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terça-feira, 17 de julho de 2018

Uma nova editora no mercado do fantástico: bem vinda, Acervo Books


Não é de hoje que o mercado editorial está carente de vários elementos e narrativas. Com muito trabalho e empenho, isso vem se quebrando aos poucos. A criação de editoras de nicho, plataformas de publicação online, a volta das revistas segmentadas e o desenvolvimento de novos meios de comunicação deixaram esse mercado mais dinâmico.

Chegou a hora de conhecer a grande novidade do ano! Fãs da Literatura Fantástica, vocês pediram, e eles atenderam. Que tal a gente trabalhar para redefinir os conceitos do mercado? Conheça o novo projeto: o Acervo Books, selo do site Acervo do Leitor.

Esse anuncio só me deixou feliz! Crescemos juntos - eu por um caminho e eles por outro. Resolvi focar mais na minha carreira acadêmica do que na minha carreira literária ou nesse meio editorial. Sempre que não pude ir em um evento, fiz questão de divulgar. Se o trabalho feito por eles for tão bom quanto em seu site Acervo do Leitor, temos bastante sorte.

Eles estão com um livro preparado para Agosto, mas ainda não divulgaram o nome - do autor ou do livro. Parabéns a inciativa Artur Moraes, Diego Ribeiro, Lucas Ramos e Guilherme Caciano. E só desejo sorte nessa nova etapa! - vocês já tem uma tag especial para meu site. 

Lembrando que temos Clube LeYa de Ficção Fantástica em São Paulo organizado por eles na próxima semana no sábado, dia 28 de julho às 15:00, na Saraiva do Shopping Center Norte.

Para saber mais, veja o vídeo abaixo:



domingo, 24 de junho de 2018

Na selva, agora sem guerrilha, Colômbia reencontra tesouro antropológico de 12 mil anos... - via BOL Notícias - Uol

Resultado de imagem para Na selva, agora sem guerrilha, Colômbia reencontra tesouro antropológico de 12 mil anos...

Milhares de pinturas rupestres estiveram ocultas por anos na Colômbia. A densa selva amazônica do departamento de Guaviare protege um tesouro antropológico nos platôs do Parque Natural Chiribiquete e na cordilheira La Lindosa.

Estas montanhas são decoradas com desenhos feitos há pelo menos 12 mil anos por povos amazônicos, e pesquisadores puderam enfim analisar os registros graças ao acordo de paz feito em 2016 com os ex-guerrilheiros das Farc.

"Somos parte da população que o processo de paz beneficiou. Esta região, que era o epicentro da guerra na Colômbia, passou por uma transformação importante, pois não há mais tantas pessoas armadas por aqui", diz Ernesto Montenegro, diretor do Instituto Colombiano de Antropologia e História.

A guerra no interior da Colômbia impediu por anos que os murais fossem estudados. Antes de sua dissolução, as Farc exerciam autoridade na região do Guaviare, que também é área de cultivo e fabricação de cocaína.

A guerrilha é hoje um partido político e alguns dissidentes, que ainda operam na região, parecem não ligar para o estudo do patrimônio cultural desconhecido.

"Ainda há muito por descobrir. Há muitas regiões nas quais nem se sabe se há algo para descobrir ou não", diz Céline Valadeau, antropóloga do Instituto Francês de Estudos Andinos. 

É impossível saber com precisão a data das pinturas, pois não foram feitas com componentes orgânicos. A tinta usada é uma mistura mineral rica em manganês que fica laranja quando oxida.

O parque, que possui os 70 mil pictogramas, é candidato a se tornar Patrimônio Mundial da Unesco.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Lançamentos e Eventos (16/03 a 19/03)


Abaixo eventos que podem interessar aos nossos leitores (de esquerda, de direita, ou aqueles que apenas querem tomar uma cerveja e falar sobre literatura).

Lançamento de "A verdade vencerá", de Lula, em SP


Nessa sexta-feira, dia 16 de março, o ex-presidente Lula participa de ato de lançamento de seu livro A verdade vencerá: o povo sabe por que me condenam pela Boitempo em São Paulo. O lançamento se situa em um momento crucial da vida de um dos maiores políticos da história brasileira, na virada de fevereiro para março de 2018, enquanto o país aguarda a decisão do Poder Judiciário sobre sua prisão em decorrência da decisão do juiz Sérgio Moro.

Aberto e gratuito ao público em geral, o evento contará também com a presença (a confirmar) de Luis Fernando Verissimo, Juca Kfouri, Maria Inês Nassif, Eric Nepomuceno, Luiz Felipe de Alencastro, Gilberto Maringoni, Luis Felipe Miguel, Camilo Vannuchi, Mauro Lopes, Ivana Jinkings e Rafael Valim, todos colaboradores do livro. O livro se encontra em pré-venda até amanhã.

Sindicato dos Químicos de São Paulo, 18h
Rua Tamandaré, 348, Liberdade
São Paulo, SP
Entrada gratuita e aberta ao público em geral.
Para ver mais sobre, clique aqui.


V Feira Intergaláctica Aleph


Na primeira Feira Intergaláctica de 2018 da Editora Aleph, a editora trás seus livros com desconto​ ​de ​30% a 70% – incluindo os lançamentos Encarcerados, do John Scalzi, e Sonhos Elétricos, do Philip K. Dick. A bebida fica a par da Cervejaria Júpiter e a comida com o foodtruck Maria Gasolina. Os bate-papos começam as 13h, com Ronaldo Bressane, jornalista e escritor, Adriano Fromer Piazzi, sócio-diretor da Aleph, Cláudia Fusco, jornalista e mestre em Science Fiction Studies pela Universidade de Liverpool, Inglaterra. Mediação de Mellory Ferraz Carrero, booktuber do canal Literature-se falando sobre Philip K. Dick. Às 15h, Raphael Fernandes, roteirista e editor da Editora Draco, Marina Dami Finco, repórter de cultura da revista Época e do jornal O Globo​, Simone Vollbrecht, mestranda em Literatura e Crítica Literária pela PUC-SP​. ​Com mediação de Leandro Saioneti, ​colaborador das revistas Monet, Galileu e Mundo Estranho vão falar da ficção cyberpunk e porque ela ganhou nos últimos anos mais forças nas mídias cinematográficas e livros. Encerrando as​ ​17h, com mediação de Bárbara Prince, editora da Aleph, o tema será a representatividade na representatividade no universo da ficção científica - um gênero​ onde existe bastante espaço e tudo cabe, mas possui bastante fama de ser conservador - com Eric Novello, escritor e tradutor, Juliana Gomes, coordenadora​​ do projeto Leia Mulheres e supervisora comercial na Editora Morro Branco e Bruna Miranda, produtora de conteúdo e responsável pelos canais no YT "Bruna Miranda" e "Canal Rec". Com mediação de Bárbara Prince, editora da Aleph.

