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quarta-feira, 20 de maio de 2020

No centenário de seu primeiro romance, Agatha Christie ganha novas traduções e tem interesse renovado - Bolívar Torres

Com adaptações recentes para cinema e TV, megaseller inglesa atrai diferentes gerações de leitores

Agatha Christie em 1946: com 2 bilhoes de livros vendidos, e a romancista de maior sucesso de todos os tempos
RIO — Em 1916, a inglesa Agatha Christie, então com 25 anos, abraçou um desafio: publicar um livro de mistério (e de sucesso) no qual o leitor não conseguisse identificar o assassino até o fim. Cem anos após o lançamento de “O misterioso caso de Styles”, de 1920, pode-se considerar a missão cumprida. Ao seu primeiro romance seguiram-se cerca de 80 tramas policiais, que venderam 2 bilhões de livros no mundo todo, fazendo dela a romancista mais lida de todos os tempos.

Se Agatha é uma mina de ouro, seus herdeiros sabem que precisam revitalizar a obra para mantê-la viva. Adaptações recentes para cinema (“Assassinato no Expresso do Oriente”, em 2017, e “Morte no Nilo”, que sai em outubro) e TV (“The ABC murders” e “O cavalo amarelo”) repaginam figuras como Hercule Poirot, Miss Marple e Harley Quin para o público jovem. No Brasil, mais edições e traduções da Globo Livros e da HarperCollins chegam às livrarias. Aqui, alíás, a Dama do Crime é sucesso: 2,5 milhões de exemplares vendidos nos últimos 5 anos.


— Definitivamente, está havendo um renascimento do interesse no trabalho de Agatha Christie — diz o britânico James Bernthal-Hooker, professor da Universidade de Cambridge e especialista na obra da autora. — Isso tem muito a ver com a nova onda de adaptações audiovisuais. Mas há também uma grande mudança na maneira como estamos lendo e falando sobre esses livros. Passamos a vê-los como romances e não “apenas” como entretenimento. Há um boom de estudos sobre ela nas universidades.

Teorias e fanfics

Esqueça o estereótipo do leitor de Agatha Christie: uma pessoa de idade lendo sobre crimes em uma cadeira de balanço. Pelo engajamento nas redes sociais e pela alta procura em eventos voltados para os mais jovens, como a Bienal do Livro, as editoras perceberam o seu apelo entre as novas gerações.

Em fanfics na internet, o público teen reinventa o universo da britânica, criando suas próprias teorias e conexões com cenários e personagens — incluindo, claro, o detetive Poirot, sua principal criação.

— Na nova versão do “Assassinato no Expresso do Oriente”, o Poirot do ator Kenneth Branagh é mais físico, luta, uma novidade — observa Caroline Chang, editora da L&PM, que viu sua edição do clássico quintuplicar as vendas após a estreia do filme. — Tudo isso ajuda a renovar o imaginário em torno da obra.



No Brasil, a Globo Livros publica o centenário "O misterioso caso de Styles" e lançou uma novoa tradução de "O assassinato no campo de golfe" em março Foto: Ana Branco / Agência O Globo

Daí a importância de novas edições, com projetos gráficos e traduções atualizadas. Em 2019, a Globo Livros lançou novas traduções de “M ou N” e do centenário “O misterioso caso de Styles”. Mês passado fez o mesmo para “Assassinato no campo de golfe”.

— Nossas edições contam com novo projeto gráfico voltado para o público mais jovem mas que, ao mesmo tempo, dialoga com o público adulto — diz Mauro Palermo, diretor da Globo Livros.

Gerente editorial da HarperCollins, Alice Mello concorda que os leitores da britânica abrangem uma amplitude geracional impressionante. Em fóruns de discussão, ela vê fãs de 13 anos trocando opiniões com os de mais de 60.

Em março, para marcar o centenário de carreira de Agatha, a editora iniciou uma renovação nos 80 títulos de seu catálogo. Só no último mês já saíram “Punição para a inocência”, “O Cavalo Amarelo”, “Um corpo na biblioteca” e “Assassinato no Expresso do Oriente”. A escolha de um jovem time de tradutores (a caçula Luisa Geisler tem 28 anos) não foi por acaso.

