Depois das aventuras fora da Terra, a Dra. Susan Calvin volta e se une a equipe da U.S. Robots para resolver outro mistério. No meio de uma grande corrida espacial entre a U.S. Robots e a Consolide Robots, a Consolide pede a U.S. Robots que resolvam um problema que fritou sua própria super-maquina Pensador, dando cem mil para a concorrente se não solucionar a equação e duzentos mil se houvesse solução, mais os custos de construção da máquina em questão e mais um quarto de todos os lucros provenientes disso.

O problema é como construir uma unidade de hiperespaço para os seres humanos, criando a possibilidade da humanidade não só colonizar os planetas próximos, mas sim criar um império galático. Susan acha que a razão pela qual a Consolidated teve problemas é porque construir a unidade do hiperespaço envolve danos aos seres humanos, levando a primeira lei (um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal) e a segunda lei (um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos) ao conflito.

O que seria uma vantagem em relação a concorrente, a super-máquina da U.S. Robots chamada de Cérebro, é capaz de lidar com o dilema porque ter uma espécie de personalidade (circuitos emocionais) tornando mais resiliente. O mais estranho é que ele não reconhece a existência de algum problema, prometendo construir a nave.

No desenrolar do conto, temos a volta de Donovan e Mike, responsáveis por inspecionando a nave dois meses mais tarde. Lá dentro eles notam coisas estranhas - a falta de cabines, rádio - e, enquanto estão lá, sem ordem de ninguém, ela decola...

Escrito em 1945 publicado na Astounding, teve seu título mudado de Escape para Paradoxial Escape por John Campbell porque dois anos antes ele tinha publicado uma história cujo o título era o mesmo. A lógica do motor hiperatômico e as dobras espaciais pode ser vista nos filmes das sagas Star Wars e Star Trek.

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SOBRE O AUTOR
Nascido em Petrovich, na Rússia, em 1920, Isaac Asimov editou e escreveu mais de quinhentos livros entre eles O fim da eternidade, Os próprios deuses e Fundação – universo criado em uma triologia que foi expandida para mais quatro livros e que rendeu uma premiação com um Hugo, a mais cobiçada homenagem prestada pela Convenção Mundial de Ficção Científica, como a melhor série já escrita. Seu conto O cair da noite, escrito em 1941, foi considerado pela Associação dos Escritores de Ficção Científica da América como a melhor história de todos os tempos. Escritor diversificado, escreveu para todos os ramos imaginados: mistérios, artigos científicos, romances, enciclopédias, livros didáticos e acadêmicos. Outra coisa que foi constante na vida de do autor – assim como na de muitos cientistas – é o questionamento da existência de Deus (mesmo ele não acreditando na possibilidade de uma presença de força superior). Morreu na cidade de Nova York em 1992, em decorrência do HIV, contraído após uma transfusão de sangue.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Especial Círculo das Ideias: Eu, Robô de Isaac Asimov #6 "Um Robozinho Sumido"

Cena do filme Eu, Robô protagonizado por Will Smith
– Não foi uma simples invenção robótica, sabe; não foi só isso. Mas, é claro, até nós desenvolvermos o Cérebro, não conseguimos chegar muito longe. Mas tentamos; tentamos, mesmo. Minha primeira ligação (isto é, minha primeira ligação direta) com a pesquisa interestelar foi em 2029, quando se perdeu um robô... - Isaac Asimov

Escrito na década de 40 e publicada originalmente na Astounding em 1947, Um robozinho sumido narra a primeira aventura de Susan em viagens através das estelares e do espaço.

Susan e seu colega Peter Bogert, respectivamente Psicóloga-Chefe e Diretor-Matemático da U.S. Robots and Mechanical Men são enviados para o espaço para identificarem um robô que teve a primeira lei alterada e se misturou em um lote de 62 robôs semelhantes.

– Quando não encontramos o nosso robô desaparecido (e eu lhes asseguro que teríamos encontrado uma folha de grama desaparecida se ela estivesse lá para ser encontrada), pensamos em contar os robôs que restavam na nave de carga. E eles têm 63, no momento.

– Então presumo que o 63° seja o pródigo robô desaparecido. – Os olhos da dra. Calvin se anuviaram.

– Sim. mas não temos como distinguir qual é o 63°.

Seguiu-se um silêncio mortal enquanto o relógio eletrônico tocava onze vezes.

– Muito peculiar - disse a psicóloga roboticista, com dêsanimo estampado no rosto.

– Peter - ela se voltou para o colega com certo furor -, o que há de errado aqui? Que tipo de robôs eles estão usando na Hiperbase?