Essa será a última Feira Intergaláctica na nave-mãe de Pinheiros. Em abril, a editora estará ligando seus motores hiper-atômicos e desembarcando em outro endereço.

Sábado, dia 17/03
Nave-Mãe, das 11h às 18h
Rua Henrique Monteiro, 121 - Pinheiros (próximo ao metrô Faria Lima, Linha Amarela)
São Paulo, SP
Entrada gratuita e aberta ao público em geral.
Para ver mais sobre, clique aqui.



Lançamento do livro 'Hugo Chávez - O espectro'




Segunda-feira, dia 19, o jornalista Leonardo Coutinho estará na Livraria Cultura do Conjunto Nacional para lançar o seu livro 'Hugo Chávez - O espectro'. O evento contará com um bate-papo seguido de sessão de autógrafos com o autor. Nele, Leonardo investiga qual seria o legado de Hugo Chávez, morto em 2013. Para o jornalista Leonardo Coutinho, a influência do ex-presidente vai muito além da atual situação da Venezuela.

No livro "Hugo Chávez, o espectro", o repórter descreve, a partir de documentos secretos e entrevistas feitas em dez países, a participação do chavismo em crises globais que se estendem até hoje. A investigação destaca como Chávez incentivou o narcotráfico e até o financiamento de organizações terroristas, como o Estado Islâmico. O livro será lançado pela editora Vestígio.

Data: 19/03/2018
Horário: 19h
Endereço: Avenida Paulista, 2073 (Conjunto Nacional)
São Paulo - SP
Entrada gratuita e aberta ao público em geral.
Para ver mais sobre, clique aqui.

sábado, 3 de março de 2018

O futuro da guerra - Via The Economist, 25 de Janeiro de 2018


A guerra ainda é um concurso de vontades, mas a tecnologia e a competição geopolítica estão mudando seu caráter, argumenta Matthew Symonds

NO PASSADO, as previsões sobre a futura guerra muitas vezes colocam muita ênfase nas novas tecnologias e doutrinas. No século 19, a rápida vitória do exército prussiano sobre a França em 1870 convenceu os funcionários gerais europeus de que a rápida mobilização por ferrovia, a artilharia de tiro rápido e o foco no ataque tornariam as guerras breves e decisivas. Essas idéias foram postas à prova no início da primeira guerra mundial. Os quatro anos de guerra de trincheiras na frente ocidental provaram que eles estavam errados.

Na década de 1930, acreditava-se amplamente que o bombardeamento aéreo das cidades seria devastador o suficiente para provocar capitulação quase imediata. Essa previsão se tornou realidade apenas com a invenção das armas nucleares uma década depois. Quando a América demonstrou na primeira guerra do Golfo em 1990-91, que uma combinação de suas munições guiadas por precisão, novos métodos de inteligência, vigilância e reconhecimento, comunicações espaciais e tecnologia stealth poderiam alcançar, muitas pessoas assumiram que, no futuro, o Ocidente sempre poder contar com vitórias rápidas e sem dor. Mas depois dos ataques terroristas contra a América em 11 de setembro de 2001, as guerras fizeram um curso diferente.

Este relatório especial, portanto, oferecerá suas previsões com humildade. Também os limitará aos próximos 20 anos, porque, além disso, as incertezas se tornam esmagadoras. E não especulará sobre o claro e presente perigo de guerra que se desenrola sobre as armas nucleares da Coréia do Norte, que com sorte podem ser contidas. Em vez disso, descreverá as tendências a longo prazo da guerra que podem ser identificadas com alguma confiança.

Nos últimos meio século, as guerras entre estados tornaram-se extremamente raras, e as que estão entre grandes poderes e seus aliados quase inexistentes, principalmente por causa do poder mutuamente destrutivo das armas nucleares, restrições legais internacionais e a diminuição do apetite pela violência relativamente próspera sociedades. Por outro lado, as guerras intra-estaduais ou civis têm sido relativamente numerosas, especialmente em estados frágeis ou falhantes, e geralmente se mostraram duradouras. As mudanças climáticas, o crescimento populacional e o extremismo sectário ou étnico provavelmente garantirão que essas guerras continuem.


Cada vez mais, eles serão combatidos em ambientes urbanos, mesmo que em 2040, dois terços da população mundial viva em cidades. O número de megacidades com populações de mais de 10m dobrou para 29 nos últimos 20 anos, e cada ano cerca de 80 milhões de pessoas estão se movendo de áreas rurais para áreas urbanas. A intensa guerra urbana, como demonstrado pelas recentes batalhas para Aleppo e Mosul, continua a ser moleira e indiscriminada, e continuará a apresentar problemas difíceis para forças de intervenção ocidentais bem intencionadas. A tecnologia mudará a guerra nas cidades tanto quanto outros tipos de guerra, mas ainda terá de ser lida de perto, bloqueando por quarteirão.

Mesmo que a guerra interestadual em grande escala entre grandes poderes permaneça improvável, ainda há margem para formas menos severas de competição militar. Em particular, tanto a Rússia quanto a China agora parecem não querer aceitar o domínio internacional da América que tem sido um fato da vida nos 20 anos desde o fim da guerra fria. Ambos têm interesse em desafiar o pedido internacional patrocinado pelos Estados Unidos, e ambos mostraram recentemente que estão preparados para aplicar a força militar para defender o que eles vêem como seus interesses legítimos: a Rússia anexando Crimeia e a Ucrânia desestabilizadora e a China construindo armas artificiais militarizadas ilhas e força exercida em disputas com vizinhos regionais nos mares do sul e do leste da China.