— Agatha conquista leitores que terão a obra dela como companhia por uma vida inteira — diz Alice.

O Poirot brasileiro


É o caso de Tito Prates, um dos dois únicos embaixadores oficiais de Agatha no mundo — título que lhe foi atribuído por ninguém menos do que Mathew Prichard, neto e herdeiro da autora. Ele começou a ler a Dama aos 11 anos, por influência de uma tia. Com 18 anos já absorvera a obra toda. A obsessão continuou ao longo da vida: hoje, aos 54, é o único biógrafo autorizado de Agatha em língua portuguesa (publicou “Agatha Christie from my heart: uma biografia de verdades” em 2016).

Como embaixador, ele promove a obra entre os mais jovens, graças a eventos como o ciclo de debates “100 anos de Romance Policial no Brasil e de Literatura de Agatha Christie”, que acontece em junho no Rio e em outras cidades ao longo de 2020. A convivência entre gerações é “perfeita”, segundo ele.

— Os novos aprendem e pedem dicas aos veteranos — diz Tito. — Tivemos caso de adolescente de baixa classe e de família evangélica que só deixava ele ler a Bíblia que acabou viajando o país todo com despesas pagas pelos amigos que conheceu no grupo.


Colecionador da obra de Agatha Christie e biógrafo oficial dela no Brasil, Tito Prates é um dos dois embaixadores da autora no mundo Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

Assim como muitos agathamaníacos pelo mundo, Tito dedica metade do seu ano à sua autora favorita. Sua fixação vai além dos livros: ele também consome produtos, como as roupas do Poirot que usará no International Agatha Christie Festival, evento bienal onde muitos participantes fazem cosplay (Tito já está deixando o bigode crescer pontiagudo igual ao do detetive). Uma prova de que, mais do que uma escritora, a Dama do Crime é hoje uma marca, como Marvel ou Disney, que abrange vários produtos.

— Agatha Christie é uma instituição — sentencia o acadêmico Bernthal-Hooker. — Ela não vai acabar nunca.

domingo, 22 de março de 2020

Agatha Christie, 100 anos: autora resiste ao tempo e vende mais que Bíblia

No centenário de estreia literária, novas traduções põem em questão a inglesa, que vendeu 2 bilhões de livros: afinal, sua obra resistiu ao tempo?


Por Maria Clara Vieira - Atualizado em 21 mar 2020, 11h42 - Publicado em 20 mar 2020, 06h00

MENTE VITORIANA - Agatha: uma mulher emancipada que detestava o feminismo PLANET NEWS LTD/AFP
Quando a polícia encontrou seu carro vazio batido contra uma árvore, na zona rural da Inglaterra, Agatha Christie foi dada como desaparecida. O veículo estava registrado no nome do primeiro marido da escritora, que, naquele ano de 1926, havia lançado seu maior sucesso até então, O Assassinato de Roger Ackroyd. Dez dias depois do acidente, porém, ela reapareceria em circunstâncias bizarras: estava hospedada em um hotel de luxo sob o nome da jovem amante do marido. Biógrafos oficiais afirmam que a autora foi acometida de um stress pós-traumático ao descobrir que o cônjuge tinha outra. Mas, para as más línguas, tudo não passou de um golpe de marketing. Na prática, a história permanece como um dos mistérios deixados pela “rainha do crime”. Aos 36 anos, ela emergiria do episódio com garra renovada: após recusar os bens do ex infiel, assumiu a tarefa de sustentar a única filha, Rosalind, com os próprios recursos. “Continuei, empurrada pelo desejo, ou melhor, pela necessidade desesperada de escrever outro livro para ganhar algum dinheiro. Foi nesse momento que deixei de ser amadora e passei a profissional”, relata na autobiografia.