O dr. Bogert hesitou e deu um sorriso amarelo.

– Até agora, essa tem sido uma questão delicada, Susan.

– Sim, até agora. Se há 63 robôs do mesmo tipo, precisa-se de um deles e não é possível determinar sua identidade, por que não pegar qualquer um? Para que tudo isso? Por que fomos mandados para cá?

– Se me permite, Susan... Acontece que a Hiperbase está usando robôs em cujos cérebros não foi incorporada a Primeira Lei da Robótica por inteiro - disse Bogert, resignado.

– Não foi incorporada? – repetiu Susan Calvin, deixando-se escorregar na poltrona. – Compreendo... Quantos foram fabricados?

– Alguns. Foram feitos por ordem do governo, e era impossível violar o segredo. Ninguém deveria saber a não ser os superiores diretamente envolvidos. Você não tinha sido incluída, Susan. Não tive nada a ver com isso.

O general interrompeu com certa autoridade.

– Gostaria de explicar um pouco as coisas. Eu não sabia que a dra. Calvin desconhecia a situação. Não preciso lhe dizer, dra. Calvin, que sempre houve uma forte oposição aos robôs no planeta. O único argumento que o governo teve contra os radicais Fundamentalistas nesse caso foi o fato de que os robôs são sempre construídos com uma inviolável Primeira Lei... quem os impossibilita de ferir seres humanos em qualquer circunstância. Mas nós precisávamos ter robôs de natureza diferente. Então apenas alguns dos modelos NS-2, isto é, os Nestores, foram preparados com a Primeira Lei modificada. Para manter isso em segredo, todos os robôs NS-2 são fabricados sem número de série; as unidades modificadas são entregues aqui juntamente com um grupo de robôs normais; e, é claro, todo o nosso pessoal foi intruido de modo bem escrito a nunca contar sobre as modificações do robôs a pessoas não autorizadas. - Ele deu um sorriso constrangido. - Tudo isso se voltou contra nós agora.

– E por acaso o senhor perguntou a cada um quem ele é? Com certeza, o senhor tem autorização - disse Calvin com seriedade.

O general meneou afirmativamente a cabeça, respondendo:

– Todos os 63 negam ter trabalhado aqui... e um deles está mentindo.

Propondo um problema inimaginável para o seu tempo e apresenta uma solução: descobrir através de testes qual robô está mentindo e se escondendo entre os demais. No filme - que leva o mesmo nome do livro - vemos uma colcha de retalhos de vários contos e conceitos asimovianos, entre elas, a parte que remete à cena do filme onde o detetive Del Spooner (Will Smith) tenta encontrar um robô assassino em meio a uma centena de outros robôs.

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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Especial Círculo das Ideias: Eu, Robô de Isaac Asimov #5 "Mentiroso!"



Mas Herbie era um robô que lia pensamentos. - Isaac Asimov

Depois da compra do conto Razão por John Campbell em 22 de novembro de 1940 e a publicação dela em abril de 1941 na Astounding, Asimov se anima e escreve Mentiroso. Publicada em maio do mesmo ano, a história narra as desventuras de Susan Calvin - que aparece pela primeira vez como personagem do autor - e sua equipe.

Esse cérebro positrônico que sintoniza ondas cerebrais humanas causa um desconforto. As pessoas extremistas não viam com bons olhos robôs e, se descobrissem a existência de Herbie, um 34° modelo RB fabricado que "deu defeito".

Susan e sua equipe se vêem com um problema nas mãos quando o robô começa a mentir para não ferir os humanos - primeira lei - e a Dra. Calvin se vê realmente afetada por suas mentiras e verdades secretas.


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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Especial Círculo das Ideias: Eu, Robô de Isaac Asimov #4 "É preciso pegar o coelho"


AS FÉRIAS DURARAM MAIS DO QUE duas semanas. Isso Mike Donovan tinha de admitir. Haviam sido seis meses com remuneração. Ele admitia isso também. Mas isso, como ele explicou, furioso, fora fortuito. A U.S. Robôs precisava corrigir as falhas do robô múltiplo, e havia muitas, e sempre sobrava uma meia dúzia para os testes de campo. Então eles esperaram e relaxaram até que os caras do planejamento e os rapazes dos cálculos tivessem dito "tudo certo"! E agora ele e Powell estavam lá no asteroide e não estava tudo certo. Ele repetiu isso umas doze vezes, com o rosto vermelho como tomate. - Isaac Asimov

Publicado em fevereiro de 1944 na Astounding, o conto trás de volta Powell e Donovan, indo para o espaço para acompanhar o funcionamento do DV-5, um robô minerador capaz de dar ordens a outros robôs diretamente por meio dos campos positrônicos (atualizando a linguagem técnica, seria algo entre wireless e bluetooth) e que são totalmente dependentes do comando dele.