Na última década, tanto a China quanto a Rússia gastaram pesadamente em uma ampla gama de capacidades militares para combater a capacidade dos EUA de projetar o poder em nome de aliados ameaçados ou intimidados. No jargão militar, esses recursos são conhecidos como anti-acesso / negação de área ou A2 / AD. Seu objetivo não é ir à guerra com a América, mas fazer uma intervenção americana mais arriscada e mais dispendiosa. Isso permitiu cada vez mais à Rússia e à China explorar uma "zona cinza" entre a guerra e a paz. As operações da zona cinza visam colher os ganhos políticos ou territoriais normalmente associados à agressão militar aberta, sem se inclinar para o limite em uma guerra aberta com um poderoso adversário. Eles são tudo sobre calibração, alavancagem e ambiguidade. A zona cinzenta se presta particularmente à guerra híbrida, um termo que cunhou há cerca de dez anos. As definições variam, mas, em essência, é uma confusão de meios militares, econômicos, diplomáticos, de inteligência e criminais para alcançar um objetivo político.

A principal razão pela qual os grandes poderes tentará alcançar seus objetivos políticos sem a guerra definitiva ainda é a ameaça nuclear, mas não se segue que o "equilíbrio do terror" que caracterizou a guerra fria permanecerá tão estável como no passado. A Rússia e EUA estão modernizando suas forças nucleares a grandes custas e a China está ampliando seu arsenal nuclear, então as armas nucleares podem estar em torno de pelo menos até o final do século. Tanto Vladimir Putin quanto Donald Trump, de maneiras muito diferentes, desfrutam de um pouco de sargento nuclear. Os acordos existentes de controle de armas nucleares estão desgastando. Os protocolos e entendimentos que ajudaram a evitar Armageddon durante a guerra fria não foram renovados.

A Rússia e a China agora temem que os avanços tecnológicos possam permitir que o EUA ameace seus arsenais nucleares sem recorrer a um primeiro ataque nuclear. O EUA tem trabalhado em um conceito conhecido como Strike Global Prompt Global (CPGS) há mais de uma década, embora as armas ainda não tenham sido implantadas. A idéia é entregar uma ogiva convencional com um alto grau de precisão, a velocidades hipersônicas (pelo menos cinco vezes mais rápido que a velocidade do som), até mesmo o espaço aéreo mais densamente defendido. Possíveis missões incluem a luta contra armas anti-satélites; visando os nós de comando e controle das redes A2/AD inimigas; atacando as instalações nucleares de um proliferador desonesto, como a Coréia do Norte; e matando terroristas importantes. Rússia e China afirmam que a CPGS poderia ser altamente desestabilizadora se usada em conjunto com avançadas defensas de mísseis. Enquanto isso, eles estão desenvolvendo armas semelhantes.

Outras ameaças potenciais para a estabilidade nuclear são ataques a sistemas de comando e controle nucleares com as armas cibernéticas e anti-satélites em que todos os lados estão investindo, o que poderia ser usado para desativar temporariamente as forças nucleares. Crucialmente, a identidade do atacante pode ser ambígua, deixando aqueles sob ataque incerto de como responder.

Rise of the killer robots

Pelo menos o mundo sabe o que é viver à sombra das armas nucleares. Há pontos de interrogação muito maiores sobre como os rápidos avanços na inteligência artificial (AI) e no aprendizado profundo afetarão a forma como as guerras são travadas, e talvez até a maneira como as pessoas pensam em guerra. A grande preocupação é que essas tecnologias podem criar sistemas de armas autônomas que podem fazer escolhas sobre como matar seres humanos independentemente daqueles que os criaram ou implantaram. Uma "Campanha internacional para parar os robôs assassinos" busca proibir armas autônomas letais antes mesmo de se tornarem existentes. Uma carta nesse sentido, alerta contra uma nova corrida armamentista em armas autônomas, foi assinada em 2015 por mais de 1.000 especialistas em AI, incluindo Stephen Hawking, Elon Musk e Demis Hassabis.

Tal proibição parece improvável ser introduzida, mas há espaço para o debate sobre como os seres humanos devem interagir com máquinas capazes de variar graus de autonomia, seja no circuito (com um ser humano constantemente monitorando a operação e permanecendo a cargo das decisões críticas) no loop (com máquinas de supervisão humanas que podem intervir em qualquer etapa da missão) ou fora do loop (com a máquina que realiza a missão sem qualquer intervenção humana uma vez lançada). Os estabelecimentos militares ocidentais insistem em que, para cumprir as leis dos conflitos armados, um ser humano deve estar sempre no mínimo. Mas alguns países podem não ser tão escrupulosos se os sistemas totalmente autônomos forem vistos como conferindo vantagens militares.

Essas tecnologias estão sendo desenvolvidas em todo o mundo, a maioria delas no setor civil, de modo que elas devem proliferar. Em 2014, o Pentágono anunciou sua "Terceira Estratégia de Deslocamento" para recuperar sua vantagem militar, aproveitando uma variedade de tecnologias, incluindo robótica, sistemas autônomos e grandes dados, e para fazê-lo de forma mais rápida e efetiva do que adversários potenciais. Mas mesmo os defensores mais ardentes sabem que o Ocidente nunca mais poderá confiar em sua tecnologia militar superior. Robert Work, o vice-secretário de defesa que defendeu o terceiro deslocamento, argumenta que a vantagem militar mais duradoura do Ocidente será a qualidade das pessoas produzidas por sociedades abertas. Seria reconfortante pensar que o fator humano, que sempre foi um componente vital nas guerras passadas, ainda conta para algo no futuro. Mas há incerteza mesmo sobre isso.

Fonte Original: The new battlegrounds

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

O exército brasileiro está, de fato, se tornando uma força policial

Governo federal decide decretar intervenção na segurança pública do RJ
Uma matéria escrita no The Economist no dia 6 de Julho do ano passado mostra como é o papel fundamental do exército como garantidor da ordem e democracia, desmontando a crença de um país pacífico e sem conflitos.