Morta em 1976, aos 85 anos, Agatha deixou 66 romances policiais, dezenove peças de teatro e diversas coletâneas de contos — um acervo que, considerando-se as métricas atuais, se equipara em vendas ao de ninguém menos que William Shakespeare: são mais de 2 bilhões de exemplares comercializados no mundo, cerca de 4 milhões por ano. Mas é preciso enxergar além dos números para captar a força de seu legado — que neste ano completa um século. Nascida em uma família de classe média da pequena Torquay, na Inglaterra vitoriana, Agatha escreveu seu romance de estreia por incentivo da irmã mais velha, que a desafiou a criar uma trama detetivesca na qual o leitor não conseguisse descobrir o assassino até as últimas páginas. Lançado em 1920, O Misterioso Caso de Styles já contém elementos que fariam a fama da escritora: Agatha é especialista em tramas que envolvem casarões, heranças disputadas, mágoas familiares e jogos de bridge em enredos tão mirabolantes quanto se vê em Assassinato no Expresso do Oriente, que fala da reunião de doze assassinos em uma viagem de trem. Agatha notabilizou-se, sobretudo, por popularizar a mais recorrente fórmula de trama policial: o whodunnit (quem matou?, em tradução livre), que coloca vítimas, suspeitos e detetives em um jogo de charadas cuja resposta só aparece no final.

BIGODÃO – Kenneth Branagh, como Poirot: detetive imortal Nicola Dove/Fox/.
No centenário de sua estreia como escritora, uma pergunta é inevitável: afinal, a obra de Agatha Christie resistiu bem ao tempo? O projeto da editora HarperCollins de lançar oitenta novas traduções de seus romances — quatro chegam às livrarias neste mês — oferece um bom ponto de partida para investigar o tema. Como tantos escritores, ela não escapa à patrulha da correção política. O exemplo mais flagrante da “readequação” de Agatha aos tempos atuais é o desaparecimento do título O Caso dos Dez Negrinhos: após ser proclamado como “racista”, o clássico foi transformado em E Não Sobrou Nenhum. “É preciso levar em conta que uma senhora inglesa de mentalidade vitoriana usava uma linguagem bem mais conservadora e ofensiva, para os padrões atuais, ao se referir a deficientes, minorias e estrangeiros”, diz o tradutor Samir Machado de Machado.

Quando viva, a autora também teve uma celeuma com a militância feminista. Em 1961, negou entrevista a uma revista francesa com as seguintes palavras: “Nada me horroriza mais que esses artigos sobre os ‘grandes assuntos femininos’ ”. A trajetória da própria Agatha, contudo, é uma resposta a quem a acusa de desmerecer as mulheres. Com seu pioneirismo, ela abriu caminho para várias gerações de autoras policiais, da americana Patricia Highsmith à inglesa P.D. James.

XERETA – Geraldine McEwan, na pele de Miss Marple: charme provinciano ./Divulgação
Ironicamente, a evolução extraordinária das sucessoras pôs à prova as qualidades de Agatha. Centrado em exercícios de dedução, seu whodunnit tornou-se pueril perto da ficção criminal moderna, com tipos mais dúbios e alta densidade psicológica. A autora, no entanto, criou dois personagens que conservam seu charme à moda antiga: Hercule Poirot, o pequenino detetive belga de imensa vaidade, e Miss Marple, a velhinha xereta que expõe os assassinos e as hipocrisias do interior inglês. Mesmo seu estilo supostamente datado continua por aí, onipresente. A receita básica do “quem matou?” permanece em voga dos thrillers juvenis às novelas brasileiras. Novas adaptações e homenagens mostram que, com um providencial banho de loja, suas obras recuperam o viço (leia o quadro à esquerda). “Se você olhar bem no fundo, Agatha está sempre lá”, diz o biógrafo Tito Prates. Nunca menospreze a vovozinha do crime.