Como a suas vidas nunca são fáceis (coisa que Donovan faz questão de frisar) o DV-5 começa a dar defeito. Eles não trabalham de forma correta - aliás, eles nem trabalham: a escavação só apresenta resultados quando é supervisionada por humanos. Quando deixados sozinhos, os robôs param seus trabalhos e entram numa espécie de transe coreografada (descrição que lembra a epidemia de dança de 1518).

O interessante desse conto é a solução do mistério comparado com hoje (advertindo: isso não é spoiler): o que poderia ser simplesmente um erro de código não é um erro de código, e sim de situações - o comportamento do robô em situações especificas não é o mesmo em situações gerais e comandos gerais.

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Nascido em Petrovich, na Rússia, em 1920, Isaac Asimov editou e escreveu mais de quinhentos livros entre eles O fim da eternidade, Os próprios deuses e Fundação – universo criado em uma triologia que foi expandida para mais quatro livros e que rendeu uma premiação com um Hugo, a mais cobiçada homenagem prestada pela Convenção Mundial de Ficção Científica, como a melhor série já escrita. Seu conto O cair da noite, escrito em 1941, foi considerado pela Associação dos Escritores de Ficção Científica da América como a melhor história de todos os tempos. Escritor diversificado, escreveu para todos os ramos imaginados: mistérios, artigos científicos, romances, enciclopédias, livros didáticos e acadêmicos. Outra coisa que foi constante na vida de do autor – assim como na de muitos cientistas – é o questionamento da existência de Deus (mesmo ele não acreditando na possibilidade de uma presença de força superior). Morreu na cidade de Nova York em 1992, em decorrência do HIV, contraído após uma transfusão de sangue.


terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Especial Círculo das Ideias: Eu, Robô de Isaac Asimov #3 "Razão"

Respectivamente: na frente, a edição da Editora Aleph e atrás a edição da Editora Expressão Cultural
UM ANO E MEIO DEPOIS, os rapazes tinham mudado de ideia. A chama de um sol tinha dado lugar à escuridão difusa do espaço, mas as variações externas pouco significavam no ofício de verificar o funcionamento de robôs experimentais. Fosse qual fosse a sua forção, a pessoa ficava cara a cara com um cérebro positrônico inescrutável, o qual os gênios antiquados diziam que devia funcionar assim ou assado. - Isaac Asimov
Donovan e Powell voltam depois de suas aventuras em Mercúrio, supervisionando agora uma estação espacial para captação de energia solar e o trabalho em si é coordenar o robô Cutie, um novo modelo de robô, o QT-1, que deve assumir o trabalho de supervisão da estação. Os problemas começam quando Cutie começa a pensar e fazer reflexões filosóficas.

Publicado originalmente em 1941 pela Astounding Science Fiction, o conto transforma - sob a visão religiosa do autor - os lideres religiosos em Cutie e os homens da ciência em Donovan e Powell em uma discussão sobre a religião (e o líder religioso) e os pesquisadores e ciêntistas.

A crença de Cutie que começa abordando o pensamento de Descartes (Penso, logo existo) e termina na severa obediência ao Conversor de Energia que, para ele, era seu Mestre e o tinha criado para substituir a sua obra imperfeita, os seres humanos. A ideia da estação era de captar a luz solar e mandar por via satélite para abastecer as casas na Terra, mas Cutie a refuta dizendo não acreditar que os dois homens - seres inferiores por diversas razões - foram os responsáveis por montá-lo, e pior, não acredita que a Terra seja habitada e há mundos desconhecidos no Universo.

A tradução do inicio do conto pela editora pela Editora Aleph trás uma pequena canelada: o conto original (e da primeira tradução da Editora Expressão Cultural) começa com MEIO ANO MAIS TARDE enquanto o dela - que foi a epígrafe do texto - da uma noção de tempo diferente UM ANO E MEIO DEPOIS. Na versão original da frase (HALF A YEAR LATER) da para ver que o sentido foi mudado e o mais próximo da tradução literal seria o da primeira edição.