Patrulhar na fronteira e nas ruas da cidade é uma parte crescente do que o exército faz


A ÚLTIMA VEZ QUE uma grande cidade brasileira foi atacada foi em 1711, quando um corsário francês capturou brevemente o Rio de Janeiro. O relatório oficial de defesa do país afirma que "no momento, o Brasil não tem inimigos". No entanto, o Brasil mantém o 15º maior exército permanente do mundo e gasta mais em defesa do que Israel.

Uma das tarefas centrais das forças armadas é o policiamento de 150 km (93 milhas) ao lado da fronteira terrestre de 16,8 mil quilômetros do país. Criminosos internacionais têm sido atraídos pela tamanho descomunal da fronteira: Pablo Escobar, um traficante de drogas colombiano, disse uma vez possuir um avião de carga que agora fica fora do zoológico na cidade fronteiriça de Tabatinga. O exército também é responsável por "operações de lei e ordem", e as tropas são uma visão comum durante grandes eventos, como eleições ou as Olimpíadas de 2016.

No entanto, os trabalho e obrigações do exército se expandiram para o campo policial. Décadas de gastos excessivos e uma longa recessão drenaram a maioria dos cofres dos estados brasileiros. Embora apenas 20% das solicitações de reforços militares para assistência de emergência sejam aprovados, esse trabalho compõe uma parcela crescente da carga de trabalho do exército. Durante o ano passado, os soldados brasileiros passaram quase 100 dias patrulhando as ruas da cidade - o dobro do número dos nove anos anteriores combinados.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Notícias: King ' Poe ' Lovecraft - Do Terror ao Horror


Constelação de Antares
O ano termina com uma novidade para os leitores amantes do gênero de terror e do nosso blog. O colunista e dono do site Igor Moraes, teve um de seus contos selecionado para uma antologia inspirada em Stephen King, Edgar Allan Poe e H.P. Lovecraft.

No texto Antares, o autor revisita e faz uma releitura do conto O Estranho Caso do Sr. Valdemar, de Edgar Allan Poe e trás para o presente a narrativa, colocando referências da cultura POP e elementos científicos ambientando tudo na contemporaneidade. A história original narrada em primeira pessoa mostra o evento da mesmerização (hipnose) do Sr. Valdemar, que sofrendo de uma doença incurável  sabia que seus dias estavam próximos e por isso resolveu participar de uma experiência de indução à hipnose, a fim de conservar a vida do paciente.

O lançamento do livro está previsto para abril de 2018 pela Editora Illuminare, e será feito simultaneamente no Brasil e na Argentina, na 43ª Feira Internacional do Livro de Buenos Aires. A obra trará 35 contos inéditos de escritores convidados como Cesar Bravo, autor de Ultra Carnem (DarkSide), de Marcus Barcelos, autor de Horror na Colina de Darrington (Faro Editorial) e de Jhefferson Passos, autor de 100 Gotas de Sangue (Illuminare). A antologia será organizada pela escritora Rô Mierling, autora de Diário de uma Escrava (DarkSide).

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Livraria Cultura compra e-commerce de livros Estante Virtual - via Folha de SP


A Livraria Cultura anunciou nesta terça-feira (26) a compra da plataforma on-line Estante Virtual.

A Estante Virtual, que se denomina um marketplace de livros, ou seja, um vendedor on-line de produtos de terceiros, possuí 4 milhões de clientes cadastrados e 17,5 milhões de livros vendidos. Estando no mercado há mais de dez anos como um portal de venda de livros novos e usados.

Em um comunicado, o presidente da Livraria Cultura e da Fnac Brasil, Sergio Herz diz que As práticas da Estante convergem com os valores da Cultura, uma empresa que começou justamente alugando livros novos e usados, como quis minha avó, Eva Herz.

Os valores envolvendo o trespasse não foram divulgados.

A Livraria Cultura faz mais uma jogada no meio digital. A empresa passou a cuidar das operações e-commerce da Cnova, rede que reúne Casas Bahia, Ponto Frio e Extra. As três lojas sempre venderam livros populares, como os religiosos, os voltados a saúde e autoajuda. Neste ano também comprou a operação brasileira da Fnac, multinacional francesa com 12 lojas em sete Estados, encerrando os boatos que circulavam há anos no mercado, de que a Cultura e a Saraiva preparavam uma fusão. A rede brasileira somada com a rede francesa, por sua vez, tem agora 30 livrarias no país (a Saraiva tem 99, possuindo 20% do mercado).

A notícia surpreendeu o mercado na época em razão da situação financeira delicada da Cultura, a terceira no segmento livreiro no país.

Apesar do anúncio de compra, a operação Fnac/Cultura envolveu uma injeção de recursos por parte da própria Fnac, que pagou para que a Cultura assumisse a subsidiária da multinacional no Brasil. Ao passar a empresa para a frente, os franceses da Fnac estariam se livrando de arcar com os custos ligados ao fechamento. Seguindo a mesma lógica, o negócio com a Estante mostra que a Cultura, apesar das notícias de fragilidade financeira, estaria ainda em uma situação considerável.

Para a Cultura, os acordos significam uma chance de elevar escala, aprimorar distribuição e fortalecer sua atuação na internet. A empresa projeta um aumento de mais de 60% nas transações on-line nos próximos dois anos.

A aquisição da Estante é também uma forma de a Cultura se aproximar da concorrente Amazon, que, em abril, começou a vender livros novos e usados em seu site no Brasil.

Após um 2016 com resultados negativos, em 2017, no acumulado do ano até novembro, o mercado de livros cresceu 5,89% em volume e de 6,63% em valor na comparação com o mesmo período do ano anterior.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Notícias: Revista de ficção científica e fantasia publica seu primeiro livro


A Revista Trasgo recentemente fez um financiamento coletivo para a publicação de Ano 1: o primeiro volume impresso da Revista Trasgo, financiado no começo do ano via Catarse. Traz todos os contos publicados nas edições 1 a 4 da revista online, além de três contos exclusivos, escritos pela equipe.