UMA AUTORA REINVENTADA NAS TELAS

Agatha Christie não foi só prolífica: seus romances inspiraram uma infinidade de adaptações para o cinema e a TV. Foi a própria autora quem escreveu o roteiro da primeira versão do detetive Poirot, destinada ao teatro e transplantada para a tela da BBC em 1937. Produções de outros países vieram na sequência, sem grande brilho — houve até um seriado de Miss Marple odiado e proscrito pela criadora. Quantidade, enfim, não era sinônimo de qualidade nas versões filmadas de seu trabalho. Até que, em 1974, um notável Assassinato no Expresso do Oriente virou o tabuleiro. “Foi a primeira obra a contar com um elenco de primeira”, diz Mark Aldridge, autor do livro Agatha Christie na Tela. Há três anos, o ator britânico Kenneth Branagh levou uma refilmagem do longa de 1974 às telonas, vivendo ele mesmo um Hercule Poirot cujo bigode em nada lembra o handlebar que o personagem cultivava (reproduzido à perfeição por Albert Finney na primeira versão). O filme de Branagh e uma série de Miss Marple veiculada pela BBC entre 2004 e 2014 (com Geraldine McEwan e Julia McKenzie se sucedendo no papel) atualizam seu universo para novas plateias. Mas nada supera, nesse sentido, Entre Facas e Segredos (2019): embora não se baseie em nenhum livro dela, o filme com Daniel Craig faz uma justa e instigante homenagem à dama.

Publicado em VEJA de 25 de março de 2020, edição nº 2679

sexta-feira, 20 de março de 2020

Há 100 anos, era editada ‘O Mystério’, primeira história policial do Brasil

Apesar de estrondoso sucesso na época, o livro caiu no ostracismo para não mais ganhar uma nova edição

Ubiratan Brasil, O Estado de S. Paulo
20 de março de 2020 | 06h00

Tudo começou em um sábado, dia 20 de março de 1920. O jornal carioca A Folha, hoje extinto, publicou o primeiro capítulo de um romance, O Mystério, que se tornaria histórico. Afinal, com a divulgação de seu epílogo, no dia 20 de maio, estava também encerrada a primeira trama policial da literatura brasileira. E foi um sucesso, pois, no mesmo ano, quando publicada em livro, a história conseguiu três edições.

“O mistério começava mesmo pela autoria do enredo”, comenta Tito Prates, um dentista e administrador de empresas que, de tão apaixonado por histórias policiais, tornou-se especialista nesse gênero – especialmente na obra de Agatha Christie. “Logo no início da publicação, que era diária, o leitor sabia que os capítulos eram assinados alternadamente por Coelho Neto, Afrânio Peixoto, Viriato Corrêa e um quarto autor identificado apenas como ‘&’. Logo se descobriu que se tratava de Medeiros e Albuquerque, que também era proprietário do jornal.”

O livro 'O Mysterio', de Coelho Neto, Afrânio Peixoto, Medeiros e Albuquerque e Viriato Corrêa, considerado o primeiro livro policial brasileiro e que completa 100 anos de publicação em 2020 Foto: Acervo Tito Prates

Aos leitores da época, foi oferecido o convite para acompanhar dois desafios – primeiro, o da própria trama policial e seu mistério habitual; o segundo era acompanhar como cada um dos quatro autores se desdobravam para escrever seu capítulo. É que nenhum deles sabia o teor da escrita do outro. “Com isso, Coelho Neto, por exemplo, só dava prosseguimento à história depois de ler, no próprio jornal impresso, o que seu antecessor produziu”, conta Prates.

Segundo o historiador, que preside a Associação Brasileira dos Escritores de Romance Policial, Suspense e Terror, os quatro autores de O Mystério deram características distintas ao romance. “Enquanto Afrânio era mais poético, Coelho Neto puxava mais para o humor. Aliás, esse é um detalhe importante porque o cômico predomina em muitas passagens da história.”
De fato, para exemplificar, basta selecionar uma das últimas frases, escrita por Afrânio Peixoto: “Nos crimes, só lucram a Polícia e a Justiça. Se os criminosos soubessem...”

É justamente o tom jocoso que torna O Mystério muito peculiar, pois, apesar de a trama começar com um crime, já despertando uma investigação, os passos seguintes apostam mais no humor ao ressaltar os infortúnios sofridos pela polícia do Rio de Janeiro. O enredo acompanha a trajetória de um jovem pobre, Pedro Albergaria, que tem um incontrolável desejo de vingança de um banqueiro, Sanchez Lobo. O motivo é nebuloso – sabe-se apenas que, no passado, houve algum atrito entre eles.