SOBRE O AUTOR
Imagem da Equipe Asimov.
Ganhadora de prêmios internacionais, é uma equipe de robótica ligada ao IFES
(Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo).
Nascido em Petrovich, na Rússia, em 1920, Isaac Asimov editou e escreveu mais de quinhentos livros entre eles O fim da eternidade, Os próprios deuses e Fundação – universo criado em uma triologia que foi expandida para mais quatro livros e que rendeu uma premiação com um Hugo, a mais cobiçada homenagem prestada pela Convenção Mundial de Ficção Científica, como a melhor série já escrita. Seu conto O cair da noite, escrito em 1941, foi considerado pela Associação dos Escritores de Ficção Científica da América como a melhor história de todos os tempos. Escritor diversificado, escreveu para todos os ramos imaginados: mistérios, artigos científicos, romances, enciclopédias, livros didáticos e acadêmicos. Outra coisa que foi constante na vida de do autor – assim como na de muitos cientistas – é o questionamento da existência de Deus (mesmo ele não acreditando na possibilidade de uma presença de força superior). Morreu na cidade de Nova York em 1992, em decorrência do HIV, contraído após uma transfusão de sangue.


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Especial Círculo das Ideias: Eu, Robô de Isaac Asimov #2 "Andando em círculos"

Créditos na imagem
– Bem, acho que foi em 2015 que enviaram a Segunda Expedição a Mercúrio. Era exploratória, financiada em parte pela U.S. Robôs e em parte pela Solar Minerais. Era composta por um novo tipo de robô, ainda experimental; Gregory Powell; Michael Donovan... - Isaac Asimov

Primeiro conto onde foi usado de forma explicita e formal as Três Leis da Robótica, Andando em Círculos (traduzido originalmente na primeira edição como Brincando de Pegar) trás como personagens os amigos Gregory Powell e Mike Donovan que foram designados a fim de informa sobre a conveniência ou não de reabrir uma unidade de mineração em Mercúrio.

Eles estão reativando uma Estação Mineradora e testando a eficiência do robozinho Speedy um novo modelo mais eficiente que tem a capacidade de falar e começa a dar problemas e não responde ao chamado de seus técnicos após ter ido buscar selênio - material necessário para fazer o banco de fotocélulas funcionar dando a capacidade de refrigeração no recinto escaldante do planeta Mercúrio e possibilitando vida humana lá.

O conto foi publicado em 1942 pela Astounding e trabalha muitos conceitos das leis, falando sobre as elas e os conflito entre as mesmas, que são resolvidos pelos diferentes potenciais positrônicos no cérebro. Mostrando que as tês leis que parecem tão simples geram problemas complexos marca também o aparecimento da palavra robótica, nunca antes usada no mundo.

SOBRE O AUTOR
Nascido em Petrovich, na Rússia, em 1920, Isaac Asimov editou e escreveu mais de quinhentos livros entre eles O fim da eternidade, Os próprios deuses e Fundação – universo criado em uma triologia que foi expandida para mais quatro livros e que rendeu uma premiação com um Hugo, a mais cobiçada homenagem prestada pela Convenção Mundial de Ficção Científica, como a melhor série já escrita. Seu conto O cair da noite, escrito em 1941, foi considerado pela Associação dos Escritores de Ficção Científica da América como a melhor história de todos os tempos. Escritor diversificado, escreveu para todos os ramos imaginados: mistérios, artigos científicos, romances, enciclopédias, livros didáticos e acadêmicos. Outra coisa que foi constante na vida de do autor – assim como na de muitos cientistas – é o questionamento da existência de Deus (mesmo ele não acreditando na possibilidade de uma presença de força superior). Morreu na cidade de Nova York em 1992, em decorrência do HIV, contraído após uma transfusão de sangue.


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Especial Círculo das Ideias: Eu, Robô de Isaac Asimov #1 "Robbie"


– Veja o caso de Robbie, por exemplo – disse ela. – Não cheguei a conhecê-lo. Foi desmontado um ano antes de meu ingresso na companhia. Já estava irremediavelmente obsoleto. Mas vi a menina no museu... - Isaac Asimov

Escrita em 1939 e publicada em 1940 com o titulo alterado para Strange Playfellow na Super-Science Stories, Robbie conta a história de um robô-babá amada pela criança de quem cuidava e temida pela mãe. Essa foi uma das primeiras histórias escritas do autor - que na época tinha dezenove anos de idade.

Na época o autor tinha lido e se tornado fã de dois autores de ficção científica: Lester del Rey e Eando Binder, escritores respectivamente das revistas Astounding Science Fiction e Amazing Stories. Lester del Rey escreveu o conto Helen O'Loy que retratava um robô compassivo enquanto Eando Binder retratou um robô simpático a humanidade.