Para quem não conhece, a Trasgo é uma revista de contos de ficção científica e fantasia que esta a pelo menos três anos no ar. Publicaram autores conhecidos da ficção de gênero no Brasil, além de figuras populares da autopublicação e tem orgulho em ser a primeira casa de muitos estreantes.

Além da retirada do livro para aqueles que compraram, vai ter uma mesa redonda; um bate-papo sobre ficção curta - O conto como espaço de experimentações com Clauda Dugim (poeta e Coordenadora do Grupo de Escritores Singularidades, cujo primeiro projeto foi lançado em 2015, Cobaias de Lázaro - o segundo projeto, Retrônicos será lançado ainda este ano) e Karen Alvares (autora da duologia Inverso [2015] e Reverso [2016], de Alameda dos Pesadelos [2014] e organizadora de Piratas [2015]) e mediação do editor da revista, Rodrigo van Kampen.

O lançamento do livro acontecerá nesse sábado (25) às 17:30h no Baderna, localizado na Rua Oscar Freire, 2529 - São Paulo. Ele custará R$ 40,00 - levem dinheiro, eles não vão ter máquina para cartão.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Notícias: Eventos Literários, Rodrigo Kmiecik e Oscar Nestárez


Dois eventos esse sábado (11) podem atrair o mundo geek de modo geral: a Feira Intergaláctica Aleph que já está em sua quarta edição e 5ª edição do Clube LeYa de Ficção Fantástica. A sequência que cada um vem sendo executado pode-se dizer que são eventos que podem se continuarem no mesmo ritmo vão se tornar tradicionais - uma coisa que não pode faltar no calendário de cada um.

A feira é organizada pela Editora Aleph. Nesse dia o público tem mais contato com os profissionais que trazem os livros e fazem eles serem publicados. Os bate-papos ficam com Fabiola Forchin e Gabi Colicigno ao 12h00 (As personagens femininas no universo STAR WARS), Nathan Fernandes e Kim Dória às 14h00 (Utopias e distopias: ficção científica e pensamento crítico), e encerrando temos Cláudia Fusco às 16h00 (Isso é Muito Black Mirror: Uma Introdução à Ficção Científica). O evento vai das 11h00 às 19h00 na Nave-Mãe - Rua Henrique Monteiro, 121, Pinheiros (próximo ao metrô Faria Lima, Linha Amarela).

A LeYa Brasil e a Saraiva, em parceria com o site Acervo do Leitor e o grupo Reino dos Livros, estão de volta para mais uma edição do Clube LeYa de Ficção Fantástica, agora com o tema Universos literários: quando um livro vai muito além de um livro. Dos cânones até obras apócrifas: tudo o que você precisa para saber sobre obras de Brandon Sanderson e Robin Hobb. O evento acontecerá na Saraiva do Shopping Center Norte, ao lado da Estação Portuguesa-Tietê às 16h00.


Depois do sucesso do primeiro número da revista Diário Macabro, foi anunciado que vai ser feito o segundo volume através de financiamento coletivo - como feito anteriormente. Ele começa dia 20 desse mês, provavelmente no Catarse com uma entrevista com Rubens Francisco Lucchetti - o maior nome do pulp nacional. A revista tem como objetivo divulgar o trabalho de escritores de horror de todo o Brasil. Um dos selecionados foi Rodrigo Kmiecik, colunista do Golem com sua narrativa A noite dos seres negros e  Daniel I. Dutra tradutor da Editora Clock Tower com seu A filha do Professor Carletti. O conto do Rodrigo terá resenha aqui no site. Acompanhem.

Já outro evento é do lançamento de Bile Negra, do autor Oscar Nestárez. Lançado pela Editora Empíreo, a narrativa conta como uma pandemia se espalha por bairros, cidades e países cabendo a Vex, um jovem tradutor, precisa recrutar todas as suas forças para conter este avanço.

Nascido em São Paulo, Oscar Nestarez é Mestre em Literatura e Crítica Literária pela PUC-SP. Pesquisador da literatura de horror, sobre a qual já publicou diversos artigos e o estudo Poe e Lovecraft: um ensaio sobre o medo na literatura (2013). No campo da ficção, é autor das antologias Sexorcista e outros relatos insólitos (2014), Horror adentro (2016) e Vampiro: Um livro colaborativo (2017). Bile Negra é seu primeiro romance.

O lançamento vai ser na Casa do Saber Fantástico - Casafan, Rua Fradique Coutinho, 1139 - Pinheiros - São Paulo - SP (a cinco quadras da estação de Metrô Fradique Coutinho). No dia 30 de novembro, a partir das 19h00. E quem marcar presença ainda vai poder degustar uma cerveja especial feita pela cervejaria Cerveja Juan Caloto, porque um lançamento desses merece um brinde.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Notícias - Novas edições de H.P. Lovecraft e Robert E. Howard no Brasil


Ignorados por décadas, H.P. Lovecraft e Robert E. Howard tem atraído olhares de todos recentemente. O homem moderno parece que ganhou medos nunca antes imaginados e tem que tirar coragem de algum lugar - e nisso, os dois autores se complementam para esse tão necessitado público.

O primeiro tem sido o destaque. No 80° aniversário de sua morte, Lovecraft trás edições de luxo de duas editoras diferentes: Martin Claret e DarkSide Books. A primeira já tinha trabalhado com o autor em outras oportunidades - uma pequena coletânea chamada em 2011 Histórias de Horror: O Mito de Cthulhu, uma participação em 2014 em Contos de Terror - Tomo I  com "The Colour out of Space" e em 2016 Grandes Contos: H.P. Lovecraft - um livro que tem mais de 1000 páginas de conteúdo. Mais recentemente, nesse ano dois tombos de contos do autor vão ser publicados em pouco tempo.

Vale lembrar também que a Martin Claret também tem um livro de R.E.H. no catálogo: Rosto de Caveira, os Filhos da Noite e Outros Contos, um volume que trás narrativas como "Rosto de caveira", "Os filhos da noite", "A maldição do mar", "A hiena", "A serpente do sonho", "Na floresta de Villefore" e outras.