“É um romance híbrido, pois conversa com o mistério típico do policial inglês, tem pitadas de humor e ainda há um romance, cujo desfecho é mais espetacular que a própria resolução do crime”, observa Tito Prates. A trama é mirabolante, especialmente quando o jovem Pedro, leitor voraz de obras policiais, arquiteta o que considera um perfeito plano de vingança sem ser descoberto.

O que o rapaz não espera é ter de se deparar com figuras únicas, como o detetive Mello Bandeira, um major conhecido por “O Sherlock da Cidade”, pois se baseia nos métodos dedutivos do personagem criado por Conan Doyle. O humor aparece quando Bandeira é ridicularizado por se basear na ciência como base para a investigação.

Prates lembra que foi Monteiro Lobato quem primeiro editou a história em livro, tão logo encerrou a publicação em capítulos no jornal. E, apesar de estrondoso sucesso na época (ao final de 1928, já na terceira edição, totalizava dez mil cópias vendidas), o livro caiu no ostracismo para não mais ganhar uma nova edição. E continua sem editora porque um de seus autores, Viriato Corrêa, foi o último dos quatro autores a morrer, em 1967, não somando, portanto, o tempo mínimo (75 anos e um mês) para que uma obra caia no domínio público. “Também não deixou herdeiros, o que dificulta uma negociação”, complementa Prates.

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quarta-feira, 5 de junho de 2019

Embaixador brasileiro de Agatha Christie, Tito Prates lança livro em pré-venda


Uma série de mortes, até então desconectadas, começa a assombrar os moradores de São Paulo. Em todas elas o assassino deixa sua marca: a unha do dedinho do pé pintada de rosa. O delegado Meireles e sua equipe de investigadores se empenham em desvendar o mistério por trás dessas mortes horrendas e descobrem que lidam com um serial-killer copycat e que a resposta à pergunta “quem será a próxima vítima?” pode estar no Museu do Crime!

Essa é a premissa do mais novo livro de Tito Prates. O dentista e administrador de empresas é conhecido por ter uma paixão literária tão forte que o torna incomum. Aficionado por Agatha Christie, é um dos dois embaixadores dela no mundo, inclusive, sendo biógrafo brasileiro da autora britânica - vide Agatha Christie: From My Heart — Uma Biografia de Verdades (Tito Prates).

Originalmente uma publicação independente, agora está em formato físico pela editora Monomito. Escrito para estômagos fortes, crimes que ocupam o imaginário coletivo nacional desfilam em tons sangrentos. O bandido da luz vermelha, o crime da mala e o caso Von Richthofen fazem parte de seu estandarte.

BOX: Livro Museu do Crime com frete incluso + 4 fotos da série Poirot e a foto exclusiva para este kit Poirot e Hastings no Egito, todas tamanho 20X25 licenciadas + marcador de páginas personalizado e marcador Poirot + postal Witness for the Prosecution + bloquinho e mochila ecobag personalizadas do livro e nome nos agradecimentos
A quem diga que ele deixa o bigode crescer entre julho e setembro (período em que se comemora o aniversário da autora) no formato de um gancho, uma das marcas principais do detetive Hercule Poirot. Viciado em crimes, Tito também faz seleções de antologias, como para a Constelação e mais recentemente para a Luva Editora.

Seu mais novo livro, Museu do Crime, está em pré-venda pelo Catarse"Quando a gente é pequeno todas as conquistas têm que ser comemoradas. Uma das que a Monomito pode estourar uma champanhe é a conquista da confiança do Tito Prates." diz Adriana Chaves, editora na empresa Monomito Editorial.

A campanha vai até o dia pode apoiar este projeto até o dia 10 do mês que vem. Link aqui.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Batom Naná | Tito Prates


O crime apareceu em diversos jornais sensacionalistas da cidade de São Paulo e em alguns outros pelo Brasil e pelo mundo a fora. As fotos da vítima se transformaram em viral na internet, porém o que mais chamava a atenção era o bilhete encontrado junto ao corpo. - Tito Prates

Uma cara já conhecida nesse blog é Tito Prates. Autor da biografia Agatha Christie: From My Heart — Uma Biografia de Verdades, publicada em 2016 com autorização do Agatha Christie Trust, Agatha Christie Ltd. e Mathew Prichard, neto da escritora, Tito também é embaixador nacional da autora no país. Agora ele volta como autor.