Desenvolvida em duas semanas de trabalho, Asimov apresenta a ideia de que os robôs poderiam ser auxiliares e companheiros da humanidade, exibindo o relacionamento entre um dos primeiros modelos criados pela U.S. Robots e a pequena Gloria que constrói sua relação afetiva com o robô. A mãe começa a se sentir incomodada com o que fala os vizinhos e o relacionamento de Gloria com outros humanos além de não aceitar a ideia de ver sua filha ter a primeira educação com uma máquina enquanto o pai - mais pratico - foca na comodidade e eficiência.

O desejo do autor era publicar a história na Astounding porém ele desiste após conversar com Fred Pohl (que também tinha 19 anos na época) que o alerta que o conteúdo é parecidíssimo com o conto de del Rey e que o todo poderoso editor da revista, John Campbell, iria recusar no momento - dito e feito: ele recusou por esse motivo.

A Dra. Susan Calvin foi inserida na história um pouco antes do lançamento do livro para dar sentido a narrativa e a coletânea. Esse conto foi colocado mais por afeto do autor do que por sua qualidade, pois foi o primeiro que ele retratou sobre robôs.

SOBRE O AUTOR
Nascido em Petrovich, na Rússia, em 1920, Isaac Asimov editou e escreveu mais de quinhentos livros entre eles O fim da eternidade, Os próprios deuses e Fundação – universo criado em uma triologia que foi expandida para mais quatro livros e que rendeu uma premiação com um Hugo, a mais cobiçada homenagem prestada pela Convenção Mundial de Ficção Científica, como a melhor série já escrita. Seu conto O cair da noite, escrito em 1941, foi considerado pela Associação dos Escritores de Ficção Científica da América como a melhor história de todos os tempos. Escritor diversificado, escreveu para todos os ramos imaginados: mistérios, artigos científicos, romances, enciclopédias, livros didáticos e acadêmicos. Outra coisa que foi constante na vida de do autor – assim como na de muitos cientistas – é o questionamento da existência de Deus (mesmo ele não acreditando na possibilidade de uma presença de força superior). Morreu na cidade de Nova York em 1992, em decorrência do HIV, contraído após uma transfusão de sangue.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Especial Círculo das Ideias: Eu, Robô - As três leis

Retirado da 1° edição do livro Eu, Robô em português (março de 1969).



SOBRE O AUTOR
Nascido em Petrovich, na Rússia, em 1920, Isaac Asimov editou e escreveu mais de quinhentos livros entre eles O fim da eternidade, Os próprios deuses e Fundação – universo criado em uma triologia que foi expandida para mais quatro livros e que rendeu uma premiação com um Hugo, a mais cobiçada homenagem prestada pela Convenção Mundial de Ficção Científica, como a melhor série já escrita. Seu conto O cair da noite, escrito em 1941, foi considerado pela Associação dos Escritores de Ficção Científica da América como a melhor história de todos os tempos. Escritor diversificado, escreveu para todos os ramos imaginados: mistérios, artigos científicos, romances, enciclopédias, livros didáticos e acadêmicos. Outra coisa que foi constante na vida de do autor – assim como na de muitos cientistas – é o questionamento da existência de Deus (mesmo ele não acreditando na possibilidade de uma presença de força superior). Morreu na cidade de Nova York em 1992, em decorrência do HIV, contraído após uma transfusão de sangue.


sábado, 17 de dezembro de 2016

GUIA: ESPECIAL CIRCULO DAS IDEIAS ISAAC ASIMOV (Editora Aleph)



O Golem dedica a todos os fãs de ficção cientifica e da Editora Aleph a próxima série de resenhas. Um marco na história da ficção científica, Eu, Robô introduziu as célebres Leis da Robótica e um olhar completamente novo sobre as máquinas. Um Especial Círculo das Ideias sobre o bom doutor Isaac Asimov - nove contos que relatam a evolução dos autômatos através do tempo e espaço. Os robôs de Asimov conquistaram a cabeça e a alma de geração de escritores, cineastas e cientistas, sendo até hoje fonte de inspiração de tudo o que lemos e assistimos sobre criaturas mecânicas.


Título: "Eu, Robô"
Autor: Isaac Asimov
Editor: Daniel Lameira
Editora: Aleph
Ano de Publicação: 1950
Ano da Edição: 2014
Tradução: Aline Storto Pereira
Arte e Capa: Manipula e Pedro Inoue
Número de Páginas: 320


SUMÁRIO

Introdução
As três leis
1 - Robbie
2 - Andando em Círculos
3 - Razão
4 - É Preciso Pegar o Coelho
5 - Mentiroso!
6 - Um Robozinho Sumido
7 - Evasão!
8 - Evidência
9 - O Conflito Evitável