Já a DarkSide trás dois livros - um com duas edições diferentes e outro com o selo infantil. Com o slogan Lovecraft para todos, a editora preparou duas opções em capa dura para a Coleção Medo Clássico: Miskatonic Edition e Cosmic Edition. O texto das duas edições é o mesmo, mas cada uma delas reflete a personalidade de seus peculiares leitores: enquanto um é voltado para leitores mais sérios e acadêmicos, o outro é voltado para descolados e psicodélicos. Já o selo infantil Caveirinha é inaugurado O Fantástico Alfabeto Lovecraft - ajudando os pequenos a darem seus primeiros passos no mundo mágico da fantasia e da imaginação e do autor mais influente do último século.



Já a Editora Pipoca & Nanquim anunciou mais um lançamento para o ano de 2017: desta vez, um livro. O primeiro de uma série de três volumes, a saga apresentará na íntegra todas as aventuras de Conan, o Bárbaro seguindo a ordem em que foram publicadas originalmente na emblemática revista Weird Tales. O livro de 308 páginas terá acabamento de luxo, ilustrações de artistas como Mark Schultz e Gary Gianni, diversos extras, sobrecapa de acetato transparente e, pela primeira vez no Brasil, as capas originais de Frank Frazetta.

Um fato a se considerar a comprar na pré-venda é que todos que adquirem o livro antes do dia 18 de Dezembro (data do lançamento) na Amazon ganharão o e-book O Guia Definitivo da Espada & Feitiçaria, de autoria do próprio Pipoca & Nanquim, que será enviado aos compradores no dia de lançamento. Há também o podcast da própria editora que eles falam do personagem, que, nascido na literatura na década de 1930, o cimério foi o principal marco do surgimento de um gênero que hoje se destaca como um dos mais fortes em qualquer mídia: Espada & Feitiçaria.



quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Notícias: Obra de Octavia Butler chega ao Brasil pela Morro Branco


A editora paulistana Morro Branco trás para o Brasil uma grande novidade: chega ao nosso mercado pela primeira vez uma obra da escritora norte-americana de ficção científica Octavia Butler (1947-2006).

Após 40 anos, a obra Kindred – Laços de Sangue da considerada a Grande Dama da Ficção Científica chega ao Brasil, e hoje será o tão aguardado lançamento do livro. Ele terá a participação da escritora Jarid Arraes, a digital influencer Nátaly Neri e a colunista Stephanie Ribeiro.

A Morro Branco também coloca o livro à venda em dois formatos diferentes: uma edição de luxo – com material extra e acabamento em capa dura – e uma em brochura e com preço mais acessível.

O enredo se serve com subterfúgios de assuntos como racismo e feminismo. A personagem principal (negra) começa a viajar no tempo em ocasiões específicas: uma mulher no século XX é transportada para um passado escravagista no EUA.

O evento será no Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 – São Paulo / SP), às 19h30, na Praça das Bibliotecas. Entrada é gratuita.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Notícias - William Hope, Clark Ashton Smith e G.K. Chesterton

CROWDFUNDING: A TERRA DA NOITE


Na última sexta-feira (29) a Editora Clock Tower colocou no ar sua nova campanha de financiamento coletivo: o livro A Terra da Noite (The Night Land), tradução do clássico de 1912 do famoso autor inglês William Hope Hodgson.

A maior obra de William Hope pela primeira vez em língua portuguesa virá cheio de extras: Introdução abrangente e biografia ilustrada do autor, ilustrações exclusivas representando o universo do livro, glossário e índice remissivo, seu nome impresso no livro, exemplares numerados e etc.

Embora menor em páginas (420 nessa edição), A Terra da Noite chega a ser comparado muitas vezes as criações de J.R.R. Tolkien pela caracterização dos personagens e ambientação (basta lembrar que só O Silmarillion, que relata os acontecimentos iniciais da Terra-Média, tem 480 páginas).

A história fala de um pós-apocalíptico onde o Sol se apagou e os poucos humanos que restaram vivem em uma gigantesca piramide de metal. Do lado de fora, perigos e criaturas estão no caminho do herói, que vai em busca desses últimos humanos.

É importante ressaltar que esse livro foi muito admirado por H.P. Lovecraft, Clark Ashton Smith e Lin Carter, só para citar alguns nomes.


CLARK ASHTON SMITH


Por falar em Clark Ashton Smith, a Sol Negro Edições - uma editora sediada em Natal-RN, que edita livros artesanais em pequenas tiragens - trás para o público dois livros do autor: A Cidade da Chama Cantante - um longo relato sobre as consequências e assombros da descoberta de uma chama cantante numa realidade paralela - e O Mundo Eterno - uma impressionante viagem de um cientista por um universo distante.

Já nossos amigos da Clock Tower também estão de olho no autor, claro, depois de uma pequena colaboração nossa: 




Clark Ashton Smith (1893-1961) foi poeta, escultor, pintor e autor de contos de horror, ficção científica e fantasia. Com os amigos e correspondentes Lovecraft e Robert E. Howard, Smith formou um dos tripés mais famosos da literatura, colaborando para a revista pulp Weird Tales, que publicava a maioria dos trabalhos do grupo.

BUSTO DE UM QUERUBIM GIGANTE



A Sociedade Chesterton Brasil divulgou hoje mais informações sobre o busto do autor, que está sendo trabalhado em seu novo financiamento coletivo. Vão ser feitos com um número limitado - apenas quinze ao todo.

Na compra do busto, virá no pacote os livros O Poeta e os Lunáticos e A Taberna Ambulante, agradecimento nas redes sociais e no site além do nome no livro A Taberna Ambulante - o frete grátis.

Chesterton era por demais humilde para aceitar que fizessem homenagens a sua pessoa. Sentia-se mais confortável com fazer os outros rirem. Quando o jornal The New Witness mudou o nome para G. K.'s Weekly, ficou a um triz de ficar com raiva do sujeito que sugerira a mudança.