Em Batom Naná, Tito Prates nos apresenta a um mistério que envolve mortes através de consumo de um batom envenenado por cianeto. Esses assassinatos remetem a brigas antigas e feridas abertas pela violência e pelo bullying.

Batom Naná está disponível na Amazon,para acessar é só clicar no link: https://amzn.to/2FWPmXE 


sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Agatha Christie: From My Heart — Uma Biografia de Verdades (Tito Prates)


De certo modo todos nós conhecemos Agatha Christie. Romancista, contista, dramaturga e poetisa, seus livros venderam mais de 2 bilhões de cópias em 44 idiomas. Só de royalties são cerca de US $ 4 milhões por ano. Agatha Christie é também uma das autoras mais prolíficas do mundo. Mas a certas coisas que ficam um pouco obscuras - principalmente em publicações no Brasil.

Por exemplo, na Seleção Vira-Vira da Saraiva, que vem em um único volume Misterioso Caso de Styles e O Caso do Hotel Bertram. Nele você vai encontrar que a autora nasceu em Devoshire (erro repetido pelo autor nesse post). Já em o Assassinato do Expresso do Oriente publicado em 2009 pela Nova Fronteira, diz que ela nasceu em Torquay.

Mas não se preocupe, seus problemas acabaram. Escrita pelo brasileiro Tito Prates, reconhecido como seu embaixador oficial no Brasil. Segundo o autor, a biografia é a única disponível no mercado que teve o consentimento da família de Agatha Christie - com quem manteve contato e colheu ainda mais detalhes para realização de sua obra mais que magnífica.

Tito Prates, embaixador oficial de Agatha Christie, posa como o detetive Hercule Poirot em sessão de pré-estreia de Assassinato no Expresso do Oriente (Foto: Divulgação)
O autor não quer só descrever a vida de uma pessoa. Antes de tudo, o texto quer ser uma conversa ao pé do ouvido, criar uma intimidade entre o leitor e a pessoa biografada. O livro que ganhou a indicação de ninguém menos que o neto e administrador da obra da escritora, Mathew Prichard. Tito é mais que um fã, é um profundo conhecedor da carreira artística e pessoal de Agatha, tendo uma memória incomparável sobre suas histórias.

"Outro aspecto único em sua bibliografia é o fato dela ter escrito novelas policiais durante mais de 50 anos. No paralelo das tramas de quem foi que matou, como foi, por que foi e com o que foi, corre uma história extraordinária, da qual ela é a maior retratista, dada a longevidade e quantidade de sua produção literária – 66 livros, mais de 170 contos, mais de 20 peças teatrais, 6 livros românticos com pseudônimo e dois autobiográficos, além de dois livros de poemas e um infantil: Agatha Christie mostra como mais ninguém mostrou a evolução da sociedade inglesa desde antes da Primeira Guerra Mundial até a década de 70. Por si só, este já seria um mérito enorme." - diz em um texto publicado no Escambau.

Curiosamente, Tito não tem Hercule Poirot como seu personagem preferido, posto ocupado por Miss Marple. "Quem conhece Agatha, sabe que ela tinha Poirot como meio de trabalho – no início da carreira, quando Agatha tentava se afastar de Poirot, os editores pediam que voltasse a ele. Ela se sentiu amarrada ao detetive. Há uma carta curiosa de um editor americano para um colega inglês, escrita durante a 1.ª Guerra, em que ele confessava seu temor de Agatha estar deprimida por causa do conflito, o que a teria convencido a escrever uma trama em que descreve a morte do Poirot. A história só seria publicada caso algo acontecesse com ela. Eu, ao contrário, acredito que Agatha se divertiu ao matar Poirot, para, enfim, se livrar dele, sem saber que ainda estaria amarrada ao personagem por mais de 30 anos."

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