PARA SABER MAIS:

>Notícias: Campanha de Financiamento Coletivo – A Taberna Ambulante

>Especial Círculo das Ideias: A Poética Fantasia de Clark Ashton Smith

>Chesterton: príncipe do paradoxo, pai do fantástico

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Notícias - Faro Editorial, Editora Clock Tower e Editora Aleph

AUTÓGRAFOS


Em uma parceria com a Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, a Faro Editorial disponibiliza-rá para a compra até o dia sábado (30) alguns dos livros de alguns autores de seu estafe nacional autografados (Augusto Alvarenga, Vinícius Grosso, Victor Bonini, Rodrigo de Oliveira). Durante esse mês de setembro, na loja física da Martins Fontes - Avenida Paulista, n° 509. E no dia 5 de outubro (quinta-feira) será o lançamento na Livraria Cultura (Avenida Paulista, 2073) do livro O Casamento, de Victor Bonini, autor  de O colega de quarto.

CLOCK TOWER E O UNIVERSO PARALELO


Após muita procura de muitos escritores interessados em lançar livros dos mais variados gêneros (horror, romance, fantasia, comédia, acadêmico,etc) pela editora, a Clock Tower lançou um selo especifico para esse tipo de publicação: o selo Universo Paralelo. Então quem tem hoje um projeto de livro de qualquer gênero e tendo um acabamento mesmo simples agora mediante um valor bem módico (esses valores irão ajudar financiar novos livros da Ed. Clock Tower), irá obter da Clock Tower através desse selo editorial a oportunidade de ter seu ISBN, Ficha Catalográfica e Código de Barras, além de todo o suporte e indicação de profissionais do processo editorial.

PRÉ-VENDA: ANDROIDES – 50 ANOS



A Editora Aleph publicou em sua página a pré-venda e imagens da edição de 50 anos da Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?, livro de Philip K. Dick que inspirou o filme Blade Runner. O projeto traz sobrecapa, capa dura, impressão em duas cores (preto e vermelho) e ilustrações de Dave McKean, Peter Kuper, Ricardo Siri Liniers, Elena Gumeniuk, Antonello Silverini, Rebecca Hendin, Danilo Beyruth, Guilherme Petreca, Gustavo Duarte e Bianca Pinheiro. Além de dois textos inéditos: um ensaio exclusivo para esta edição assinado por Rodrigo Fresán; e um ensaio que analisa os cenários pós-apocalípticos criados por Dick. Disponibilidade para reserva do exemplar nos links abaixo.

– Amazon: http://amzn.to/2w2B7Zy
– Saraiva: http://bit.ly/2wAVoVa
– Cultura: http://bit.ly/2y9wv4v
– Cia dos Livros: http://bit.ly/2haQzA5
– Travessa: http://bit.ly/2hau5iJ

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Notícias: Edgar Allan Poe, Romances utópicos, Clube LeYa de Ficção Fantástica e Lançamento de Livros

EDGAR ALLAN POE


Mestre em Literatura e Crítica Literária pela PUC-SP e autor de livros e ensaios de horror, Oscar Nestarez vai falar do papel fundamental de Poe na constituição das narrativas de horror como a conhecemos atualmente, baseando no ensaio A filosofia da composição. Também será apresentada uma biografia resumida do autor, cuja vida é inseparável da produção ficcional e encerrando a apresentação, será realizada uma breve análise do conto Os fatos no caso do senhor Valdemar, de modo a comprovar as hipóteses propostas na palestra. Será a partir das 10 horas, na Casa do Saber Fantástico (Casafan): Rua Fradique Coutinho, 1139, na Vila Madalena (a poucas quadras do metrô Fradique Coutinho). O evento é gratuito.

ROMANCES UTÓPICOS E MOEDAS DISTÓPICAS


O segundo encontro de discussão de leitura mediado pela escritora Ana Rüsche terá como tema O conto da Aia da Margaret Atwood, e a convidada para participar será  Renata Corrêa, escritora, feminista e roteirista. Ao início da sessão, contextualização de autor e obra, comentários sobre o romance, informações técnicas e leitura de alguns trechos. O livro será usado no especial Circulo das Ideias - Dystopic Universe do Golem. O encontro será na biblioteca e livraria Tapera Taperá na Avenida São Luiz, n° 187, 2º andar, loja 29 - Galeria Metrópole às 11 horas (término previsto as 13). Para se cadastrar, clique aqui.

CLUBE LeYa DE FICÇÃO FANTÁSTICA - 4ª Edição


A LeYa Brasil e a Fnac, em parceria com os colegas do site Acervo do Leitor e o grupo Reino dos Livros apresentam a nova edição do Clube LeYa de Ficção Fantástica. Em sua 4ª edição, o tema levado a debate é Fantasia Urbana e Super-Heróis: debatendo gêneros literários. A conversa se desenvolve na investigação sobre os conceitos e definições de Fantasia Urbana, sobre as principais obras do gênero e os maiores filmes de super-heróis da atualidade e como seria o mundo real se os super-heróis estivessem entre nós. A Fnac desse evento fica na Praça dos Omaguás, n° 34. A duração será das 16:00 às 18:00

LANÇAMENTO DE LIVROS - Raphael Draccon e Carolina Munhóz


Na outra Fnac, na Paulista, faz uma parceria com a Editora Rocco e trazem de volta a São Paulo - capital - Carolina Munhóz e Raphael Draccon para lançar seus novos livros "Por um toque de magia", volume final da trilogia Leprechaun, e "O coletor de espíritos", stand-alone de Draccon. O endereço é: Avenida Paulista, 901 às 17:00. Dracoon que comemorou ontem dez anos de lançamento de sua magnum opus Dragões de Éter - o primeiro livro da trilogia chegou ao público em 13 de setembro de 2007 na Bienal do Livro do RJ e tem previsão para ganhar mais um volume: Estandartes de névoa. O prólogo foi divulgado ontem pelo autor em sua página nas redes sociais. Para ler, ele segue abaixo.

DRAGÕES DE ÉTER - ESTANDARTES DE NÉVOA
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Dizem que o nome dele significa “mau conselho”.

Talvez isso seja uma invenção depreciativa, pois é normal que o homem comum se vingue de pessoas a ele extraordinárias de formas assim. Dizem que é filho dos pais errados, que se casou com as mulheres incorretas e que tomou as piores decisões. Há diferentes versões de sua origem, de sua paternidade, de seus ideais e de seus motivos. Talvez tenha matado menos homens do que deveria. Talvez mais. Talvez ele tudo tivesse feito acreditando ser o melhor para a própria pátria e toda humanidade afetada por ela, pois existe um fardo nas mãos dos homens que fazem História, que sempre é difícil de ser julgado.

O fato é que muito se diz e muito pouco se tem certeza. Não se sabe exatamente hoje em dia em que local ele está. Que aparência assumiu. Quantos aliados viajam com ele, e mesmo se ainda existe um aliado disposto ao feito. Na verdade, não se sabe mesmo se aquele homem tem aliados. E, se tiver, uma taberna inteira apostaria ainda assim que nenhum seria capaz de admitir isso.

Isolado como um urso, diziam no sul que viajava por caravanas com nomes falsos e roupas maltrapilhas, cheirando pior do que mendigos e gerando reações parecidas com a passagem de um leproso. Já ouvi um bardo manco dizer, entretanto, que um homem com lepra chama muito atenção e um renegado jamais iria querer isso para si. Parece um raciocínio sensato. No norte, costumam dizer que viajava cheirando pior do que orcos, o que convenhamos é mais depreciativo do que a comparação do sul, e que carregava sua armadura consigo e se apresentava como um cavaleiro longe de casa.

Não deixaria de ser uma mentira.

Quando caminhava, costumava fazer em silêncio, como se ninguém quisesse ouvir sua voz. Ou suas explicações. Quando de pé parecia sempre curvado, mas não como uma bruxa corcunda de poucos dentes, mas simplesmente um homem que carregava um mundo nas costas. Quando desembainhava a espada, não parecia diferenciar a frieza com que a embainhava. Quando dormia, precisava ainda assim estar em alerta, como se houvesse sempre alguém pré-disposto a matá-lo.

Muitos já o viram lutar e essas histórias ao menos possuem relações. Porque em todas elas, seja nas versões do sul ou do norte, existiam referências à sua habilidade para matar. Algumas histórias comentam que suas vitórias eram baseadas na experiência, afinal, um homem caçado o tempo inteiro tinha de aprender alguma coisa. Outras insistiam que possuía um estilo sujo como sua índole, e ludibriava os inimigos de maneiras desonrosas. 

Essas, porém, não eram as melhores histórias.

Verdadeiras ou não, as melhores narrativas contavam como aquele homem seria hoje o maior cavaleiro em atividade em todo o mundo. Se não fosse, claro, renegado por todas as ordens de cavalaria.

Desenhos de seu rosto, baseados em suposições e relatos incompletos, enfeitavam as paredes de estabelecimentos de regiões diferentes, e variavam a recompensa escrita em letras garrafais. Não importava o valor, contudo, pago por uma coroa real. Todos os valores valiam à pena. Mercenários de muitos lugares o perseguiram. Caçadores de recompensas buscaram não apenas o pagamento pelo trabalho assassino, mas também a fama de concluí-lo. De fato, muitos tentaram o feito.

Ele matou todos.

Atrás de seus caminhos desenhava-se um rastro de sangue que corria como um rio torto. Era um homem cuja passagem vertia lágrimas. Era um espírito condenado à escravidão da própria escuridão ao seu redor. E, quando um homem caminha com muita treva ao redor de si próprio, ele possui apenas dois caminhos: acabar cego ou acostumado. No primeiro caso, ele jamais voltará a enxergar qualquer claridade. No segundo, ele pode se acostumar com o breu e passar a se incomodar com a luz. 

Não importa qual caminho ele escolha nesse caso.

Ambos lhe custarão a paz interna.

Logo, era um homem indiferente à guerra ou à paz. Provavelmente o fardo que o perseguia houvesse influenciado isso. As pessoas dirão que não, que era sua índole e que ele merecia padecer em Aramis com os glóbulos oculares arrancados dentro de tigelas de água borbulhando, escutando o gargalhar de bruxas que se divertiam com a desgraça do mundo. Como dito, contudo, é difícil julgar o fardo dos homens que fazem História. Assim como também é difícil condenar a recepção do mundo a esse tipo de fardo.

Mas uma coisa, não importa em qual lenda, não importa em que cultura ou continente, recaía unanime sobre ele.

Todos o odiavam.

Talvez aquele homem tenha matado mais do que deveria. Talvez menos. Mas um único homem morto por ele fora suficiente para torná-lo o homem mais odiado do mundo.

Porque um dia ele matou Arthur Pendragon.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Notícias: Campanha de Financiamento Coletivo – A Taberna Ambulante

"De fato, o livro tem um quê de extravagante. Ele mostra a errante aventura de dois estranhos britânicos, Patrick Dalroy e Humphrey Pump, enquanto eles tentam estar um passo à frente da lei, espalhando bebida de graça enquanto vagam pela Inglaterra onde o álcool foi banido. A Taberna Ambulante é seu carro equipado com um grande barril de rum, uma roda de queijo e a placa de um pub." - William Kilpatrick
Um romance que poderia ter sido publicado hoje. O percursor da temática de Submissão, de Houellebecq: a supressão dos valores éticos e morais do Ocidente em favor da cultura Oriental (a islâmica).

No cenário eduardiano de Chesterton, progressistas acreditam que cristãos e muçulmanos podem trabalhar juntos para "libertar a população da destruidora droga (álcool)", o que se torna uma falacia: há um golpe de Estado por trás, a tentativa de transformar a Inglaterra em um reino islamizado, aparelhando o campo intelectual e governamental (como na obra de Houellebecq).

Um texto de William Kilpatrick, que está sendo usado para propagar o livro e atrair compradores, lembra que o presidente turco afirma que muçulmanos descobriram a América e não Colombo. Aparentemente as intenções de Erdogan no discurso foram mais políticas e religiosas do que históricas: depois de alegar que os vínculos da América Latina com o Islã datam do século XII, o presidente se ofereceu para construir o tal templo em Cuba e a aproximação recente da família real britânica e os cardeais anglicanos com a religião islâmica.

O projeto do financiamento coletivo termina em 18 de Outubro. Uma distopia profética e extremamente divertida.

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